Francine estava deitada no sofá, o corpo encaixado no de Dorian como se tivesse encontrado o lugar exato para descansar depois de horas de tensão e desejo.
Ele, com a voz calma e firme, deu o comando:
— Alexa, apague as luzes do escritório.
O ambiente mergulhou em penumbra, restando apenas o brilho suave das luzes da rua filtrado pela cortina translúcida.
Esse feixe difuso desenhava as curvas dela com um contorno quase etéreo, como se cada linha de seu corpo fosse uma obra que ele queria decorar para sempre.
Sem pressa, Dorian aprofundou o abraço, puxando-a um pouco mais para si, sentindo o calor e a respiração tranquila dela.
Sua mão deslizou até os cabelos de Francine, brincando com algumas mechas como quem grava na memória cada detalhe do momento.
Ela suspirou baixo, aquele som involuntário que misturava cansaço, conforto e algo que nem ela queria nomear.
— Você tá me olhando de um jeito perigoso — murmurou, sem abrir os olhos.
Ele sorriu contra a pele dela, roçando os lábios na têmpora.
— E como você sabe disso, se tá de olhos fechados?
— Pelo jeito que seu coração acelera quando pensa em me tocar.
— Só pra constar… a culpa é sua.
— Minha? — ela arqueou a sobrancelha, fingindo indignação.
— É. Se não tivesse me deixado esperando todo esse tempo, eu não teria motivos pra ser tão… — ele desceu a mão pelas costas dela e apertou sua bunda com firmeza — assim.
Francine mordeu o lábio, segurando o riso que ameaçava escapar, mas acabou soltando uma gargalhada baixa.
— Ah, claro… porque obviamente você é um homem de muita paciência, não é mesmo? Deve ter sofrido horrores nesses dois meses, coitadinho.
Ela acariciou o peito dele com um sorriso provocador.
— Quase dá vontade de te pedir desculpas… quase.
Ele estreitou os olhos, fingindo estar ofendido.
— “Quase”?
— É… porque se eu pedir desculpas, você vai achar que pode mandar em mim. — Ela piscou e se aconchegou mais no abraço dele. — Apesar de que você pode, já que é meu chefe.
Dorian soltou uma risada curta, mas verdadeira, aquela que deixava o rosto dele mais leve e tirava por alguns segundos a pose controlada.
— Dorian Villeneuve rindo… — Francine estreitou os olhos, teatralmente surpresa. — Onde está o meu celular para filmar isso?
Ele ergueu uma sobrancelha, ainda sorrindo, e afundou mais o corpo contra o dela no sofá, prendendo-a de propósito.
— Pode tentar, mas não vai conseguir alcançar.
Enquanto ela correspondia, deslizou as mãos pelos ombros dele, sentindo o corpo forte e firme contra o seu.
Ele segurou a nuca dela com firmeza, aprofundando o beijo, o calor entre os dois crescendo a cada segundo.
Quando finalmente se separaram, ele sussurrou, quase rouco:
— Posso dar um jeito de manter você ocupada.
Francine sentiu o calor subindo, o pulso acelerado. Ela arqueou a sobrancelha, um sorriso malicioso se formando nos lábios.
— Ah, é? Estou curiosa para saber como.
Naquela noite, os minutos pareciam se estender, preenchidos por uma mistura deliciosa de desejo, provocações e um silêncio cheio de promessas não ditas.
De madrugada, Francine deslizou para fora do escritório, tentando disfarçar a blusa sem botões que pendia frouxa no corpo e os cabelos completamente desalinhados, resultado da noite intensa.
Cada passo era uma mistura de diversão e cansaço, sabendo que aquele momento ficaria gravado na memória e no corpo por um bom tempo.
No caminho para a porta, Dorian a alcançou, segurou seu rosto entre as mãos e a beijou pela última vez antes da despedida.
Com a voz baixa, mas cheia de sinceridade, murmurou:
— Espero que a gente não precise esperar dois meses para um encontro desses de novo.

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