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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 212

Na mesa do café da manhã, todos comiam em silêncio… quer dizer, quase todos. Elisa lançava olhares nada animados ao pai, enquanto murmurava entre uma garfada e outra:

— Eu não sei por que o senhor pega tanto no meu pé se nunca dei motivo.

— Sou apenas um pai cuidadoso — respondeu Saulo, servindo panquecas numa travessa como se aquilo encerrasse a discussão.

— Isso não parece proteção, parece cárcere privado.

— Filha, olha como fala com seu pai! — Denise interveio, com o tom reprovador.

— Eu só não entendo o motivo — continuou Elisa, sem se dar por vencida. — Antes de Noah e eu namorarmos, o papai deixava a gente sair juntos para qualquer lugar.

— Isso porque vocês não namoravam — explicou Saulo, sentando-se. — Sabia que nunca fariam nada… sempre foram tímidos demais para até segurar na mão um do outro.

— E nada mudou depois que começamos a namorar! — rebateu.

— Pare de questionar, Elisa. Você precisa entender que para tudo tem seu tempo. Se não iam fazer nada além de tomar café da manhã, por que o incômodo em estar aqui com a gente? — Denise perguntou.

— Porque eu queria um momento a sós com o meu namorado!

— Aqui nessa casa não tem isso de “momento a sós” — Saulo disse, com um sorrisinho irônico. — Aqui todo mundo fica junto e aproveita em família.

Elisa bufou. Cruzou os braços e lançou um olhar acusador para Noah, que preferia se ocupar com o prato, em silêncio. Depois olhou para a irmã, que parecia se divertir com a cena.

— Por que o senhor pega só no meu pé? — afrontou. — Se esqueceu de que tem outra filha? A Eloá estava com o Henri ontem à noite e chegou aqui em casa quase de madrugada.

Os olhos de Eloá se arregalaram, e ela quase se engasgou com o café.

— A Eloá não namora o Henri — Saulo disse, com convicção. — E, além disso… eles nem se gostam.

Com a resposta do pai, Eloá lançou um risinho zombeteiro para a irmã, que estreitou os olhos, visivelmente irritada.

Embora não estivesse com o melhor dos humores, Elisa ainda tinha consciência de que jamais entregaria a irmã, dizendo aos pais que Eloá era completamente louca pelo Henri.

— Isso é tão injusto! — ela resmungou, apoiando a cabeça na mesa como se carregasse o peso do mundo.

— Eu não quero te assustar não, maninha, mas… quando eu for estudar fora, as atenções serão duplicadas para você — Eloá provocou, sorrindo.

A irmã tinha razão. Ela estava tão indignada com aquela situação que nem havia parado para pensar naquele detalhe.

— Ah, se for assim, eu vou estudar no exterior também! — anunciou indignada.

— Se você for, eu também irei — Noah comentou, entrando na onda, enquanto tomava seu suco calmamente.

— Ah, nem comecem com isso! — Denise protestou, já levando as mãos ao peito. — Já basta uma filha minha indo para outro país… jamais deixaria a outra!

Aquela confusão familiar arrancou risos até de Saulo, que apesar de tudo, adorava aqueles momentos em família, onde as filhas se provocavam.

— Para onde quer ir? — Noah perguntou, ligando o carro.

— Não sei… — respondeu, olhando para o céu azul. — Está um dia lindo, o céu está tão iluminado. Que tal irmos ao rio?

— É uma ótima ideia.

Antes de pegarem a estrada, Noah passou na vila e comprou algumas coisinhas para beliscar caso a fome batesse. Assim que chegaram perto do local, estacionaram o carro e seguiram a trilha a pé, de mãos dadas, até encontrarem o velho pé de carambola. Sentaram-se à sombra, observando a água corrente deslizar suavemente pelas pedras.

— A água parece estar tão gostosa — Elisa comentou, com um brilho travesso no olhar.

— Sim, que pena que viemos desprevenidos — ele respondeu, rindo.

— E o que é que tem? — ela retrucou com um sorriso, levantando-se devagar. — Podemos aproveitar do mesmo jeito…

Sem dizer mais nada, levou as mãos até as mangas do vestido e começou a descê-lo com suavidade, revelando sua lingerie azul-celeste, delicada e provocante ao mesmo tempo.

Hipnotizado, Noah engoliu em seco. A imagem da namorada ali, diante dele, tão livre, tão linda, fez seu corpo reagir no mesmo instante.

Atenta a cada reação do namorado, Elisa sorriu ao notar o volume evidente que se formava no meio da calça dele. Sentiu-se poderosa ao perceber o efeito que causava e aquilo só a deixava ainda mais confiante.

Então, com um olhar provocante, caminhou para perto dele e disse, com a voz provocante.

— O que está esperando, Noah? Tira a sua roupa logo… e vem.

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