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Bilionário, Vamos Nos Divorciar romance Capítulo 369

ANASTASIA

Dessa vez, Dennis ficou completamente rígido. Um silêncio tenso pairou no ar antes que ele lentamente se afastasse de mim, suas mãos ainda pousadas levemente na minha cintura. Com a testa franzida, ele perguntou:

— O que você quer dizer com “ele cuidou das contas”?

Ele enfatizou as palavras “cuidou”.

Franzi a testa, confusa.

— Quero dizer que ele pagou as contas do hospital.

— De quem? — Perguntou, enquanto deixava as mãos caírem para os lados.

Uma risadinha nervosa escapou dos meus lábios.

— Da Amie, claro. De quem mais seria?

— Por quê?

Havia um tom cortante em sua voz, que me alertou a agir com cautela.

Comecei devagar:

— Eu não sei, só que...

— Você pediu para ele pagar as contas?

— Eu...

— Anastasia, eu sou o seu marido. Sou eu quem cuida de você e da Amie desde que nos casamos. Tenho pago todas as despesas. Por que pediria ajuda a ele? Eu te disse alguma vez que estava sobrecarregado?

Me encolhi, surpresa com o tom dele. Apesar da voz baixa, era impossível não notar a raiva e a acusação nas entrelinhas.

— Eu não pedi. Eu não pedi para ele fazer isso. — Minha voz saiu trêmula.

— Ah, claro! — Ele bufou e se afastou de vez. Virou de costas para mim, passou as mãos pelos cabelos e apertou a nuca com força.

Caminhei até ele.

— Dennis, você está me ouvindo? Eu não pedi para ele pagar nada. — Insisti. — Fui informada no hospital de que as contas já tinham sido quitadas.

Lembrei de como tinha descoberto. O médico veio checar a Amie e aproveitei para perguntar sobre as despesas, para poder avisar ao Dennis. Ele se virou para mim, franzindo a testa:

— Que contas?

No começo, fiquei surpresa, mas me recuperei rápido.

— As da Amie. Eu queria saber quanto ainda...

Como o tratamento agora era mais intenso, precisávamos pagar mais de duas vezes por mês. Dennis já havia quitado no início do mês e me lembrava vagamente de tê-lo escutado pedindo ao contador para aumentar o orçamento com "as contas do hospital".

— Ah, ué. Já está tudo pago.

Eu ia dizer que não sabia de nada quando uma enfermeira correu até ele, avisando de uma emergência em outro setor. Ele se desculpou e saiu.

Saí para buscar o almoço e, quando voltei, a mesma enfermeira me entregou o recibo do pagamento. "O senhor" havia esquecido de pegá-lo.

A assinatura não era do Dennis. Lembrava do brilho curioso nos olhos da enfermeira quando comentou:

— Não foi o pai da Amie, foi o outro homem.

— Então você simplesmente concluiu que era o Aiden?

Dennis me arrancou do devaneio com a pergunta.

— Eu fiquei surpresa. Só soube quando perguntei à enfermeira e ela me descreveu quem fez o pagamento.

— E, deixa eu adivinhar, a descrição não era minha, né?

Ele rebateu com aspereza, se afastando ainda mais.

— Agora eu sou um mentiroso também? Não faço o bastante, sou um estranho e agora sou um mentiroso! Ótimo! — E saiu pela porta.

— Dennis, por favor, me escuta!

Ele se virou furioso.

— O quê? O que mais você quer me acusar?

Minhas palavras vacilaram.

— Por que você ficou tão irritado só porque o Aiden pagou as contas?

Ele bufou, indignado.

— Você está falando sério?

— Eu...

— Anastasia, você é minha esposa! A Amie é minha enteada. Eu não quero outro homem cuidando de vocês. — Seu rosto se contorceu em desgosto. — Ou pagando contas só porque ele resolveu aparecer nas nossas vidas. Ele não tinha o direito de fazer isso.

— Mas a Amie é filha dele. — Sussurrei.

Ele congelou, me encarando com uma expressão vazia.

— Entendi. — Murmurou e caminhou direto para o carro.

Corri atrás dele.

— Dennis, por favor, vamos conversar.

— Dennis!

Meu coração se despedaçou enquanto eu o via partir em alta velocidade.

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