Na mesa do café da manhã, todos comiam em silêncio… quer dizer, quase todos. Elisa lançava olhares nada animados ao pai, enquanto murmurava entre uma garfada e outra:
— Eu não sei por que o senhor pega tanto no meu pé se nunca dei motivo.
— Sou apenas um pai cuidadoso — respondeu Saulo, servindo panquecas numa travessa como se aquilo encerrasse a discussão.
— Isso não parece proteção, parece cárcere privado.
— Filha, olha como fala com seu pai! — Denise interveio, com o tom reprovador.
— Eu só não entendo o motivo — continuou Elisa, sem se dar por vencida. — Antes de Noah e eu namorarmos, o papai deixava a gente sair juntos para qualquer lugar.
— Isso porque vocês não namoravam — explicou Saulo, sentando-se. — Sabia que nunca fariam nada… sempre foram tímidos demais para até segurar na mão um do outro.
— E nada mudou depois que começamos a namorar! — rebateu.
— Pare de questionar, Elisa. Você precisa entender que para tudo tem seu tempo. Se não iam fazer nada além de tomar café da manhã, por que o incômodo em estar aqui com a gente? — Denise perguntou.
— Porque eu queria um momento a sós com o meu namorado!
— Aqui nessa casa não tem isso de “momento a sós” — Saulo disse, com um sorrisinho irônico. — Aqui todo mundo fica junto e aproveita em família.
Elisa bufou. Cruzou os braços e lançou um olhar acusador para Noah, que preferia se ocupar com o prato, em silêncio. Depois olhou para a irmã, que parecia se divertir com a cena.
— Por que o senhor pega só no meu pé? — afrontou. — Se esqueceu de que tem outra filha? A Eloá estava com o Henri ontem à noite e chegou aqui em casa quase de madrugada.
Os olhos de Eloá se arregalaram, e ela quase se engasgou com o café.
— A Eloá não namora o Henri — Saulo disse, com convicção. — E, além disso… eles nem se gostam.
Com a resposta do pai, Eloá lançou um risinho zombeteiro para a irmã, que estreitou os olhos, visivelmente irritada.
Embora não estivesse com o melhor dos humores, Elisa ainda tinha consciência de que jamais entregaria a irmã, dizendo aos pais que Eloá era completamente louca pelo Henri.
— Isso é tão injusto! — ela resmungou, apoiando a cabeça na mesa como se carregasse o peso do mundo.
— Eu não quero te assustar não, maninha, mas… quando eu for estudar fora, as atenções serão duplicadas para você — Eloá provocou, sorrindo.
A irmã tinha razão. Ela estava tão indignada com aquela situação que nem havia parado para pensar naquele detalhe.
— Ah, se for assim, eu vou estudar no exterior também! — anunciou indignada.
— Se você for, eu também irei — Noah comentou, entrando na onda, enquanto tomava seu suco calmamente.
— Ah, nem comecem com isso! — Denise protestou, já levando as mãos ao peito. — Já basta uma filha minha indo para outro país… jamais deixaria a outra!
Aquela confusão familiar arrancou risos até de Saulo, que apesar de tudo, adorava aqueles momentos em família, onde as filhas se provocavam.
— Para onde quer ir? — Noah perguntou, ligando o carro.
— Não sei… — respondeu, olhando para o céu azul. — Está um dia lindo, o céu está tão iluminado. Que tal irmos ao rio?
— É uma ótima ideia.
Antes de pegarem a estrada, Noah passou na vila e comprou algumas coisinhas para beliscar caso a fome batesse. Assim que chegaram perto do local, estacionaram o carro e seguiram a trilha a pé, de mãos dadas, até encontrarem o velho pé de carambola. Sentaram-se à sombra, observando a água corrente deslizar suavemente pelas pedras.
— A água parece estar tão gostosa — Elisa comentou, com um brilho travesso no olhar.
— Sim, que pena que viemos desprevenidos — ele respondeu, rindo.
— E o que é que tem? — ela retrucou com um sorriso, levantando-se devagar. — Podemos aproveitar do mesmo jeito…
Sem dizer mais nada, levou as mãos até as mangas do vestido e começou a descê-lo com suavidade, revelando sua lingerie azul-celeste, delicada e provocante ao mesmo tempo.
Hipnotizado, Noah engoliu em seco. A imagem da namorada ali, diante dele, tão livre, tão linda, fez seu corpo reagir no mesmo instante.
Atenta a cada reação do namorado, Elisa sorriu ao notar o volume evidente que se formava no meio da calça dele. Sentiu-se poderosa ao perceber o efeito que causava e aquilo só a deixava ainda mais confiante.
Então, com um olhar provocante, caminhou para perto dele e disse, com a voz provocante.
— O que está esperando, Noah? Tira a sua roupa logo… e vem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...