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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 95

O dia de folga amanheceu preguiçoso, com o sol filtrando pelas cortinas e a promessa de um descanso merecido.

Francine ainda estava de pijama quando Malu se jogou de qualquer jeito na cama dela, abrindo espaço entre as cobertas com um suspiro teatral.

— Então, qual vai ser o plano do dia? — perguntou Francine, mexendo distraída no cabelo da amiga.

Malu ergueu uma sobrancelha como quem revelava um grande segredo.

— Ah, qual será? Até parece que você não sabe. Vamos dar a mesma volta de sempre, passar na livraria, na sorveteria de sempre, e depois terminar a tarde reclamando da vida.

Francine resmungou, fingindo-se ofendida.

— Eu não sou tão previsível assim, né?

As duas caíram na gargalhada, cúmplices. O riso preencheu o quarto, leve, como se nada no mundo pudesse perturbá-las naquele instante.

Mas Malu logo lembrou de um detalhe que mudaria a rotina.

— Só que dessa vez não vai dar. Tenho dentista hoje. — Ela fez uma careta dramática, como se fosse uma sentença de morte. — Então esquece sorvete. Nem antes, porque não posso sujar os dentes, nem depois, porque vou estar com a boca dormente. Imagina eu tentando tomar sorvete e derrubando tudo na blusa? Desastre anunciado.

Francine gargalhou ainda mais alto, quase chorando de rir só de imaginar a cena.

Malu apoiou o queixo nas mãos e olhou para Francine com malícia.

— Mas olha, enquanto eu estiver no dentista, você pode dar um pulo na sorveteria. É ali do lado, dá tempo tranquilo. Vai lá se refrescar enquanto eu viro mártir na cadeira.

Francine fez uma careta, cruzando os braços.

— Sozinha? Nem pensar. Nós duas somos tipo Batman e Robin. Não é a mesma coisa sem a dupla.

Malu riu e rebateu sem piedade:

— Tá bom, então prefere ficar na recepção assistindo programa inútil na TV, com volume baixo, esperando eu sair de boca dormente?

Francine hesitou por um instante, fingindo que estava ponderando seriamente a questão.

— Pensando bem… acho melhor ir tomar sorvete sozinha mesmo.

As duas caíram na gargalhada, cúmplices até no exagero. Francine então deu um pulo da cama e correu até o guarda-roupa, abrindo as portas com energia.

— Pronto, decidi! Vou escolher uma roupa à altura de um sorvete tomado em liberdade.

Natan sorriu de lado, indiferente à hostilidade, e deu uma colherada calma no próprio sorvete.

— Está um belo dia para um encontro casual, não acha?

Francine bufou, cruzando os braços.

— Encontro casual? Era melhor ter ficado no consultório assistindo TV no mudo do que topar com você de novo.

Ele nem piscou diante da provocação. Apenas inclinou a cabeça, estudando-a com aquela calma irritante que a deixava ainda mais nervosa. Foi então que seus olhos pousaram em algo específico: a pulseira no pulso de Francine.

— Sabe — disse, como quem comenta o tempo —, você pode fingir o quanto quiser, mas eu sei que aceitou minha ajuda.

Ela franziu o cenho, confusa e irritada.

— Além de inconveniente, agora também está louco? Que ajuda? Isso não faz o menor sentido.

Natan não respondeu de imediato. Apenas apontou discretamente para a mão dela, onde a pulseira cintilava sob a luz suave da tarde.

— Então por que está usando a pulseira que eu te dei?

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