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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 69

— Você vai dormir de conchinha com esse celular hoje ou nem pretende dormir? — Malu apareceu encostada no batente da porta, com um pacote de biscoito na mão e o cabelo preso num coque torto que denunciava o fim de um dia longo.

Francine estava deitada, abraçada ao travesseiro, a luz da tela iluminando o rosto. Não respondeu de imediato, apenas sorriu de canto enquanto digitava mais uma resposta rápida.

— Malu, pelo amor de Deus... vai viver tua vida.

— Tô tentando, mas é difícil competir com a sua paixonite virtual. — Ela entrou no quarto e se jogou aos pés da cama, de costas. — Sério, Francine... cê já percebeu que passa mais tempo trocando figurinha com o Dorian do que fazendo qualquer outra coisa? Inclusive me ignorando!

Francine deu uma risada curta e abafada pelo travesseiro.

— Que exagero. A gente só conversa, e nem é tanto assim. No máximo uns "bom dia", "tudo certo aí?" e, sei lá... ele me mandou uma foto de um look cafona ontem e perguntou se eu aprovaria pra passarela.

— Ah, claro, coisa básica. Como se fosse normal ele te consultar sobre moda às onze e meia da noite.

— Malu...

— O quê? Eu só tô dizendo que tá meio óbvio. Você era a rainha do modo avião, e agora dorme com o Wi-Fi no talo esperando notificação. Não é só “conversa” quando você sorri sozinha olhando pro celular. É flerte. E dos perigosos.

Francine virou de barriga pra cima, o celular apoiado no peito, e suspirou.

— Não é flerte. Não exatamente. É só... leve. Sei lá. Não tem cobrança, nem clima forçado. É uma conversa boa. Ele me ouve, acredita?

Malu se ergueu no colchão com um olhar dramático.

— Ele te ouve?! Nossa, agora é namoro mesmo. Parabéns!

— Você é insuportável — Francine riu, jogando um travesseiro na amiga. — Vai viver tua vida, Malu.

— Tô indo. Mas se amanhã você acordar com saudade de um bom senso, me chama. Porque desse jeito aí, cê vai terminar apaixonada e nem vai perceber.

Malu saiu rindo, e Francine ficou ali, com a cabeça afundada no travesseiro, o celular ainda aceso na mão. Fingiu que não ouviu, mas no fundo… a ideia nem parecia tão absurda assim.

Quando enfim chegou o dia de folga de Francine, ela dormiu como uma princesa.

Sem despertador, sem horário, sem obrigação. Só ela, o travesseiro e a lembrança da última mensagem trocada na madrugada anterior.

Ela tinha ficado até tarde conversando com Dorian… de novo.

E nem era como se estivessem a quilômetros de distância. Estavam literalmente sob o mesmo teto, mas se comportavam como adolescentes num namoro virtual.

Quando abriu os olhos, o sol já atravessava a cortina e o relógio do celular marcava onze e pouco.

Se espreguiçou lentamente, ainda meio grudada ao colchão, e tateou o celular no criado-mudo.

Queria ver se tinha respondido a última mensagem de Dorian. Lembrava de ter lido, mas não sabia se chegou a digitar alguma coisa antes de apagar.

Desbloqueou a tela e viu uma notificação no W******p:

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