Os maqueiros entraram na sala de parto e, em poucos instantes, saíram carregando Saulo, ainda desacordado, como se fosse um troféu de emoção extrema.
— Eu não posso deixar essa cena passar — Noah riu, já puxando o celular para registrar o momento, mas mal teve tempo de desbloquear a tela antes de sentir um leve soco no estômago.
— Nem pense nisso! — Elisa repreendeu, semicerrando os olhos. — Já não acha que é humilhante o suficiente para ele?
Vendo que ela falava sério, Noah suspirou e guardou o aparelho no bolso.
— Está bem, está bem… me desculpa, amor.
— Sem problemas… — ela sorriu de canto. — Mas me faz um favor? Vá com ele. Vou ficar com a mamãe.
— Claro — respondeu, já caminhando atrás dos maqueiros. — Mas, só para constar, eu ainda acho que seria um vídeo histórico.
Elisa revirou os olhos, mas não conteve um pequeno riso.
— Nem pense nisso!
Enquanto Noah acompanhava o sogro até outra sala, ela voltou a se sentar no corredor, ansiosa para ver os gêmeos. Minutos depois, a porta se abriu e uma enfermeira entrou com dois pacotinhos enrolados em mantas azul e amarela.
— Quer conhecer seus irmãos? — perguntou a enfermeira, sorridente.
O coração de Elisa disparou.
— Claro que sim! — respondeu com os olhos brilhando.
Os gêmeos eram clarinhos e carequinhas, bem diferentes dela e de Eloá, que nasceram cabeludas e com fios pretos.
— Eles são a coisa mais fofa desse mundo — disse, completamente encantada.
— Vou levá-los para a sua mãe. Se quiser, pode nos acompanhar, ela já está na outra sala — sugeriu a enfermeira.
— Claro.
Elisa fez questão de carregar um dos meninos, mesmo sem saber qual dos dois estava nos braços. Assim que entraram no quarto, Denise, ainda na maca, não conseguiu conter o choro ao ver a filha trazendo os bebês.
— Mamãe, eles são lindos… mas já vou avisando: possivelmente vão puxar mais a aparência do papai — brincou, enquanto a enfermeira se aproximava com outro para que Denise pudesse admirar cada detalhe.
— Ai, meu Deus… eu jamais pensei que sentiria essa emoção outra vez — disse Denise, abraçando os dois com cuidado.
— Você ainda não pode fazer esforço nem se movimentar muito, mas não se preocupe, eles não vão sair do seu lado — assegurou a enfermeira. — O pediatra já fez as primeiras avaliações e disse que o Erick e o Eduardo são fortes e saudáveis.
— Eu vou ficar aqui com vocês — disse Elisa, ajeitando o bebê no colo.
— E o seu pai? — Denise perguntou, um pouco preocupada.
— O Noah está com ele.
— Que bom que temos a ajuda dele.
— O meu noivo é um homem maravilhoso — disse Elisa com orgulho, enfatizando a palavra “noivo” para provocar a reação que esperava.
— Noivo? — Denise arregalou os olhos.
— Isso mesmo. — Elisa ergueu a mão direita e exibiu o anel, sorrindo. — Olha só, que coisa mais linda.
— Quando foi isso, filha?
— Hoje, bem cedinho, quando o sol ainda estava nascendo.
— Meu Deus… e eu que pensei que não poderia ficar mais feliz hoje — disse Denise, transbordando de emoção.
— Pode ter certeza de uma coisa, mãe: daqui para frente, só coisas boas vão acontecer para nós.
Foi nesse momento que a porta se abriu e Noah entrou, ajudando Saulo, que ainda estava pálido, a caminhar até a cama.
— Olha só, amor… nossos dois meninos e a nossa filha noiva — disse Denise, com um sorriso orgulhoso.
Saulo olhou para Elisa, piscou devagar e comentou, ainda ofegante:
— Noiva?
Quando a chamada de vídeo conectou, o rosto de Eloá apareceu na tela.
— E então? — perguntou ansiosa, quase sem respirar.
— Então… — Elisa virou a câmera, revelando Denise com os dois bebês no berço ao lado — Conheça o Erick e o Eduardo.
Do outro lado, Eloá levou as mãos à boca, os olhos marejando.
— Meu Deus… eles são perfeitos! — disse, com a voz emocionada. — Mamãe, você está bem?
— Estou ótima, filha. Só um pouco cansada, mas feliz demais — respondeu Denise, sorrindo com ternura.
— E eles… são tão pequenininhos… — Eloá suspirou, encantada. — Quem é quem?
— Ah, essa é a parte divertida — Elisa riu. — Eu mesma ainda estou me confundindo.
— Não é culpa dela, filha — Saulo entrou no enquadramento. — Eles são idênticos, só dá para diferenciar pela pulseirinha.
— Ah, papai… — Eloá sorriu ao vê-lo. — Está aguentando firme aí?
— Se firme significa ter desmaiado e sido carregado numa maca, então, sim, estou firme — respondeu ele com ironia, arrancando gargalhadas de todos no quarto.
— Eu queria tanto estar aí… — Eloá murmurou. — Mas prometo que, assim que puder, vou correndo conhecer esses dois.
— Eles vão te esperar — Denise garantiu. — E com certeza vão reconhecer sua voz, porque já estão ouvindo você desde agora.
Elisa aproximou o celular dos bebês, para a irmã poder ver melhor.
— Fala com eles, Eloá. Se apresenta aí e conte como você é o orgulho da família.
Eloá até abriu a boca para dizer alguma coisa, mas a voz simplesmente não saiu. As lágrimas caíram sem que ela conseguisse controlar. Sentia uma alegria imensa pela chegada dos irmãos, mas, ao mesmo tempo, uma dor sufocante por não poder estar ali para viver aquele momento. Tudo devido a um erro tolo, que a afastaria da família por muito, muito tempo.
Na tela, Elisa percebeu o choro silencioso e o olhar perdido da irmã, e seu sorriso diminuiu, tomado por uma pontada de preocupação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...