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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 64

Dorian pegou a toalha do banco ao lado e começou a secar o rosto, o pescoço, os ombros, como se não tivesse acabado de interromper o fôlego de alguém ali.

— Você devia vir treinar comigo um dia. É bom pra acalmar a mente — disse ele, casual, como se ela não estivesse ali completamente fora do prumo.

Francine fez o possível pra recuperar a compostura e levantou o celular.

— Vou pensar no caso. Por enquanto, vou ficar com o treino de fotografia.

— Então capricha na luz. Essa aqui merece uma boa edição.

Ela riu, ainda tentando fingir naturalidade.

Ótimo. A primeira selfie não saiu. Mas a memória? Essa ela não ia apagar nunca.

— Pode ficar à vontade pra fotografar com seu celular novo — disse Dorian, voltando a se posicionar na barra como se fosse a coisa mais casual do mundo. — Não vou cobrar royalties pela imagem.

Francine soltou uma risadinha nervosa, apoiando-se discretamente na mureta do terraço. A luz estava mesmo perfeita. Mas quem precisava de pôr do sol com aquele homem praticamente esculpido em mármore fazendo calistenia ali na sua frente?

Ela levantou o celular devagar, fingindo que ainda tinha a intenção de capturar a paisagem. Até abriu a câmera traseira, mirou na piscina, fez um ou dois cliques… só pra manter a farsa.

Mas no canto da tela, ele continuava lá.

No foco perfeito.

Repetindo os movimentos com uma disciplina impressionante, como se estivesse meditando em movimento. Os músculos do abdômen contraíam a cada elevação do corpo. As veias dos braços saltavam no esforço.

Havia algo hipnotizante na precisão com que ele se movia — como se cada parte do corpo soubesse exatamente o que fazer.

Francine olhou em volta discretamente e trocou para o modo vídeo.

Com o brilho da tela reduzido e o celular encostado no peitoril, começou a gravar.

A imagem tremia levemente porque sua mão não parava de suar, mas ela mantinha a pose de turista fotografando o pôr do sol.

Dorian, aparentemente alheio, passou para uma nova sequência: apoio com uma mão só.

“Isso é permitido?” ela pensou. “Não deveria ser crime parecer um quadro renascentista ao ar livre?”

— Tá treinando ou gravando um documentário? — ele perguntou, sem olhar pra ela.

Francine quase derrubou o celular.

— Quê? Como assim?

Ele terminou a repetição, apoiou os pés no chão e olhou por sobre o ombro com um sorrisinho indecente.

— Digo, você tá tão concentrada… achei que já tava dirigindo a cena.

— Muito convencido pra quem tá suando no pôr do sol, viu? — ela rebateu, travando a gravação com um toque rápido e enfiando o celular no bolso com mais força do que o necessário.

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