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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 326

O avião pousou em Nova York no fim da tarde, quando o céu já começava a assumir aquele tom azulado profundo que anunciava o inverno de verdade.

Assim que Malu atravessou a porta do aeroporto, o frio a atingiu em cheio, como um aviso claro de que ali não havia espaço para improvisos tropicais.

— Bem-vinda à cidade onde o vento corta até a autoestima — Francine comentou, ajustando o cachecol com elegância. — Pode esquecer cropped, minha filha. Aqui você passa frio até dentro dos prédios.

Malu fez uma careta dramática.

— Nova York devia ser processada por atentado contra a sensualidade feminina.

Francine riu, puxando a mala.

— Relaxa. Você vai sobreviver. E, acredite, ainda dá pra ser sexy de casaco longo, bota e mistério.

No caminho até o hotel, Malu grudou o rosto no vidro do carro, completamente hipnotizada pela cidade.

As ruas estavam todas decoradas para o Natal.

Guirlandas iluminadas nos postes, vitrines com cenários quase teatrais, laços vermelhos gigantes, árvores decoradas em cada esquina.

Era como se Nova York tivesse decidido competir consigo mesma para ver quem exagerava mais no espírito natalino.

— Meu Deus… — Malu murmurou. — Parece cenário de filme.

— E é. — Francine sorriu. — Na folga eu vou te levar no Rockefeller Center. Você não tá preparada pra árvore de Natal daqui. É humilhante de tão linda.

Malu sorriu de canto.

— Humilhante é um elogio forte.

— Confia em mim.

O hotel era elegante, aconchegante, com aquele cheiro de madeira, café e inverno que só hotéis bons em cidades frias conseguem ter.

Assim que entraram no quarto, Malu largou a mala no chão e se jogou na cama, de braços abertos.

— Vou hibernar — decretou.

— Nem pense nisso. — Francine já estava abrindo a mala. — Amanhã cedo tem sessão de fotos, e eu preciso de você viva, funcional e com café no organismo.

No dia seguinte, o ritmo foi outro.

Estúdio, maquiagem, troca de roupas, fotógrafos andando de um lado para o outro, luzes ajustadas mil vezes, assistentes cochichando.

Francine estava no modo profissional absoluto. Postura impecável, expressão precisa, domínio total do espaço.

Malu, como sempre, era o apoio silencioso.

Conferia horários, ajustava detalhes, segurava casacos, observava tudo com aquele olhar atento que parecia absorver mais do que precisava.

Foi no meio da sessão que o celular de Francine começou a vibrar no colo de Malu.

Uma vez.

Duas.

Três.

Malu pegou o aparelho automaticamente, achando que fosse algo da produção.

Mas o nome na tela fez seu estômago dar um leve solavanco.

Cássio.

Ela não atendeu.

O telefone vibrou de novo.

E de novo.

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