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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 98

Francine respirou fundo depois de guardar a pulseira na bolsa, como se finalmente tivesse tirado um peso do braço e também da alma.

Malu, que ainda estava meio aborrecida pelo rosto anestesiado, foi se soltando aos poucos.

Elas seguiram pelas lojas, compraram algumas coisinhas pequenas e pararam para um café rápido antes de ir embora.

Francine ainda sentia o incômodo fantasma da pulseira, como se a pele guardasse a lembrança da pressão no pulso. Tentava ignorar, mas não conseguia se livrar da sensação de estar sendo vigiada, mesmo com Natan longe dali.

Malu e Francine deixaram o café já com os ânimos mais leves, caminhando lado a lado em direção ao ponto de táxis.

— Pronto, distraímos a sua cabeça. Missão cumprida.

O sol já se inclinava no céu, tingindo as fachadas com um dourado que parecia abraçar o fim da tarde.

Quando entraram no taxi, Francine tomada pela empolgação, começou a falar com brilho nos olhos e gestos largos, como se suas palavras precisassem de espaço para ganhar forma.

— Pois então, Malu! — disse, quase pulando no lugar. — O Dorian não é só um cliente, ele é o olheiro da Montblanc! Você sabe o que isso significa? Se eu realmente conseguir mostrar meu trabalho, se ele me levar pra lá, é como se eu tivesse aberto uma porta direto pro Paris Fashion Week! — Ela falava rápido, tropeçando nas próprias frases, mas incapaz de conter a felicidade que transbordava de cada sílaba.

Malu sorria, divertida com o entusiasmo da amiga.

— E eu achando que você já estaria no auge com essas campanhas aqui… — respondeu, ajeitando a bolsa no ombro. — Mas é claro que Paris é outro nível. Eu nunca vi você assim, Fran, com esse brilho.

Francine riu, quase sem acreditar no que dizia em voz alta.

— Você entende? É como… é como se tudo aquilo que eu sonhei desde menina, todo aquele esforço, cada não que eu ouvi, de repente fizesse sentido. Eu poderia estar a um passo de ver meu nome estampado nas passarelas da semana de moda mais importante do mundo!

Os olhos dela se umedeceram de pura excitação, e Malu apertou seu braço com carinho, partilhando do sonho.

Quando o táxi parou diante da entrada da mansão, Francine ainda falava sem parar, como se tivesse medo de que, se ficasse em silêncio, a realidade escapasse por entre seus dedos.

O carro estacionou suavemente, e antes de descerem, Francine soltou o braço de Malu.

— Faz um favor? — pediu, com um sorriso doce. — Leva as bolsas pra dentro, eu vou pagar o motorista.

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