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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 83

Francine deixou escapar um sorriso enviesado, quase um desafio.

— Você acha mesmo que eu estava esperando que esse encontro fosse acontecer? — provocou, a voz carregada de ironia.

Dorian a fitou com um misto de frustração e desejo, como se quisesse muito mais do que ela estava disposta a admitir.

Ela percebeu, e o canto da sua boca se ergueu mais um pouco.

— Mas, se quiser, posso limpar seu quarto qualquer dia desses usando ele novamente — completou, arrastando as palavras de propósito.

O olhar dele mudou no mesmo instante, escurecendo com aquela centelha que ela já tinha visto antes, o tipo de faísca que só surgia quando ele estava prestes a perder o controle.

— Acho que você não vai mais precisar desse aqui então… — murmurou.

Sem dar tempo para resposta, ele agarrou a frente da camisa do uniforme dela e puxou com força, rasgando-a como quem abre um pacote de chips, os botões voando e ricocheteando pelo chão.

Francine soltou uma gargalhada surpresa.

— Você é louco? Como eu vou sair da sua sala assim? — perguntou, sem parecer minimamente incomodada.

— Se depender de mim… você não sai daqui tão cedo — respondeu, a voz baixa, grave, cada sílaba carregada de promessa.

O sorriso de Francine mal teve tempo de se formar antes que Dorian a puxasse novamente para um beijo urgente, faminto, como se quisesse roubar todo o ar que ela tinha.

A cadeira giratória bateu na parede com força quando ele a empurrou para abrir espaço, e a escrivaninha gemeu sob o peso dela.

Ela agarrou a gola da camisa dele e puxou com força, fazendo ele deitar sobre ela em cima da escrivaninha.

Ele soltou um som baixo, um misto de prazer e provocação, e logo as mãos dele estavam passeando pelo corpo dela como se quisessem decorar cada curva.

Os dois estavam praticamente colados sobre a escrivaninha do escritório. O beijo, inicialmente profundo, foi ganhando temperatura, tornando-se urgente.

Dorian deslizou a boca pelo pescoço de Francine, explorando o caminho até o colo com beijos lentos e famintos. Ela arqueou o corpo em resposta, as mãos afundando no cabelo dele.

Num movimento rápido, Francine envolveu a cintura dele com as pernas e, sem nem interromper o beijo, tirou os sapatos de trabalho.

Um deles ricocheteou na borda da estante, derrubando um pequeno vaso decorativo que se espatifou no chão.

O barulho só arrancou um sorriso entrecortado dos dois, como se o caos fizesse parte da dança.

Aproveitando-se da posição, Dorian agarrou firme as coxas dela e a puxou mais para perto, fazendo-a sentir o peso e a força dele.

Em seguida, a ergueu da mesa sem esforço, o corpo dela colado ao dele, e com um giro rápido a encostou contra a estante atrás dos dois.

Dorian arqueou uma sobrancelha e respondeu com um sorriso sacana, sabendo exatamente o efeito que causava:

— Só os braços?

Sem desviar o olhar, Francine deixou cair a camisa de vez e deslizou as mãos até o cinto, enquanto o sorriso dela se alargava.

— Não vou parar só nos braços, você sabe disso.

A intensidade aumentou, cada toque mais urgente que o anterior.

Um abajur foi ao chão quando Dorian se jogou no sofá com ela no colo, e desta vez foi ele quem riu baixo, o olhar queimando.

— Está preparada para arcar com os danos?

— Só se você for incluído na conta.

Ele não deu chance para mais respostas. O som abafado de objetos caindo, passos rápidos, respirações entrecortadas e o rangido dos móveis preenchia o ambiente.

Lá fora, quem passasse não saberia dizer se ali dentro acontecia uma briga ou algo muito mais perigoso.

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