Dois dias haviam se passado desde que Saulo começou a investigar o paradeiro da mãe de Aurora. Na manhã de domingo, um de seus funcionários lhe entregou um envelope grosso com o relatório da busca. Assim que começou a ler, a expressão em seu rosto mudou. Os olhos estreitaram, o maxilar se contraiu, e a mão que segurava o papel se fechou levemente.
Sem dizer palavra alguma, ele respirou fundo e anunciou:
— Estou indo até a casa do Oliver. Alguém quer ir comigo?
Ele mal terminou a pergunta e, como esperava, a voz animada da filha ecoou do corredor.
— Eu quero!
Elisa surgiu à porta do quarto com um vestido curto, os cabelos soltos e o celular na mão. Saulo a olhou de cima a baixo, e por um instante, a crítica subiu até a ponta da língua… mas ele se conteve. Havia prometido que pegaria mais leve com a filha, desde que ela não lhe desse motivo para se preocupar.
— Então vamos logo — disse.
Empolgada com a liberdade inesperada, Elisa correu até ele, segurou o braço do pai e lhe deu um beijo no rosto.
— Já falei que te amo hoje?
— Não que eu me lembre.
— Então ouve agora: eu te amo, papai. Muito. Você é o melhor pai do mundo!
Ele arqueou uma sobrancelha, desconfiado.
— O que a senhorita está tramando, hein?
— Nada! Não posso demonstrar carinho pelo homem mais lindo desse mundo?
— Ora, ora… diga logo o que quer.
— É sério! Dessa vez, não quero nada… só estou feliz.
Saulo apenas balançou a cabeça, já esperando que, em algum momento, aquele carinho exagerado viesse com cobrança embutida.
— Vamos logo, antes que eu mude de ideia — disse, caminhando para fora.
Ao sair, viu Denise no jardim, sentada sob a sombra, aproveitando a brisa da manhã.
— Estamos indo até a casa do Oliver. Qualquer coisa me liga — disse ele, abaixando-se para deixar um beijo em seus lábios.
— Tudo bem. Vou aproveitar e tirar mais um cochilo — respondeu ela, sorrindo preguiçosamente ao se levantar.
Saulo entrou no veículo com a filha, mesmo com a curta distância até a casa do amigo.
Ao chegarem, foram recebidos por Henri, sentado à varanda, distraído no celular.
— Bom dia, Henri. Como vai?
— Bom dia, tio. Tudo bem, graças a Deus.
— E o Gael? Tem dia para voltar?
— Pelo jeito, não — respondeu o rapaz, sem levantar os olhos.
— O que é que aquele menino tanto faz nos Estados Unidos?
— Também queria saber.
— Ele está em Nova Iorque, não é?
— Sim… — mentiu.
— Aposto que o Oliver não vai gostar nada disso. Se tem uma coisa que ele detesta, é filho longe demais.
Henri soltou um riso curto.
— Pode ser… mas não acho que o Gael volte tão cedo.
— Por quê?
— Sinceramente? Eu não sei. Não faço ideia de quais sentimentos ainda restam nelas… se é que restam.
— Vai contar?
Cansado, Oliver passou a mão no rosto e se levantou.
— Vou, sim. Melhor cortarmos isso pela raiz antes que se transforme em algo maior.
Antes mesmo que ele alcançasse a maçaneta da porta, uma batida interrompeu a ação.
— Pode entrar — autorizou.
A porta se abriu, revelando Aurora e Alice.
— Fiquei sabendo que o Saulo estava aqui — Aurora disse — e vim saber se já temos alguma notícia sobre o paradeiro da nossa mãe.
— Entrem, por favor — disse Oliver, com a voz mais grave, sinalizando para o sofá.
As duas se sentaram, tensas.
— O que houve? — Alice perguntou, ansiosa.
Oliver segurou a pasta por um instante antes de pousá-la sobre a mesa.
— O Saulo conseguiu encontrar informações. Estão todas aqui.
— Sério mesmo? — Alice se inclinou para frente, com os olhos brilhando de expectativa. — Onde ela está?
Houve um breve silêncio. Os dois homens se entreolharam por um instante, como se pedissem força reciprocamente para dizer a verdade.
Foi Oliver quem tomou a frente.
— Alice… Aurora… sinto muito, mas… a sua mãe faleceu. Há cerca de um ano e meio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...