Bela Flor - Romance gay Capítulo treze

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POV: Jaejun

Enquanto estava sentado no banco traseiro de um táxi, tudo que passava na minha mente era o quanto eu fui determinado em deixar Hyun-Suk para trás.

Caramba, eu o deixei!

Meu deus... Eu quero chorar.

Meu corpo está tenso, meu coração continua acelerado e eu nem sei se o motorista está tomando o caminho mais longo para me cobrar o rim ou se é porque ele percebeu minha tristeza e está com pena de me deixar sozinho em casa.

Talvez seja mesmo pela corrida cara no final de tudo.

Mas eu ainda me mantinha completamente pensativo sobre como ele disse que talvez sentisse o mesmo e que iria tentar se entender.

Mas o que me deixava ainda mais absorto, era o fato de que, pela segunda vez em minha vida, eu pensei primeiro em mim.

Segunda vez...

A primeira foi quando resolvi sair da casa de minha mãe adotiva, mesmo sem um centavo ou certeza comigo.

Eu estava me escolhendo.

Deixar Hyun-Suk para trás significou me pôr em primeiro lugar outra vez, mas também significou sofrer outra vez.

Quando mando mensagem para todos os meus amigos, apenas citando que é uma emergência e que preciso de todos, eu enfim percebo a dor que sinto dentro de mim.

Quando desço em meu endereço, pagando a conta que no final realmente deu muito cara, eu encontro cada um deles sentados na calçada, me esperando ali, quando podiam esperar dentro de casa se usassem a chave reserva escondida.

E basta olhar para cada olhar preocupado, que eu despenco.

Ali mesmo, a alguns passos de distância deles e na rua, eu começo a chorar.

Jackson é o primeiro que parece se surpreender com aquilo e corre até mim. Meu corpo é acolhido pelo do meu amigo, e segundo depois, eu sinto um a um se abarrotar num abraço coletivo.

ㅡ Foi o loiro safado, né? ㅡ é Taeshin quem pergunta, a voz entrega sua chateação, mas ele deixa um beijinho sobre meus cabelos vermelhos. ㅡ não chora, Jae...

ㅡ Eu vou quebrar as pernas daquele safado! ㅡ Jackson anuncia, ainda abraçado a mim. ㅡ eu prometo que vou.

Eu fungo e nego, limpando meus olhos, retirando minhas chaves do bolso.

ㅡ Ele não fez nada. Fui eu, eu quem fiz.

Rini retira as chaves de minha mão e caminha à frente, abrindo a porta.

Jackson me leva consigo ainda em um abraço e ela espera que todos entrem para voltar a fechar a porta. Sentando no sofá ainda preso a mim, Jack abre as pernas e me coloca no meio delas, me apertando como se com seu abraço toda a minha dor fosse sumir.

Não vai. Mas admito, eu gosto como ele e cada um se importa comigo.

ㅡ O que aconteceu? ㅡ Minah pergunta.

Yejun e Rini sentam à minha frente, diretamente no chão e me encaram à espera de que eu fale. Taeshin está de pé, encostado à porta, mas parece tão atento quanto a eles.

ㅡ Eu o deixei. ㅡ digo, fungando. ㅡ Deixei Hyun-Suk...

ㅡ O que ele fez? ㅡ Yejun pergunta, preocupado. ㅡ Te machucou?

Novamente nego.

ㅡ Ele nunca me machucou. Nunca fisicamente... Mas eu disse que gostava dele... Eu sei que fui tolo porque ele disse para eu não gostar assim, mas como eu poderia mandar em meu coração? Eu nunca tive ninguém, e logo quando me envolvo com uma, tudo é uma bagunça... eu não quero isso.

ㅡ Então nossa aposta foi para o ralo. ㅡ Taeshin fala. Olho-o, chateado e com um bico e percebo o olhar de Jackson sobre ele. ㅡ Foi mal. ㅡ diz, sem jeito. ㅡ É que... Você disse ontem, disse que não ia envolver o coração! Disse que ia tentar manter as coisas separadas, o que aconteceu então?

ㅡ Aconteceu que eu estava me enganando. ㅡ digo enxugando meu rosto. Jackson afrouxa um pouco o abraço, mas não desgruda de mim. ㅡ Eu disse que não envolveria o coração em relação a ele, mas a verdade é que eu gosto dele, e gosto deste a primeira vez em que ele me beijou e eu me senti livre...

ㅡ Mas se você gosta dele, porque você o deixou, Jae? Está sofrendo por isso... ㅡ Yejun comenta.

ㅡ Porque ele não gosta de mim assim. Nunca vai gostar, eu acho... Como eu posso ficar com outro alguém que sequer entende os próprios sentimentos? E eu sei o que é conviver com alguém que não me ama, dói, dói muito.

ㅡ Um relacionamento com uma pessoa não é igual ao de uma mãe e um filho, Jaejun. ㅡ Rini fala, mas suspira. ㅡ Mas talvez eu entenda o que você esteja sentindo. Mas não ache que só porque sua mãe não cuidou de você, que não te amou, que ele também não irá.

ㅡ O que ele disse sobre isso? ㅡ Jackson, pergunta. ㅡ quando você contou sobre o que sentia, o que ele disse?

ㅡ Ele nem soube responder... ele ficou todo confuso, me deu até dó. Mas sabe, ele é um traidor também, acredita que ele tem outra pessoa? E que chama ela de Peach? Ele dá apelidos para todos...

Eu tento negar, mas isso me dá tanta raiva... é claro que eu já estou outra vez com um bico nos lábios, aish, Park Hyun-Suk, porque você me fez gostar de você?!

ㅡ Como assim? Peach? ㅡ Minah pergunta, finalmente sentando ao lado da namorada.

ㅡ Pêssego? ㅡ Yejun franze o nariz.

ㅡ Brega. ㅡ Jackson aponta. ㅡ prefiro meu xuxu. ㅡ e pisca para o outro, fazendo a mim e a todos os outros revirarem os olhos.

ㅡ Me partiu o coração. ㅡ comento, trazendo a atenção de todos de volta para o meu sofrimento. ㅡ Ele meio que apareceu lá ontem, e...

ㅡ Teve barraco? ㅡ Jackson me interrompe, arregalando os olhos.

ㅡ Não. Quer dizer, mais ou menos. Hyun-Suk desceu para falar com ele na portaria, porque parece que ele queria subir. Mas como não podia, ele deu o maior tapão na cara do Park. Ficou a marca dos dedos e tudo.

ㅡ Que babado...

ㅡ Se aquela revista de fofocas fica sabendo de um furo desses...

ㅡ Ele estaria perdido. ㅡ Jackson diz, concordando com Minah. Rico sempre tem medo dessas revistas, isso é algo que eu sei há muito tempo.

ㅡ Mas conta, e o que aconteceu depois? ㅡ Curioso, Yejun até se aproxima um pouquinho mais de mim. ㅡ ele te contou sobre o tapa e o garoto ou você teve que colocar ele contra a parede?

ㅡ Eu meio que o coloquei contra a parede... Ele disse que teve uma coisa com esse cara no ano passado. E que teve que deixá-lo porque não o amava. E se acontecesse o mesmo comigo? Quer dizer, é claro que iria acontecer... mas se eu me envolvesse mais com ele, com certeza sairia mais quebrado do que estou agora.

ㅡ Então, você o deixou porque ele disse que não podia te amar também? ㅡ Jackson pergunta. Percebo sua mão fazer carinhos em meus cabelos e até sorrio fraco, me sentindo um pouco cuidado. ㅡ aquele loiro safado disse isso?

ㅡ Na verdade ㅡ fungo novamente ㅡ ele disse que sentia...

ㅡ Sentia o quê? ㅡ Taeshin se aproxima, parando ao lado.

Dou de ombros.

ㅡ Não sei... Ele só disse que sentia. Disse que iria tentar se entender também.

ㅡ Caralho, eu não estou acreditando. ㅡ Tae diz sorrindo, e senta a frente também. No momento é engraçado o modo em como todos estão ao meu redor, e é reconfortante ter um pouco do colo, carinho e atenção deles, mas estamos olhando para a cara de Taeshin, que pensativo, torna a falar. ㅡ Hajun me disse que ele fala muito de você, Jae. Tipo, muito mesmo, chega a encher o saco. E se ele realmente sentir algo? Não estou pedindo para você voltar para ele, eu ainda quero ajudar Jack a quebrar as canelas dele, mas, e se ele realmente sentir?

ㅡ Taeshin, não seja bobo. Você acha mesmo que isso é possível? ㅡ Jackson pergunta. ㅡ Jae se apaixonou muito rápido porque se sentiu livre, se sentiu ele mesmo pela primeira vez, mas um homem com todo o dinheiro e fama que Park Hyun-Suk tem, claramente só quer se divertir. Ele nunca se apaixonaria assim.

ㅡ E porque não? ㅡ Minah indaga. ㅡ Dinheiro e amor são coisas que andam em caminhos diferentes. Há pessoas que fingem amar pelo dinheiro, mas o dinheiro nunca compra o amor, então é inútil. Jaejun gostou de Hyun-Suk pelo que ele é, não foi? ㅡ me olha.

ㅡ Claro que foi. ㅡ falo. ㅡ ele poderia trabalhar numa conveniência de esquina, assim como eu trabalhava, jamais me importaria. Mas fiquei com medo de ser magoado novamente. É muito ruim ter de ficar ao lado de alguém que não te suporta.

ㅡ Não mistura as coisas Jaejun. Eu já te disse, esses sentimentos são diferentes.

ㅡ E se o Park sentir, porque não dar uma chance para ter a certeza? ㅡ Yejun fala. Olho-o e suspiro. ㅡ O amor é algo complexo, Jae. Quando se ama, a gente quer estar perto, quer proteger, mas as vezes não sabemos como dizer que queremos isso, então apenas aproveitamos o pouco que nos é dado porque é melhor do que nada.

Eu franzo o cenho devido as suas palavras, mas logo entendo. Jackson ao meu lado desvia o olhar, e Yejun parece triste a falar.

Porque gostar de alguém precisa ser tão complicado às vezes?

ㅡ E se você o ensinasse a amar? ㅡ Minah pergunta, sorrindo fraco. ㅡ Eu não sabia que poderia ser capaz de amar uma garota, até que conheci Rini, e então a beijei a primeira vez e senti todas as borboletas do meu estômago baterem asas. Ela me ensinou como é bom estar com quem gostamos mesmo, independente de qualquer diferença. Pode ser assim com ele.

ㅡ Eu senti as borboletas com ele, noona ㅡ faço bico, lembrando-me da imagem do loiro que roubou meu coração para si. ㅡ ele amava dar beijos lentos e sorri no final, e aquilo me deixava tão... se eu pudesse, continuaria beijando-o daquele jeito até que ele sentisse o mesmo, mas eu não quero me iludir mais.

ㅡ Jaejun, você está correto em querer se proteger ㅡ Jackson diz, olhando-os. ㅡ mas tenho que concordar com o que todos estão falando também. Vocês podem se descobrir juntos... Eu acho realmente complicado alguém como ele, criar sentimentos românticos quando já deixou claro que não conseguia ter, mas não é impossível... Todo coração duro precisa de amor para florescer.

Eu sorrio para o que meu amigo fala e deito a cabeça sobre seu ombro, suspirando e pensando um pouco no que todos falam.

É mesmo possível se descobrir juntos?

Eu realmente não sei.

À noite, Tae ainda nos implora para irmos a uma boate, tentar alegrar tudo, mas claramente negamos. O ânimo não é para um lugar lotado de pessoas bêbadas e loucas por beijos e talvez sexo, então decidimos comprar muito soju e salgados de sabores diferentes para ingerir enquanto assistimos um episódio qualquer e repetido de greys

ㅡ Eu não aceito a morte do Omar. ㅡ Taeshin diz, erguendo sua garrafa de soju enquanto aponta para a TV. ㅡ Injusto, Injusto!

Cala a boca, Taeshin. ㅡ brigo com a voz arrastada enquanto sorrio. Ele claramente está bêbado e talvez eu também esteja um pouco.

ㅡ É a quarta vez que assistimos essa mesma cena, vocês não cansam não? ㅡ Minah pergunta, bocejando enquanto está deitada no colo de Rini.

Taeshin nega várias vezes com a cabeça, e eu sorrio mais. Jackson e Yejun estão um ao lado do outro, e vejo que suas mãos estão juntas, entrelaçadas, enquanto a cabeça de Jackson repousa sobre o ombro do meu outro

No fim, dormimos todos da maneira em como já estávamos acostumados, ou seja, espalhados pela casa.

Ao amanhecer, como já havia entregado minha vaga na conveniência e não tinha que trabalhar, apenas despertei com dor de cabeça e caminhei até a cozinha, pronto para fazer um café quentinho. Porém, encontrei Taeshin lá, de pé, já com a bebida feita em uma xícara entre seus dedos.

ㅡ Quer café? ㅡ ele ergue a xícara que segura. Assinto e sento num dos banquinhos enquanto vejo-o pôr um pouco da bebida para mim. ㅡ dormiu bem?

ㅡ Dormir, mas, estou com um pouco de dor de cabeça. ㅡ falo resmungando.

Você bebeu um pouco demais ontem, mas nada fora do normal. Toma o café e depois toma um analgésico que logo passa.

Assinto buscando a xícara de sua mão e logo estou assoprando a fumaça que sai dali, pensando em algo que por ventura, pode me ajudar um pouco.

Como você e JiHo começaram a namorar? ㅡ pergunto de súbito, rindo com o modo em como Taeshin franziu o nariz ao ouvir

Taeshin encosta no balcão, bebendo de seu café enquanto

Eu deveria te matar por lembrar disso, mas como você está de coração partido, tudo bem.

Não estou... ok, estou. Como foi?

Bem... Acho que foi logo no início do terceiro semestre do curso. Passamos seis meses nos olhando, depois começamos a conversar, e rolou algo... Foi isso, não durou muito depois. ㅡ dá

ㅡ E você o amou?

O silêncio que se segue não é constrangedor. Taeshin pensa agora de cabeça baixa, e então suspira no fim.

ㅡ Eu encontrei com ele antes de ontem. Não transamos como eu esperava, porque acabamos discutindo já que Hajun deixou esse presentinho aqui. ㅡ ele aponta para o pescoço, abaixando um pouco a camisa que usa e logo mostra a marca roxa perto de sua clavícula. ㅡ ele surtou. Mas surtou muito, e eu nem deveria me importar já que sou solteiro. Mas... caramba, eu me senti tão mal... Talvez eu ainda o ame, sei lá.

ㅡ Poxa.

Mas até parece que eu realmente não sou solteiro. ㅡ ele resmunga, olhando para um ponto qualquer, como se nem estivesse mais falando comigo. ㅡ aquele... aish, eu posso transar com quem quiser. Eu tenho certeza que ele também transa.

Eu rio, fazendo-o me olhar finalmente.

Acho que ele ainda gosta de você, é normal ficar com ciúmes.

Talvez. Eu também gosto dele. ㅡ suspira. ㅡ ou não. ㅡ dá de ombros. ㅡ Estou curtindo muito ficar com

ㅡ Você quer namorar ele? ㅡ pergunto, curioso.

Não sei ainda. Namorar talvez não seja o meu forte. ㅡ ele ri, bebendo mais um tico de café. ㅡ mas respondendo sua primeira pergunta, eu acho que, realmente, ainda amo JiHo. Quando Jackson me disse aquilo eu fiquei com muita raiva, mas ele tem razão. Todas as vezes que topo sair e transar com JiHo, eu estou alimentando algo que talvez já nem exista mais, e assim eu o faço sofrer... Mas eu também sofro. Quando chego em casa, penso nele e no coração dele, e em como eu o deixei, é muito complicado.

Suspiro, eu conheço bem a história deles.

Taeshin foi quem simplesmente terminou o relacionamento por achar que precisava de algo a mais, mas parece que sempre volta a procurar JiHo, fazendo assim com que seus corações sofram, mas a carne se sacie.

Mas nosso papo não se prolonga muito além dos suspiros que ele dá. Logo ouvimos um resmungo baixo e então Lisa se ergue de meu sofá, com seus cabelos bagunçados, sorrindo enquanto olha a namorada logo abaixo de si, em um colchão no chão abraçada a Jackson.

ㅡ Bom dia. ㅡ desejo. ㅡ quer

ㅡ Tem suco não? Café amarga.

Só louco para não gostar de café, principalmente pela manhã. ㅡ Taeshin retruca, retornando a tomar o seu e esquecendo definitivamente

meus amigos enfim estão todos de pé, é para a casa de Jackson que resolvemos ir. A casa, que realmente é uma mansão, nos oferece piscina, bar e muito,

enquanto meus amigos mais se matam do que brincam na piscina, eu bebo um gole do drink que Yejun fez questão de preparar para todos nós, e até tento descansar um pouco a mente, porém, ela apenas me leva direto para manhã anterior, em como Hyun-Suk estava entregue, mesmo dizendo não ter certeza do que

olhos dele pareceram tão reais quando me pediu para não

Aish, que bagunça! Que bagunça!

é aí que fico totalmente confuso. Quando começo a anaRinir todas as coisas em que Hyun-Suk fazia e agia comigo, eu percebo que a maioria não coincide com uma pessoa que não tinha

dizer, eu não tenho experiências em relacionamento, mas é correto alguém agir como ele agia comigo, sem sequer sentir nem um tiquinho de

que ele realmente não

que roda em minha mente. Eu penso nele, mas penso em mim também. E tudo volta a ser ainda

estaria indo em direção a mais sofrimento se me permitisse sentir? E se Hyun-Suk realmente não for capaz de amar, o que seria de mim se me

fico com todos os meus pensamentos martelando durante todo o dia inteiro, e sequer descanso quando retorno para

nele, penso em como ele me tocava e

dias se passam, os pensamentos até cessam um pouco. Ainda bem. E mesmo que Hyun-Suk venha a minha mente, eu tento ao máximo prosseguir com o que devo

o meu primeiro dia de trabalho na empresa de advocacia de Jung Hajun, me sinto tão nervoso que sinto minha barriga

fama dele pela cidade, e sei como é duro e regrado. Estou nervoso porque quero parecer e ser competente para a vaga, e não porque Hyun-Suk o pediu para que ele

experiência alguma em assuntos advocatícios, porém, passei a semana vendo vídeos e treinando como devia agir, falar, e me comportar, então estou aqui, sentado na cadeira de espera ao lado de sua sala, enquanto ajeito a gravata que uso junto a

é algo que não estou habituado, mas terei que me acostumar caso queira ir bem em meu novo

Jeon, senhor Jung já o aguarda. ㅡ é o que uma moça que julgo ser a secretária de

me pondo de pé rápido e a agradeço, logo respirando fundo para caminhar até a sala em que ela me guia, e quando a porta é aberta, meu coração falta sair pela

homem que vejo sentado em uma cadeira grande, logo atrás de uma mesa retangular que contém alguns papéis acessórios e seu computador, é totalmente intimidador e diferente do que eu vi na

Completamente diferente.

olha de lá e então fica de pé, ajeitando um dos botões do terno que veste enquanto eu caminho ㅡ rezando para que ele não perceba que estou

me aproximo, engulo em seco ao me sentir totalmente intimidado, e vejo algo que me assusta ainda mais ao

Um sorriso.

sorri de uma forma tão calorosa e boa que me sinto estranho por me sentir um pouco mais à vontade no mesmo

Jeon, sente-se, por favor. ㅡ ele aponta para a cadeira a frente, sentando-se novamente em sua

dia, senhor Jung. ㅡ o reverencio antes de sentar-me lá. ㅡ É um prazer

e abana a mão, totalmente

formalidades, por favor. Me chame apenas de Hajun. ㅡ assinto, sorrindo totalmente envergonhado e vejo-o se ajeitar melhor sobre a cadeira. ㅡ Então, Jaejun... Você não tem experiências em

ㅡ assinto novamente. ㅡ Mas não se preocupe, senhor Jung, prometo que serei bastante atento e dedicado. Eu

Acredito que sim. ㅡ ele se encosta à cadeira, e, MEU DEUS, eu volto a me sentir nervoso no segundo em que ele fala: ㅡ Hyun-Suk falou muito bem sobre

coração dispara. Tinha mesmo que