Francine deixou escapar um sorriso enviesado, quase um desafio.
— Você acha mesmo que eu estava esperando que esse encontro fosse acontecer? — provocou, a voz carregada de ironia.
Dorian a fitou com um misto de frustração e desejo, como se quisesse muito mais do que ela estava disposta a admitir.
Ela percebeu, e o canto da sua boca se ergueu mais um pouco.
— Mas, se quiser, posso limpar seu quarto qualquer dia desses usando ele novamente — completou, arrastando as palavras de propósito.
O olhar dele mudou no mesmo instante, escurecendo com aquela centelha que ela já tinha visto antes, o tipo de faísca que só surgia quando ele estava prestes a perder o controle.
— Acho que você não vai mais precisar desse aqui então… — murmurou.
Sem dar tempo para resposta, ele agarrou a frente da camisa do uniforme dela e puxou com força, rasgando-a como quem abre um pacote de chips, os botões voando e ricocheteando pelo chão.
Francine soltou uma gargalhada surpresa.
— Você é louco? Como eu vou sair da sua sala assim? — perguntou, sem parecer minimamente incomodada.
— Se depender de mim… você não sai daqui tão cedo — respondeu, a voz baixa, grave, cada sílaba carregada de promessa.
O sorriso de Francine mal teve tempo de se formar antes que Dorian a puxasse novamente para um beijo urgente, faminto, como se quisesse roubar todo o ar que ela tinha.
A cadeira giratória bateu na parede com força quando ele a empurrou para abrir espaço, e a escrivaninha gemeu sob o peso dela.
Ela agarrou a gola da camisa dele e puxou com força, fazendo ele deitar sobre ela em cima da escrivaninha.
Ele soltou um som baixo, um misto de prazer e provocação, e logo as mãos dele estavam passeando pelo corpo dela como se quisessem decorar cada curva.
Os dois estavam praticamente colados sobre a escrivaninha do escritório. O beijo, inicialmente profundo, foi ganhando temperatura, tornando-se urgente.
Dorian deslizou a boca pelo pescoço de Francine, explorando o caminho até o colo com beijos lentos e famintos. Ela arqueou o corpo em resposta, as mãos afundando no cabelo dele.
Num movimento rápido, Francine envolveu a cintura dele com as pernas e, sem nem interromper o beijo, tirou os sapatos de trabalho.
Um deles ricocheteou na borda da estante, derrubando um pequeno vaso decorativo que se espatifou no chão.
O barulho só arrancou um sorriso entrecortado dos dois, como se o caos fizesse parte da dança.
Aproveitando-se da posição, Dorian agarrou firme as coxas dela e a puxou mais para perto, fazendo-a sentir o peso e a força dele.
Em seguida, a ergueu da mesa sem esforço, o corpo dela colado ao dele, e com um giro rápido a encostou contra a estante atrás dos dois.

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