— Tudo o que tínhamos que fazer aqui, já fizemos — disse Oliver ao sair da sala de depoimento, com a expressão tensa e cansada.
— E nada até agora? — Saulo perguntou, com a esperança se esvaindo a cada nova resposta.
— Nada — confirmou, passando a mão pelo rosto. — A polícia de São Paulo já foi alertada. Estão tentando rastrear imagens de câmeras de segurança pela região do aeroporto e arredores.
— Vamos para São Paulo — disse Noah, com a voz firme.
— Vamos — Saulo assentiu sem hesitar.
A viagem até a capital foi feita em silêncio. No avião, Noah preferiu se sentar longe do pai e do sogro. Não por falta de apoio, ambos estavam ao seu lado desde o início, mas por vergonha. A culpa pesava como chumbo sobre seus ombros, e o medo da decepção nos olhos deles o impedia de encará-los.
Se pudesse, não voltaria a olhar nos olhos de nenhum dos dois. Sentia-se responsável por tudo, como se tivesse aberto a porta para um passado que deveria ter continuado enterrado. E agora, a dor de uma mãe, a angústia de um desaparecimento, e o peso de uma promessa feita… estavam todos sobre ele.
Assim que o avião pousou, foram recebidos por um homem alto, de expressão séria e olhar atento. Ele se apresentou com um aperto de mão:
— Detetive Jonas Figueiredo.
— Jonas, obrigado por vir — disse Oliver, aliviado ao vê-lo.
— Você sabe que pode contar comigo sempre — respondeu o detetive, caminhando ao lado deles em direção ao carro.
— E o que conseguiram descobrir até agora? — perguntou, já abrindo a porta do veículo.
— Descobrimos que o Túlio tem uma filha chamada Taís. Ela possui uma casa no centro da cidade.
— Foram até lá?
— Sim. Mas não a encontramos. Os vizinhos disseram que a Taís está viajando… só que, há pouco, um deles nos ligou dizendo que viu movimentação. Luzes acesas, barulhos estranhos. Parecia que alguém estava lá dentro.
— Será que é ele? — Noah perguntou, com o coração acelerado.
— É o que queremos descobrir. Alguns homens já estão indo para lá, com a polícia. Podemos ir até lá se quiserem também.
— Sim, vamos. — A resposta veio, imediata.
— Não podemos perder tempo — Saulo acrescentou.
O carro saiu em disparada pelas ruas agitadas da cidade. O trânsito, porém, não colaborava. Avançavam lentamente entre buzinas, faróis e cruzamentos congestionados. O tempo parecia zombar deles, cada minuto aumentava a angústia e a expectativa.
Quando finalmente se aproximaram do local, avistaram ao longe algumas viaturas. Que estavam paradas em lugares estratégicos.
Ao descerem do carro, um policial se aproximou com uma postura séria.
— Estamos monitorando o local — informou o agente responsável pela operação. — Ainda não tivemos uma movimentação clara lá dentro, mas tudo indica que há alguém no interior da residência.
— Por que não invadem essa casa de uma vez? — Oliver questionou, nervoso. — A garota pode estar em perigo lá dentro! Ainda mais se ele perceber que vocês estão por perto!
— Entendo o desespero do senhor — respondeu o oficial, sem arrogância —, mas não podemos agir por impulso. Qualquer movimento precipitado pode colocar a vida dela em risco.
Respirando fundo, Oliver fechou os punhos e deu um passo para trás. Sabia que não poderia fazer as coisas do seu jeito, não naquele momento. Tudo o que lhe restava era confiar que a polícia sabia o que estava fazendo.
Enquanto isso, um dos agentes operava um drone tático, sobrevoando os arredores da casa. A tela exibia imagens em tempo real, e logo o policial responsável chamou o chefe da operação.
— Senhor, temos uma janela aberta nos fundos da casa.
Um, dois, três…
A porta foi arrombada com precisão, e gritos ecoaram no interior da residência:
— POLÍCIA! NINGUÉM SE MEXE!
A cena que veio a seguir foi rápida demais para ser registrada por quem estava do lado de fora.
Até que, segundos depois, a voz de um dos agentes soou pelo rádio:
— Local seguro. Homem detido. Temos uma jovem desacordada no quarto dos fundos.
Noah sentiu as pernas fraquejarem.
— Luana… — murmurou.
Saulo o segurou pelos ombros antes que ele caísse.
— Espera. Vamos ver como ela está.
Minutos depois, dois policiais saíram carregando Túlio algemado, com o rosto sem expressão. Em seguida, uma ambulância estacionou em frente à casa e uma equipe médica emergiu com uma maca.
Luana estava nela, inconsciente, mas viva.
O alívio que tomou conta de Noah foi tão intenso que ele caiu de joelhos no chão e as lágrimas escorreram sem controle.
— Obrigado, Deus… obrigado…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...