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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 193

— Noah, precisamos contar para a sua família — disse Elisa, já se levantando. — Pode ser que alguém reconheça esse homem.

— Você tem razão — ele respondeu, deixando o orgulho de lado, ainda visivelmente abalado.

Elisa se voltou para o segurança.

— Será que o senhor pode nos providenciar uma cópia das imagens e das informações desse tal de Túlio? — pediu com a voz bem decidida, percebendo que Noah estava emocionalmente esgotado demais para falar.

— Claro, sem problema — respondeu Geraldo, já iniciando o processo.

Em poucos minutos, eles estavam com as cópias em mãos: impressões das imagens, dados do passageiro e um pen drive com os registros de segurança.

— Muito obrigado por tudo, senhor Geraldo. De verdade. Agradecemos pela atenção e pela rapidez com que nos ajudou — disse Elisa.

— Não há de quê. Espero que encontrem essa jovem logo... e que ela esteja bem.

— Que ela esteja bem... — repetiu Noah, num sussurro tenso, já pensando no que diria à tia caso algo ruim tivesse acontecido com Luana.

Eles saíram dali em direção ao carro.

— Vamos direto para a fazenda — ele decidiu, ao entrar no carro.

— E a Eloá? E o Henri? — perguntou Elisa.

— Vou pedir para ele pegar um dos veículos da garagem e levá-la de volta. Agora precisamos ser rápidos.

— Tudo bem.

Os dois dirigiram apressados rumo à fazenda São Caetano. Quando chegaram, avistaram Saulo e Denise sentados na varanda, conversando com Aurora e Oliver. Assim que viram o carro estacionar e perceberam que o casal havia retornado sozinho, Saulo se levantou imediatamente.

— Ei! O que foi que eu disse sobre vocês dois ficarem sozinhos? — questionou, sério, caminhando até eles.

— Para com isso, pai — respondeu Elisa, sem paciência. — A gente não está aqui porque quis. Aconteceu uma coisa... terrível.

Aurora se levantou ao lado de Oliver, visivelmente preocupada, enquanto Denise se apressava para se juntar a eles.

— O que houve? — perguntou Denise, aflita.

Noah passou a mão pelos cabelos, claramente em pânico. Sua respiração estava acelerada e o rosto tenso. Ao perceber que ele estava travado, Elisa assumiu a fala.

— A Luana sumiu — revelou. — Ela deveria ter embarcado em um voo de conexão para a cidade dela, mas não entrou no avião.

Todos se entreolharam com espanto. Um silêncio pesado pairou por segundos.

— Essa garota só deve estar querendo chamar atenção — disse Saulo, sem muita cerimônia.

— Pensamos nisso também — rebateu Elisa —, mas não é o caso. Temos provas. — Ela voltou até o carro, pegou os documentos e entregou ao pai. — Luana estava sendo seguida por esse homem.

Saulo pegou o papel da mão da filha e o abriu. Ao ver o rosto do homem, seu semblante mudou instantaneamente.

— Oh, meu Deus... — murmurou, chocado.

— E por isso começou a me fazer perguntas sobre as festas da vila e o dia em que descobri sobre você? — completou Oliver.

— Sim, foi por isso.

— Por que não me contou, filho? — insistiu Oliver, com expressão magoada.

— Porque eu achei que aquele homem era só um louco qualquer. Não dei importância. E depois que descobri a verdade... não tive coragem de falar. Eu simplesmente fugi. Fui para a cidade da Luana.

— Vamos chamar a polícia — disse Oliver, já puxando o celular.

— Nós já fizemos isso — respondeu Noah. — A polícia já foi informada. O aeroporto ficou com as imagens e os dados dele.

— Muito bem.

— Mas não devemos esperar apenas pela polícia — Aurora interveio. — Por mais que a Luana tenha feito o que fez aqui, ela deve estar correndo perigo nas mãos desse desgraçado. Precisamos encontrá-la antes que seja tarde demais.

— Com certeza — Denise concorda. — Esse homem... o Túlio deve estar completamente perturbado — continuou, chamando a atenção de todos. — Ele deve estar confundindo a Luana com a Liana do passado. Na cabeça dele, talvez esteja revivendo tudo como se fosse ontem.

O silêncio que se seguiu era de pura inquietação. Todos sentiam que algo sombrio estava apenas começando e o passado, por mais enterrado que estivesse, acabava de bater à porta com força.

— O que faremos? — Noah perguntou aflito, sabendo que ele era o principal culpado daquilo tudo.

— Vamos descobrir o paradeiro do Túlio — Oliver respondeu, pegando o celular e digitando um número de telefone.

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