O olhar de Dorian prendia Francine como se fosse uma âncora em meio ao turbilhão que ela sentia.
O peito dela subia e descia num compasso rápido, quase aflito, até que enfim respirou fundo, tentando encontrar forças para dizer o que lhe queimava na língua.
— Ok, senhor Villeneuve — murmurou, a voz um misto de desafio e nervosismo — mas e você? Será só meu… ou terei que dividi-lo com outras mulheres da alta sociedade, todas enlouquecidas por um homem lindo e rico?
Dorian arqueou levemente uma sobrancelha, os lábios curvando-se num sorriso quase imperceptível. Não havia deboche, apenas firmeza.
— Eu não tenho interesse em mais ninguém além de você.
Francine sentiu as pernas fraquejarem, mas não queria entregar de bandeja a intensidade do que isso provocava nela. Forçou um sorriso e replicou:
— Então temos um acordo?
— Sim, senhorita Morais — respondeu, a voz grave e definitiva como um selo. — Temos um acordo.
Ela abriu um sorriso amplo, quase infantil, e antes mesmo que pudesse perceber, Dorian a puxou com força contra si, tomando seus lábios num beijo arrebatador. O mundo pareceu se dissolver ao redor, restando apenas o calor do corpo dele, o gosto intenso e a certeza de que, naquele momento, pertenciam um ao outro.
Francine interrompeu o beijo ofegante, o rosto completamente corado, os olhos brilhando como se estivessem embriagados de luz.
— Dorian… alguém pode ver a gente aqui! — sussurrou, tentando afastá-lo, embora cada célula do corpo gritasse para permanecer ali.
O olhar de Dorian estreitou-se, e por um instante uma sombra atravessou sua expressão controlada. A insegurança o roçou como uma lâmina fina: seria ainda por causa de Filipe? Será que Francine tinha medo de ser flagrada por ele, medo de provocar ciúmes? Ou pior… será que ela ainda estava dividida, envolvida em algo que preferia esconder?
A ideia de ser apenas mais um segredo na vida dela latejou em sua mente, despertando um incômodo que ele odiava admitir.
Ele inclinou o rosto, os olhos cinzas penetrantes como lâminas.
— E qual o problema? — retrucou, com uma calma quase insolente. — Não acabamos de selar um acordo de sermos um do outro? Está com medo do quê?
— Tem certeza de que não vai se importar se alguém lançar nos jornais que você foi visto aos beijos com… com uma empregada?


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras