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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 63

Francine voltou para a cozinha com mini saltinhos de alegria, tentando conter o sorriso bobo que insistia em escapar pelos cantos dos lábios.

O celular novo estava guardado no bolso do avental, como um segredo precioso. Dorian não podia — jamais — saber o quanto ela estava satisfeita com aquele presente.

Mas Malu... Malu era outra história.

A amiga a observou entrando na cozinha como quem voltava de um parque de diversões. Cruzou os braços, arqueou uma sobrancelha e soltou, sem cerimônia:

— E essa alegria toda aí? Rolou um flashback da festa e eu não tô sabendo?

Francine revirou os olhos e tentou manter a pose.

— Sai fora, Malu. Não tem flashback nenhum. Apenas ganhei um presente que não esperava.

Malu estreitou os olhos, divertida.

— Presente? Do Dorian? Ou da fada madrinha da cozinha?

— Não te interessa — respondeu Francine, fingindo desinteresse enquanto enfiava uma uva na boca. — Mas foi um bom presente. Útil, moderno… caríssimo.

— Ah, então definitivamente não foi da fada madrinha. — Malu riu. — E nem um pouco suspeito, né? O patrão presenteando a funcionária com algo "caríssimo"? Tá me parecendo começo de novela das nove.

Francine deu de ombros, mas o sorriso no rosto já entregava mais do que gostaria.

— Fica na sua, Malu. Eu não tô cedendo, se é isso que você quer saber.

— Imagina — respondeu Malu, se aproximando com um olhar cheio de malícia. — Eu jamais pensaria isso. Cê só tá aí, brilhando igual árvore de Natal e pulando pela cozinha como uma adolescente apaixonada.

Francine bufou.

Assim que Malu se afastou para lavar algumas louças, Francine aproveitou a deixa.

Tirou o celular novinho do bolso do avental como quem manuseia uma joia rara, e passou os dedos devagar pela tela preta, saboreando o momento.

Ligou o aparelho e mordeu o lábio com um sorriso travesso, já ansiosa pra testar todas as funções possíveis.

Mas, claro, antes… o calvário.

Configuração de idioma, senha, reconhecimento facial, redes Wi-Fi, conta de e-mail, atualizações intermináveis. Aquilo parecia um vestibular tecnológico.

— Misericórdia, Dorian. Nem pra configurar esse troço pra mim — resmungou em voz baixa, apertando “próximo” com a paciência de um monge budista.

Sem camisa.

No centro do deck, ele se apoiava apenas nos braços em uma paralela improvisada — uma das muitas estruturas discretas espalhadas pela área externa, que ela nunca tinha reparado de verdade.

A luz do entardecer fazia um jogo de sombras nos músculos dele, que estavam completamente definidos pelo esforço. O abdômen tensionado. O maxilar travado pela concentração. O ritmo preciso e silencioso dos movimentos, como se o mundo ao redor não existisse.

Francine parou com o celular a meio caminho da selfie, piscando como se o cérebro estivesse tentando reiniciar.

“Isso aqui… não tava no roteiro.”

Ela ainda pensou em recuar devagar e fingir que nada tinha acontecido. Mas o celular escorregou um pouco entre os dedos e a tela emitiu aquele “clic” irritante de foco automático.

Dorian parou o exercício no mesmo instante.

Virou o rosto em direção a ela com um arqueamento leve da sobrancelha e um sorriso de canto que não ajudava em nada na recuperação cardíaca da Francine.

— Apreciando o pôr do sol? — perguntou, com a respiração ainda acelerada e a voz rouca de esforço.

— É… é. Claro. O pôr do sol. — Francine se obrigou a desviar os olhos para o horizonte, mas tudo o que viu foi uma mancha amarela embaçada atrás de um peitoral suado.

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