POV DO AUTOR
À medida que a investigação se aprofundava, mais pessoas eram interrogadas. Taxistas e funcionários das lojas que estavam abertas nas proximidades da cena do crime foram chamados para prestar depoimentos. Todas as câmeras de segurança da área também foram verificadas.
Aiden estava realmente determinado a não deixar pedra sobre pedra.
E, conforme mais pedras eram viradas, mais evidências chocantes surgiam. Como o sapato de Amie, encontrado ao lado de um ônibus abandonado, a poucas lojas de distância de onde ela havia estado com a mãe.
Eventualmente, os culpados foram localizados.
O coração do detetive se encheu de satisfação ao descer da van e liderar a equipe em direção ao prédio, certo de que, desta vez, havia encontrado as pessoas certas.
Na entrada, cada equipe se dispersou para suas posições previamente planejadas, já que o local vinha sendo monitorado há dias.
Bastaram as digitais encontradas no ônibus abandonado para que o resto do caso praticamente se resolvesse por conta própria. Ou pelo menos era nisso que o detetive queria acreditar.
Contudo, quando o detetive atravessou o imenso salão vazio e seguiu pelo corredor junto à sua equipe, sentiu que havia algo errado. O lugar estava estranhamente silencioso.
Ele abriu porta após porta ao longo do corredor. Todas bem iluminadas, até chegarem a um cômodo escuro. Quando iluminaram o interior com a lanterna, descobriram ser um pequeno depósito abarrotado de materiais de limpeza e outras quinquilharias.
Foi então que, ao inspecionar melhor, o detetive percebeu um buraco no chão, nos fundos da sala. Ele se aproximou.
— Merda! — exclamou.
Imediatamente, falou ao microfone preso à lapela, com a voz firme:
— Todas as unidades, atenção: tenho uma nova pista. Sigam minhas coordenadas.
Sem hesitar, começou a descer pelo buraco.
***
Como chegamos a esse ponto? Tabitha pensava enquanto observava, por trás de seus óculos escuros, o mundo lá fora seguir normalmente, como se nada tivesse mudado.
Mas tudo havia mudado. Para ela. Para todos eles. Virou o rosto para frente. Sid estava quieto no banco da frente, um lenço cobrindo parte do rosto. Ron dirigia com o olhar atento na estrada. Ao lado de Tabitha, Jon digitava furiosamente no teclado do notebook.
Jon olhou para ela com um sorriso.
— Consegui as passagens, pessoal. Identificações alteradas. Vai ser tranquilo no check-in. Meu contato está de plantão hoje e já está esperando a gente.
Era o único entre eles que parecia não perceber que estavam no fim da linha. No meio daquela escuridão, ele e Ron seguiam tentando abrir caminhos, enquanto Sid e Tabitha só conseguiam afundar na própria miséria.
— Perfeito — murmurou Ron.
Tabitha o olhou de canto, ainda surpresa por ele não ter jogado um "eu te avisei" em sua cara.
Antes de tudo começar, Ron havia sido claro:
— Deixa isso pra lá, Tabitha. Vamos partir para outro alvo.
Mas Tabitha foi teimosa. Queria vingança. Seu ego havia sido esmagado e ela não conseguiu engolir aquilo.
Desde a morte de Amie, todos eles viviam com culpa... e medo. A situação só piorou quando o caso foi reaberto e Aiden decidiu cavar até o fundo.
Era para ter sido uma operação simples, pensou Tabitha. Ninguém deveria ter morrido. As armas nem estavam carregadas! Mas os capangas que Sharon arrumou fugiram assim que viram a polícia chegando.
Tabitha foi tirada de seus pensamentos quando ouviu Ron praguejar e bater o punho contra o volante.
— Droga.

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