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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 183

Já passava de meia-noite quando os convidados começaram a se despedir. Eloá estava contente ao ver a quantidade de presentes que havia ganhado.

— Vai passar a noite abrindo os presentes ou vai deixar para amanhã? — perguntou Elisa.

— Vou deixar para amanhã — respondeu, sorrindo.

— Então é melhor a gente ir dormir. Hoje o dia começou tão mal… mas, graças a Deus, terminou melhor do que eu imaginava.

— Tem razão. Nem acredito que você e o Noah estejam namorando — disse, animada. — Meus parabéns, irmãzinha!

— Obrigada.

— Espero que, a partir de agora, nada estrague o relacionamento de vocês.

— Ah, pode ter certeza de que não vou deixar. Se eu já cuidava do Noah antes mesmo de namorarmos, imagina agora como vou ser como namorada?

— Tem razão. Você foi muito paciente com ele… e com aquela prima dele.

— Nem me fala! Se eu aguentei tudo aquilo, foi por amor mesmo.

— Já que estamos falando disso… ainda bem que você não escutou o meu conselho e resolveu contar tudo para nossa mãe.

— Eu sentia que tinha alguma coisa errada. Só não imaginava que ela ia fazer aquilo de um jeito tão descarado.

— O que não falta hoje em dia são mulheres oferecidas assim. Ainda bem que o tio Oliver é fiel.

— Espero que o Noah seja como o pai dele — comentou Elisa.

— Acredito que vai ser. Desde muito novo, ele só tinha olhos para você. Eu até hoje não entendo como vocês não começaram a namorar antes.

— Acho que tudo tem seu tempo certo, maninha…

— Você acha mesmo? — questionou, pensativa.

— Claro que sim. Agora vai dormir — disse, caminhando em direção ao quarto.

— Espera! — Eloá chamou, se aproximando com o rosto levemente tímido.

— O que foi?

— Você acha que um dia o Henri vai me olhar com outros olhos?

Elisa parou por um instante e olhou a irmã com uma expressão de ternura. Sabia que ela estava apaixonada pelo gêmeo mais novo… e, por mais que sentisse que aquele amor podia ser difícil, não queria tirar a esperança dela.

— Por que não se apaixonou pelo Gael? Ele é a cara do Henri, só que bem mais flexível…

— Não é sobre aparência — respondeu Eloá, suspirando.

Elisa respirou fundo e, decidida a encerrar aquele assunto, disse algo em que realmente acreditava:

— Se for para ele ser seu… não importa o tempo. Vai acontecer.

Ao escutar o conselho da irmã, Eloá se despediu e entrou em seu quarto.

Todos os seus presentes estavam ali, espalhados sobre a cama. Por mais que não quisesse abrir nenhum naquele momento, havia um em especial que a deixava curiosa: o que Henri lhe deu.

Ela sabia exatamente qual era, só pela embalagem bem feita, com papel azul-escuro e laço prateado. Pegou o presente com cuidado e ficou alguns segundos apenas segurando, como se aquilo fosse dizer alguma coisa.

Desfez o laço e abriu a caixa com calma. Lá dentro, um relógio de pulso. Caro, bonito, moderno.

— Mas você não vai — explicou. — Eu pedi para o Noah chamar o Henri também — soltou Elisa, como quem j**a uma bomba.

A novidade a pegou de um jeito que os olhos, ainda pesados de sono, se abriram na mesma hora.

— E ele disse que irá? — perguntou, já eufórica.

— Sim! O Noah falou que ele topou ir com a gente.

Em segundos, Eloá pulou da cama e correu para o banheiro.

— Para onde a gente vai mesmo? — perguntou, enquanto ligava o chuveiro.

— Para a casa de praia do Noah.

— Só nós quatro?

— Acho que sim. O Gael saiu cedo para o curso e a Alice vai sair com o namorado.

— Perfeito! Preciso lavar meu cabelo e depois escovar — disse Eloá, já meio desesperada.

— Escovar para quê? A gente vai entrar no mar…

— Você não entende, Elisa! Antes de molhar, o Henri precisa me ver bonita.

— Ai, minha irmã… nem precisa fazer tudo isso. Teu cabelo já é liso, e o Henri te vê praticamente todos os dias.

— Mas hoje vai ser diferente. — Falou animada, já cheia de expectativas. — Eu sinto que vai.

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