Quando Noah chegou com o irmão à casa da namorada para buscá-la, ainda era bem cedo.
— Bom dia, meninos! Por que não tomam café conosco? — Denise os recebeu com um sorriso acolhedor.
— Não queremos atrapalhar, tia Dê — respondeu Noah, educadamente.
— Que isso, não é incômodo algum. Vamos, entrem.
Os dois rapazes, altos e de porte atlético, desceram do veículo e atravessaram a porta. Denise já se adiantava:
— Vou mandar preparar a mesa — disse, se afastando em direção à cozinha.
Assim que Elisa viu Noah, correu até ele e o abraçou com força, colando seus lábios nos dele sem hesitar.
— Bom dia, Noah. Como você está?
— Melhor agora — respondeu ele, sorrindo enquanto envolvia a cintura dela com as mãos.
A demonstração de carinho causou certo constrangimento em Henri e Eloá, que estavam ali próximos. Eloá, especialmente, sentiu o rosto corar ao olhar para Henri. Queria tanto ter coragem de fazer aquilo com ele… mas desde que chegou, ele sequer a olhou nos olhos.
Mesmo assim, decidiu se arriscar e puxar uma conversa.
— Bom dia, Henri.
— Bom dia, Eloá — respondeu ele, num tom neutro.
— Como você está?
— Bem — limitou-se a dizer, sem retribuir a pergunta.
— Eu gostei muito do seu presente — disse ela, se aproximando com o relógio delicadamente preso ao pulso. — Muito obrigada.
— Que bom que gostou — respondeu com um sorriso contido.
— Foi você mesmo que escolheu?
— Para ser bem sincero… não. Eu pedi para minha mãe comprar algo que combinasse com você.
— Ah, entendi… — murmurou, ligeiramente frustrada, abaixando o olhar.
— E o que achou do meu presente? — Noah perguntou, entrando na conversa com um sorriso maroto.
— Eu ainda não abri o seu — ela revelou.
— Ah, não? — arqueou uma sobrancelha, com um tom provocador. — Só abriu o do Henri porque ele é mais especial?
— Não! — rebateu, visivelmente constrangida. — Eu abri vários presentes, mas ainda não cheguei ao seu, só isso.
Notando que ela havia se incomodado, Noah deu um sorriso despreocupado.
— Estou brincando, Eloá. Eu sei disso.
Mesmo sendo apenas uma brincadeira, aquilo a incomodou. Mas ela preferiu não dizer nada. Qualquer reação pareceria exagero.
— Vou tomar meu café — disse, saindo da sala apressadamente.
Os outros três a seguiram em silêncio até a sala de jantar. Saulo já estava sentado à mesa, com o jornal em mãos e a xícara de café à frente. Ao ver o genro entrando, ergueu o olhar e fez uma careta meio brincalhona, meio séria.
— Já veio sequestrar a minha filha logo cedo?
— Como o senhor disse que só posso ficar com ela nos fins de semana, eu vim aproveitar ao máximo — respondeu Noah, com um sorriso esperto.
— É bom ficar bem atento ao que te disse ontem à noite.
— Pode deixar, sogro, eu escutei muito bem. Mas fique tranquilo… a Eloá e o Henri vão com a gente.
A informação pegou Saulo de surpresa. Ele levantou as sobrancelhas e alternou o olhar entre a filha mais nova e Henri.
— Porque eu te conheço, irmãzinha — disse Elisa com um tom doce e compreensivo. — E sei reconhecer quando você está se segurando.
Eloá virou-se devagar, com um sorriso torto nos lábios e os olhos marejados.
— É só que… às vezes, escutar a verdade dói mais do que imaginar mil mentiras.
Elisa a abraçou de imediato, apertando-a com carinho.
— A verdade dele não define quem você é, Eloá. Só mostra que ele ainda é cego demais para enxergar o que está perdendo.
— Como ele consegue ser tão idiota? — desabafou, afundada nos braços da irmã.
— Eu também não sei — respondeu, acariciando suas costas. — Mas não deixe que isso te derrube.
— Eu tento… mas sempre dou atenção a tudo o que ele diz. E depois daquilo… sinceramente, não sei nem se quero mais sair com vocês hoje.
— Não fale isso.
— Como não? Ele conseguiu estragar meu dia, e ainda nem são sete da manhã!
— Ele não estragou o seu dia, Eloá. Foi só um momento ruim. Vai passar, eu te prometo.
— Não sei, irmã… — murmurou, com a voz embargada.
— Por favor, não desanima logo de cara. Eu queria tanto que você fosse com a gente…
Eloá suspirou, tentando conter o que ainda restava de mágoa.
— Tudo bem. Mas eu vou só por você.
Elisa sorriu e a abraçou com mais força.
— Já é o suficiente para me deixar feliz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...