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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 86

Natan fechou o dossiê com um sorriso satisfeito, estendendo a mão para cumprimentar o investigador.

— Você me ajudou muito hoje. — disse, com a voz controlada, mas carregada de intenção.

Enquanto caminhava até o carro, já estruturava mentalmente os próximos passos.

Agora que sabia que Francine não passava de uma empregada de confiança, tudo mudava.

Ela podia até morar numa mansão, mas não era dona de nada ali, vivia sob as regras de outra pessoa, à mercê de um salário que, por mais “razoável” que fosse, jamais a colocaria no patamar que ele poderia oferecer.

“Se Villeneuve a mantém tão perto, é porque ela deve ser útil… mas até utilidade tem prazo de validade”, pensou, ligando o motor.

A ideia de se aproximar dela ganhava um sabor diferente agora, não como antes, movido apenas por curiosidade, mas com a convicção de que poderia mostrar a Francine um mundo inteiro que ela nunca teria se continuasse ali, trancada atrás daqueles portões.

Dentro do carro, Natan pegou o celular e digitou uma mensagem rápida:

"Meu amor, precisamos conversar. Você não precisa se sujeitar a esse emprego."

Sem pensar muito, apertou enviar… mas logo surgiu a notificação fria na tela: “Mensagem não entregue”.

Ele franziu o cenho, tentou novamente, e recebeu a mesma resposta. Foi só então que percebeu: Francine o havia bloqueado.

Um riso curto, quase descrente, escapou de seus lábios.

— É assim que quer jogar? — murmurou, apoiando o celular no console.

Aquilo não o desanimava. Pelo contrário, só alimentava a vontade de encontrá-la cara a cara.

E se ela achava que podia simplesmente apagá-lo da vida dela com um toque na tela… estava muito enganada.

Saindo dali, Natan parou em frente à vitrine de uma joalheria famosa na cidade. Ele entrou sem cerimônia, o terno impecável recortando-se na penumbra calorosa do mostruário.

Olhou os colares, os anéis, deixou o olhar pousar nas pulseiras. Pediu ao atendente uma pulseira em ouro amarelo, corrente fina mas com um fecho delicado, daquelas que fecham como um abraço.

Quando a colocou no mostruário, sorriu para si mesmo.

“Prende”, pensou.

No estacionamento do escritório, Natan pegou o dossiê no banco do passageiro antes mesmo de desligar o motor. Subiu até sua sala com passos calmos, mas a ansiedade latejava sob a superfície.

Sentou-se à mesa, abriu a pasta de couro e começou a folhear as páginas com mais atenção.

Entre recortes, fotos discretas e anotações, encontrou um trecho que prendeu seu olhar: escala de trabalho.

Havia datas, horários e até observações sobre os dias de folga de Francine.

Ele se recostou na cadeira, batendo de leve o dedo no papel.

— Dois dias de folga seguidos, começando na sexta… perfeito.

Continuou lendo, absorvendo cada detalhe como quem memorizava um mapa.

Sabia agora em quais manhãs ela não estaria na mansão, e onde provavelmente iria. Não era difícil prever, gente como Francine sempre tinha lugares onde se sentia à vontade, longe dos patrões.

Um sorriso lento se formou. Ele não precisava mandar mensagem. Não precisava pedir nada. Bastava aparecer no lugar certo, na hora certa. E dessa vez, ela não teria como bloqueá-lo.

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