O ar pareceu sumir da sala. O tempo parou por um segundo, enquanto ambas as irmãs se encaravam por alguns segundos.
Alice piscou várias vezes, tentando assimilar.
— F-faleceu? — repetiu em um fio de voz. — Tem certeza?
Oliver assentiu com um pesar no olhar.
Aurora, ao contrário, permaneceu calada. Não derramou nenhuma lágrima, mas uma sombra densa passou por seus olhos. Era como se aquela confirmação trouxesse um pouco de dor.
— Como foi? — Alice murmurou, já com a voz embargada.
— Ela vivia em uma pequena cidade no interior. Havia se casado outra vez e estava trabalhando como operadora de caixa num supermercado da cidade. Um dia, antes de ir para o trabalho, sofreu um AVC e não resistiu.
O silêncio voltou a dominar o ambiente, pesado e amargo. Alice abaixou a cabeça e começou a chorar silenciosamente, enquanto Aurora apenas encarava um ponto fixo da mesa, imóvel.
— Eu sei que ela não era a mãe que vocês sonhavam ter — Oliver disse com pesar — mas nenhuma filha merece receber essa notícia assim.
Vendo que a irmã ficou um tanto abalada, Aurora suspirou pesado antes de dizer:
— Obrigada por terem nos contado. Por mais que seja uma notícia triste, é bom saber o desfecho de tudo.
Ainda chorando, Alice apenas assentiu e então se jogou no colo da irmã, que a acolheu com um abraço silencioso e apertado.
O passado, enfim, estava encerrado.
— Você é forte, maninha. Sabe que pode contar comigo para tudo, não sabe?
— Eu sei, Rora — respondeu entre lágrimas. — Mas… não era esse o fim que eu queria.
— Nem sempre as coisas saem como planejamos. Por isso, precisamos ser fortes. E seguir em frente.
— Você tem razão.
Alice enxugou os olhos, respirou fundo e voltou o olhar para Oliver e Saulo.
— Obrigada por tudo o que fizeram por mim. Serei eternamente grata pelo esforço de vocês.
Sem dizer mais nada, ela deixou o escritório, subiu até o quarto, pegou a bolsa e saiu de casa. Precisava respirar, pensar… e estar sozinha.
Tinha planos para o dia do casamento, todos eles agora desmoronavam junto com a notícia que acabara de receber. Nada parecia fazer sentido naquele instante.
Entrou no carro e dirigiu até a capital, sem se importar com o tempo ou o trânsito. Foi direto para a empresa onde Caio, seu noivo, trabalhava.
— Bom dia. O Caio pode me receber agora? — perguntou à secretária dele, tentando parecer serena.
— Bom dia, senhorita. Claro que sim! Se tem uma coisa que o senhor Morais deixou claro aqui, é que ele sempre teria tempo para recebê-la — a secretária respondeu com um sorriso acolhedor.
Alice caminhou até a porta da sala e a abriu. Caio, ao vê-la, sorriu de imediato, deixou os papéis de lado e se levantou para abraçá-la.
— Você acaba de abrilhantar o meu dia com a sua presença, meu anjo — disse ele, depositando um beijo carinhoso no topo da cabeça dela.
Mas, ao abraçá-lo forte e começar a chorar, ele entendeu que algo estava errado.
— É que eu não sabia se você estava mesmo falando sério quando disse que queria me namorar.
— Como eu poderia brincar com uma mulher que vive cercada por cinco homens ciumentos em casa?
Ela riu e, por um instante, a dor deu lugar à leveza.
— Você se lembra de quando foi lá em casa me pedir em namoro?
— Como esquecer? O Oliver já me recebeu com cara de poucos amigos… e quando me sentei à mesa, fui praticamente interrogado pelo Saulo e pelos meninos — respondeu, com um riso nostálgico. — Naquele dia, suei frio. Se eu não gostasse de você de verdade, tinha saído correndo dali.
— Ainda bem que não correu.
— Eu jamais correria. Se fosse preciso enfrentar cada um daquela casa só para te ter comigo, eu faria isso mil vezes.
Ela sorriu de novo, agora com o coração mais leve.
— Como eu te amo, Caio. E não vejo a hora de me tornar sua esposa.
— Quem não vê a hora sou eu — respondeu, segurando suavemente o queixo dela. — Estou louco para te chamar de senhora Morais.
— Acha que eu vou ser uma esposa à altura de carregar o seu sobrenome?
— Não tenho a menor dúvida. Eu soube disso desde o primeiro instante em que os meus olhos se perderam nos seus.
E então ele a beijou, com a ternura ardente de quem estava completamente entregue, perdido de amor por aquela mulher.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...