Francine sentia o coração batendo tão forte que parecia querer romper as costelas.
A revelação ecoava na mente, embaralhando tudo: Dorian era o olheiro.
O homem que ela tinha desejado impressionar… o homem que tinha desejado ela de volta.
O pânico e o alívio se misturavam numa confusão que a deixava sem ar.
Parte dela queria recuar, encontrar um canto seguro para processar tudo. Mas outra, mais forte, mais teimosa, queria se perder ali mesmo, nos braços dele.
E antes que pudesse pesar as consequências, ela percebeu que já estava inclinando o rosto para cima, pronta para encontrar os lábios que a dominavam sem sequer tocá-la.
Os olhos de Dorian eram como um ímã, e Francine não tinha forças nem vontade para resistir.
Ele não se moveu de imediato, como se saboreasse a rendição silenciosa dela, mantendo-a suspensa num fio de expectativa que a fazia arder por dentro.
Quando finalmente se inclinou, o toque dos lábios dele não foi suave nem apressado, foi exato, como se tivesse calculado o instante perfeito para reivindicá-la.
Francine sentiu o calor subir pelo corpo, e suas mãos, antes tensas, encontraram o peito dele, não para afastá-lo, mas para se apoiar, como se o chão tivesse desaparecido sob seus pés.
O beijo carregava a promessa velada de que ele tinha o controle da situação, e ela sabia disso. No fundo, parte de si odiava ceder. Mas a parte que dominava naquele instante… adorava.
Dois meses de distância se dissolveram num segundo, como se o corpo dela tivesse esperado apenas aquele toque para despertar.
Dorian aprofundou o beijo com firmeza, uma mão ainda na nuca dela, guiando seus movimentos como se a lembrasse quem ditava o ritmo.
Francine sentiu as costas encostarem na beira da mesa e ofegou, mas não recuou. Pelo contrário, cedeu.
Ele percebeu, claro. Os dedos deslizaram da nuca para o quadril, puxando-a contra si, deixando claro o quanto a desejava.
O ar entre eles se tornou rarefeito, e cada segundo aumentava a sensação de que não havia volta.
— Dois meses… — ele murmurou contra os lábios dela, sem afastar o rosto. — Dois meses fugindo de mim, Francine…
Ela mordeu o lábio, tentando responder, mas a proximidade, o calor dele, a forma como seus corpos se encaixavam, roubavam qualquer lógica que ainda restava.
Dorian inclinou a cabeça, a boca roçando o pescoço dela, e então, num sussurro carregado de intenção, disse:
— Diz que você trancou a porta…

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