Francine esfregava uma panela com força, jogando água e espuma no escorredor, enquanto Malu mexia distraidamente no celular ao lado.
— Tá vendo, Malu — resmungou, limpando a testa com a manga — de que adiantou toda aquela perseguição pra eu ficar com ele, se agora nem uma mensagem ele tem coragem de me mandar?
Malu ergueu uma sobrancelha, tentando não rir da indignação da amiga:
— Ah, Francine, pelo menos você conseguiu… — começou, mas foi interrompida pelo som de um dos seguranças que apareceu na cozinha.
— Francine, tem uma entrega pra você no portão...
Francine parou, confusa, e secou as mãos rapidamente no avental.
— Quem será agora? — murmurou, andando até a porta.
Curiosa, ela seguiu até lá. Encontrou um entregador segurando uma pequena sacola de uma joalheria refinada.
— Assina aqui, por favor. — disse ele, estendendo o tablet.
Enquanto passava a caneta digital pela tela, ela murmurou, sorrindo de canto:
— Não acredito que ele fez isso...
Na cabeça dela, não havia dúvida: era Dorian. Aquilo explicava o silêncio dele durante o dia, talvez estivesse planejando esse gesto.
Ela pegou a sacola, agradeceu e voltou apressada para a cozinha, sentindo um frio na barriga.
Dentro, encontrou uma caixinha de veludo com uma delicada pulseira de ouro, minimalista, mas com um brilho que parecia grudar no olhar.
Ela nem percebeu que havia um envelope no fundo da sacola: o bilhete de Natan. Sorriu, orgulhosa, deslizando o acessório pelo pulso:
— Quer dizer que eu estava irritada a toa? — comentou, ainda convencida de que o gesto era de Dorian.
Malu, que tinha reparado na mudança total do humor de Francine, não perdeu a chance:
— Eita… dessa vez você agarrou mesmo ele, hein. Até presente já tá mandando… Como pretende retribuir? — perguntou, arqueando a sobrancelha.
— Fazendo uma faxina no quarto dele — respondeu Francine, sem nem olhar, o tom carregado de ironia.
— Você não vale nada, Francine! — Malu riu, pegando o pano de prato e jogando nela.
Francine apenas sorriu de canto, segurando o pano e jogando de volta.
Malu pegou a pulseira de Francine e a girava entre os dedos, analisando cada detalhe como se fosse uma joia rara.

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