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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 82

Francine sentia o coração batendo tão forte que parecia querer romper as costelas.

A revelação ecoava na mente, embaralhando tudo: Dorian era o olheiro.

O homem que ela tinha desejado impressionar… o homem que tinha desejado ela de volta.

O pânico e o alívio se misturavam numa confusão que a deixava sem ar.

Parte dela queria recuar, encontrar um canto seguro para processar tudo. Mas outra, mais forte, mais teimosa, queria se perder ali mesmo, nos braços dele.

E antes que pudesse pesar as consequências, ela percebeu que já estava inclinando o rosto para cima, pronta para encontrar os lábios que a dominavam sem sequer tocá-la.

Os olhos de Dorian eram como um ímã, e Francine não tinha forças nem vontade para resistir.

Ele não se moveu de imediato, como se saboreasse a rendição silenciosa dela, mantendo-a suspensa num fio de expectativa que a fazia arder por dentro.

Quando finalmente se inclinou, o toque dos lábios dele não foi suave nem apressado, foi exato, como se tivesse calculado o instante perfeito para reivindicá-la.

Francine sentiu o calor subir pelo corpo, e suas mãos, antes tensas, encontraram o peito dele, não para afastá-lo, mas para se apoiar, como se o chão tivesse desaparecido sob seus pés.

O beijo carregava a promessa velada de que ele tinha o controle da situação, e ela sabia disso. No fundo, parte de si odiava ceder. Mas a parte que dominava naquele instante… adorava.

Dois meses de distância se dissolveram num segundo, como se o corpo dela tivesse esperado apenas aquele toque para despertar.

Dorian aprofundou o beijo com firmeza, uma mão ainda na nuca dela, guiando seus movimentos como se a lembrasse quem ditava o ritmo.

Francine sentiu as costas encostarem na beira da mesa e ofegou, mas não recuou. Pelo contrário, cedeu.

Ele percebeu, claro. Os dedos deslizaram da nuca para o quadril, puxando-a contra si, deixando claro o quanto a desejava.

O ar entre eles se tornou rarefeito, e cada segundo aumentava a sensação de que não havia volta.

— Dois meses… — ele murmurou contra os lábios dela, sem afastar o rosto. — Dois meses fugindo de mim, Francine…

Ela mordeu o lábio, tentando responder, mas a proximidade, o calor dele, a forma como seus corpos se encaixavam, roubavam qualquer lógica que ainda restava.

Dorian inclinou a cabeça, a boca roçando o pescoço dela, e então, num sussurro carregado de intenção, disse:

— Diz que você trancou a porta…

Dorian apertou ainda mais a posse que tinha sobre ela, levando as duas mãos à sua bunda, segurando-a como se fosse dele há muito tempo.

Puxou-a contra o próprio corpo num movimento lento, mas carregado de intenção, e a pressão o fez escapar um suspiro quase imperceptível que só a encorajou mais.

Ainda com as mãos firmes, ele a ergueu como se não pesasse nada.

Francine soltou um riso baixo, sacana, no exato momento em que sua bunda encontrou a fria superfície da escrivaninha. O impacto suave fez as canetas e papéis ao redor tremerem, mas ela mal percebeu, toda a atenção estava nele.

Era uma provocação silenciosa, como se dissesse que ele poderia tentar o que quisesse, mas ela também sabia jogar.

Dorian se encaixou entre as pernas dela, ocupando todo o espaço, e as coxas dela se ajustaram instintivamente ao seu redor. Cada centímetro da distância que restava foi devorado pelo corpo dele.

Francine, quase sem perceber, começou a abrir os botões da camisa dele, revelando a pele aos poucos. Seus dedos trabalhavam rápido, mas seu olhar ficou preso no dele, aquele olhar de quem controla o ritmo, mesmo quando parece que não.

Quando o último botão cedeu, ele não se apressou. Segurou o movimento dela com um gesto quase imperceptível e, com um sorriso de canto, perguntou, a voz baixa, carregada de intenção:

— Você não está usando o uniforme novo, está?

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