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Bilionário, Vamos Nos Divorciar romance Capítulo 361

ANASTASIA

Já se passaram semanas desde o implante. Semanas!

Meu Deus. Só de pensar nisso, eu já sentia um estresse maior do que deveria.

O médico atencioso havia dito que levaria apenas alguns dias, no máximo uma semana, para sabermos se o procedimento tinha funcionado ou não.

Depois da primeira semana, fui até ele, lutando para conter as lágrimas enquanto perguntava se havia algo de errado.

— Não precisa se preocupar, senhora. — Disse ele com um sorriso compassivo. — Uma semana é o mínimo. Se levar mais de alguns meses, aí sim pode haver um problema.

Eu realmente esperava que não levasse meses. Rezava para que não durasse nem um mês, mas aqui estava eu, a poucos dias de completar um mês, ainda esperando e torcendo.

O médico havia enfatizado que eu não deveria me estressar e que precisava descansar bastante, mas como fazer isso quando eu precisava estar constantemente ao lado da minha filha?

Fiquei com Amie dia e noite. Para fugir da angústia constante de ainda estarmos aguardando o resultado do procedimento, me joguei de cabeça nos cuidados com ela, como eu deveria fazer.

Dennis, quando percebeu minha preocupação e eu finalmente me abri com ele, disse:

— Tenha esperança, meu amor. Tenha esperança. Já consigo ver uma mini versão de você e da Amie correndo pela casa.

Decidi ouvi-lo e acreditar. Comecei, então, a me preparar para o novo bebê, mas as dúvidas nunca deixaram de rondar minha mente.

Eu lia relatos de pessoas que tentaram o mesmo método e não tiveram sucesso, o que levou à perda de seus entes queridos.

Sempre que o pensamento surgia, eu balançava a cabeça e repetia as palavras de Dennis na minha mente.

Com o passar do tempo, minha preocupação dobrou quando as despesas com o hospital e os cuidados começaram a se multiplicar diariamente.

Apesar de Dennis nunca reclamar de pagar as contas, eu sabia que precisava ajudar.

Eu sabia que ele amava Amie e a considerava como sua, mas eu precisava fazer algo para aliviar a culpa que me corroía todos os dias. Ele trabalhava tanto só para investir tudo no tratamento dela. Não era justo.

Havia um limite para o que um homem poderia aguentar. Ainda mais por uma criança que não era sua e uma esposa que estava prestes a carregar o filho de outro homem.

— Ana, está tudo bem. Não é sua culpa. Não temos escolha. — Ele dizia inúmeras vezes, mas eu sabia que ele não podia estar totalmente em paz com isso. Devia haver pensamentos pesados que ele lutava para afastar.

Pensei em arrumar um emprego, mas isso significaria ter pouco ou nenhum tempo com Amie. Além disso, se quando eu engravidasse, teria que tirar licença maternidade em poucos meses. Sabia que isso não cairia bem com qualquer empresa que me contratasse.

Então recorri à única alternativa que me restava. Liguei para o meu gerente e conversei com ele. Ele me informou os requisitos para o saque dos meus investimentos e disse que eu precisaria ir pessoalmente ao banco para concluir tudo.

Olhei para o homem que estava sendo atendido. Faltavam apenas três mulheres para a minha vez.

— Só mais um pouco. — Murmurei para o meu estômago roncando.

Sentia o rosto e a testa cobertos de suor. Quando parei diante do jovem atrás do balcão, notei que ele demorou o olhar na minha testa.

— Bom dia...

Essas foram as últimas palavras que ouvi antes de o mundo começar a girar ao meu redor, seguido de uma dor de cabeça dilacerante que ameaçava me destruir.

Um gemido escapou dos meus lábios enquanto eu me agarrava ao balcão.

O rosto do rapaz se fechou em preocupação e, pelo movimento rápido dos seus lábios, percebi que ele falava comigo.

Não ouvi o que disse, mas assenti. Só queria pegar o dinheiro, correr até o restaurante mais próximo e recuperar as forças.

Sacudi a cabeça para clarear a visão. Então, me afastei do balcão, apoiando-me com dificuldade. Com movimentos lentos, enfiei a mão na bolsa para pegar o cartão, mas a tontura voltou com tudo.

Tentei me apoiar novamente no balcão, mas tudo o que consegui foi dar um passo em falso e cair para trás, antes que tudo ficasse escuro.

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