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Bilionário, Vamos Nos Divorciar romance Capítulo 368

ANASTASIA

Meus lábios se curvaram em um sorriso ao mesmo tempo que minhas sobrancelhas se uniram.

— O Dennis está em casa? — Murmurei para mim mesma, com o olhar fixo no carro dele enquanto me afastava do táxi.

Caminhando em direção à casa, me perguntei se o motivo de ele ter saído tão cedo era o mesmo para ter voltado mais cedo. As razões para o sumiço inesperado dele me incomodaram o dia todo.

Foi bom finalmente chegar a uma justificativa aceitável, mas eu não queria uma justificativa "aceitável". Eu queria saber por que ele saiu com tanta pressa daquele jeito. Não era algo típico dele. Será que ele sequer tomou banho? Ou será que voltou para casa depois que saí e acabou nem indo a lugar nenhum?

Ou talvez ele...

Bem, chega! Me repreendi mentalmente. Esse assunto já ocupou espaço demais na minha cabeça, não me prenderia a isso agora.

— Dennis? — Chamei suavemente ao empurrar a porta destrancada e entrar em casa.

Sem resposta. Subi as escadas.

Conforme me aproximava do nosso quarto, percebi que ele estava ao celular, pegando pedaços da conversa.

— Sim, pesquisei mais sobre isso também. — Silêncio. — Ele me incentivou a conversar com alguns dos investidores anteriores. Talvez eu fale com um ou dois.

Pausa.

— Eu sei.

Pausa.

— O aumento? Existe a possibilidade de eu aumentar o valor, mas ainda quero pensar bem nisso.

Uma pausa mais longa.

— Isso é um investimento. O retorno não é imediato. Ainda preciso de dinheiro para minha rotina antes disso, sabe? Não posso simplesmente colocar todas as minhas economias nisso de uma vez.

Mais uma pausa curta.

— Agora entendo e concordo que é um bom negócio. Vamos melhorar a qualidade de vida das pessoas daquela área e ainda lucrar. — Silêncio novamente. — Eu sei. É um ótimo começo. Posso investir mais depois.

Entrei no quarto e, assim que ele me viu na porta, seus olhos pousaram em mim.

Seus lábios se curvaram num sorriso enquanto ele se levantava da cama.

— Preciso te ligar depois. — Disse ele ao celular. Pausa. — Sim, falamos mais tarde.

— Oi. — Ele disse em um tom arrastado, guardando o celular no bolso de trás. — Você voltou.

Assenti.

— Como foi o trabalho hoje?

— Cansativo, mas deu tudo certo. — Respondeu ele, pegando o paletó largado na cama e entrando no closet.

— E a saúde da nossa pequena? — Perguntou lá de dentro.

Sorri. Ele se importava. Dei de ombros e disse:

— Bem. — Respondi, porque eu não podia simplesmente dizer "piorando", podia?

Deixei minha bolsa sobre a penteadeira e tirei os sapatos. Estava tirando os brincos quando ele voltou do closet com uma camisa nas mãos. O tronco nu e a parte de baixo coberta por um shorts.

— Você parece exausta. — Comentou ele, vestindo a camisa. Então seu olhar caiu sobre minha barriga. — Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa? — Perguntou, caminhando em minha direção.

Dei meu melhor sorriso e me voltei para ele. Quando parou diante de mim, o puxei para um abraço e suspirei aliviada. Meu lar.

— Estou bem. É só difícil não me preocupar com a Amie.

Ele me envolveu com os braços.

— Ela vai ficar bem. — Garantiu.

Levantei o rosto e o encarei.

— Está investindo em alguma coisa? Meio que ouvi parte da sua ligação.

Sorri.

— Ela só desenhou uma mesa e depois jogou tinta por cima. Depois disse que estava cansada.

— Minha pobre garotinha.

Enquanto ele falava sobre visitas, pensei em contar sobre como me senti pela manhã e que tinha chamado por ele. Mas desisti e contei o que realmente importava.

— Falei com o Aiden hoje. — Comentei, puxando um fio solto da camisa dele.

Não perdi a pausa tensa ou o jeito como ele ficou rígido por um instante.

— Ah? E sobre o quê?

Dei de ombros.

— Nada demais. Ele só disse para eu avisá-lo sempre que precisar dele no hospital.

Lembrei de como, ao ouvir a voz calma do Aiden pelo celular, eu quase desabei, querendo chorar sobre minha dor de cabeça. Mas não seria certo. Eu tinha um marido, e ele uma esposa.

— Hmm. — Ele murmurou.

— Só isso? — Disse ele, sorrindo enquanto selava mais um beijo nos meus lábios.

Meus olhos brilharam ao me lembrar. Como pude esquecer? Era a notícia que mais ecoava na minha cabeça desde que o médico me contou. Quase liguei para contar, mas achei melhor esperar ele chegar.

Sorrindo de orelha a orelha, levantei o rosto.

— Adivinha?

Ele sorriu suavemente, os olhos curiosos nos meus.

— O quê?

— O Aiden também cuidou das contas do hospital.

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