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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 256

O tão esperado dia do casamento de Alice havia finalmente chegado. Embora ela sonhasse com uma cerimônia simples na fazenda, cercada pela natureza e pela memória dos dias felizes em família, Oliver fez questão de surpreendê-la. Alugou um salão de festas luxuoso, com vista panorâmica para uma montanha coberta de verde, onde o pôr do sol parecia abençoar cada detalhe.

Era a forma dele dizer “eu te amo” sem precisar usar palavras.

Criada por ele desde pequena, Alice foi tratada com a sua filha de coração, a única menina da casa, que ele não cansava de mimar. E naquele dia, ele queria que tudo fosse perfeito. Do vestido aos arranjos florais, da música ao menu sofisticado, cada escolha carregava o desejo de vê-la sorrir como quando era criança, só que agora, prestes a se tornar esposa.

— Acho que não vou aguentar… vou chorar — Aurora murmurou, emocionada, abraçando o marido com força. — Ainda não consigo acreditar que a minha irmãzinha vai se casar.

Ele a envolveu com carinho, apertando-a contra o peito.

— Eu sei exatamente o que você está sentindo — disse, com um sorriso. — Ver alguém que a gente ama crescer assim, é uma alegria que aperta o peito. E no caso da Alice, ainda mais. Ela se tornou uma mulher incrível, forte, doce, do jeitinho que você ajudou a criar.

Aurora soltou um riso trêmulo, enxugando os olhos antes que as lágrimas estragassem a maquiagem.

— Eu só queria que o tempo tivesse passado mais devagar.

— Mas olha só onde ela chegou — ele completou. — Feliz, amada e rodeada de gente que torce por ela. Você pode se orgulhar, amor. Você fez um ótimo trabalho.

A cerimonialista se aproximou, chamando todos para assumirem suas posições. Um leve murmúrio percorreu o salão enquanto os convidados se ajeitavam em seus lugares, o som da música ambiente anunciava que o grande momento estava prestes a começar.

Os padrinhos começaram a entrar.

Denise foi a primeira, deslumbrante em um vestido azul-claro que realçava com elegância a sua barriga de grávida. Havia um brilho especial em seu olhar e o modo como Saulo a acompanhava, com a mão firme em suas costas e um sorriso orgulhoso no rosto, dizia tudo: ali estava o amor em sua forma mais serena.

Logo atrás, Noah surgiu com Elisa, ambos elegantes e sincronizados, arrancando suspiros discretos dos convidados. Eles trocaram um olhar cúmplice, já pensando no dia em que seriam eles a dividir o altar.

Em seguida, vieram os padrinhos do lado do noivo, alinhados e sorridentes.

Então, o salão silenciou.

A marcha nupcial começou a tocar e os primeiros acordes ecoaram. Os convidados se levantaram, voltando os olhos para a entrada principal.

Alice surgiu, radiante.

Ela entrou com um sorriso delicado no rosto, vestida em um modelo rendado bordado com pérolas sutis que refletiam a luz como pequenas estrelas. Em cada passo, havia a graça de uma mulher apaixonada e a força de quem havia vencido muitos caminhos para chegar até ali.

Nos braços de Oliver, que a conduzia com um olhar marejado, e com Aurora ao outro lado, segurando sua mão com ternura, Alice fez questão de mostrar ao mundo quem eram seus pilares. Os dois não eram apenas acompanhantes de cerimônia. Eram parte viva de tudo o que ela havia se tornado.

Ao se aproximar do altar, Oliver respirou fundo, como se estivesse se despedindo da menina que criou e dando boas-vindas à mulher que agora seguia seu próprio destino.

Ele estendeu a mão de Alice a Caio, segurando firme, com olhos marejados.

— Cuide bem da minha garotinha — disse com a voz chorosa.

Caio assentiu, emocionado, olhando nos olhos dele.

— Pode ter certeza, senhor. A felicidade dela sempre será a minha prioridade.

Oliver sorriu e, com um leve aceno de cabeça, entregou sua menina ao homem que agora teria a missão de protegê-la e amá-la por toda a vida.

— Gael… eu sei que você foi até ela — disse em tom baixo, só para ele ouvir.

Ele engoliu em seco, tenso. Não sabia até que ponto Elisa sabia da história entre ele e Eloá.

— Foi ela quem te contou?

— Sim.

— E o que mais ela disse? — perguntou, tentando não demonstrar o quanto aquilo importava.

Elisa hesitou por um segundo. Nunca foi de trair a confiança da irmã, mas também não conseguia ver os dois afastados daquele jeito, principalmente agora que sabia o quanto Eloá estava sofrendo.

— Ela me disse que… desde que você apareceu lá, não conseguiu mais parar de pensar em você.

Surpreso, Gael ficou em silêncio. Aquilo não batia com o que Eloá havia dito a ele pessoalmente.

— Tem certeza do que está me dizendo?

— Absoluta — respondeu Elisa. — E se fosse você… não desistiria dela tão fácil.

Gael deixou escapar um leve sorriso de canto.

— E quem disse que eu desisti?

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