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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 266

Ela o afastou depressa e se sentou na cama, tentando recuperar o fôlego.

— Quem é? — ele perguntou, confuso.

— Minha tutora — respondeu, ainda ofegante.

— A ignore — sugeriu, com um tom quase implorando.

— Não posso fazer isso — retrucou, levantando-se e tentando pensar em algo rápido.

— Então abra a porta.

— Como posso abrir se você está aqui? — ela rebateu, olhando para ele com o olhar assustado.

— Diga quem sou — disse, firme.

Aquelas três palavras caíram como um peso sobre ela. Quem ele era? Um amigo de infância que cresceu ao seu lado? O irmão do pai de seu bebê? Ou… o homem que amava?

O coração disparou. Pensar naquilo a deixou ainda mais nervosa, principalmente com Brook batendo na porta com insistência.

Ele se aproximou lentamente, até que a ponta dos dedos tocou de leve seu rosto.

— Não quer que ela me veja aqui? — perguntou em um sussurro.

— Não é isso… — murmurou, desviando o olhar.

— Então, o que é? — insistiu.

— Nesse momento, eu não sei explicar para ninguém quem é você na minha vida.

A resposta o pegou de surpresa, fazendo sua sobrancelha se arquear de repente. Por mais que quisesse defender o seu lugar ao lado dela, sabia que precisava respeitar seus limites.

— Vou me trancar no banheiro até que ela se vá — disse, afastando-se.

Ela o observou entrar e fechar a porta. O coração ainda acelerado, mas ciente de que aquele era o único lugar onde ele poderia se esconder. Respirou fundo, tentando se recompor, pegou um vestido qualquer e o vestiu rapidamente.

Ao abrir a porta, deu de cara com Brook.

— Bom dia, querida.

— Bom dia, Brook — respondeu, um pouco nervosa.

— Fiquei sabendo que se mudou e vim até aqui para saber se precisa de algo.

— Ah, não. Está tudo sob controle.

— Tem certeza? — Mesmo do lado de fora, Brook inclinou o corpo para olhar por cima dos ombros dela, como se quisesse espiar o apartamento. — Já trouxe todas as suas coisas?

— Sim, a Tess me ajudou.

— Oh, que bom — sorriu.

Eloá retribuiu o sorriso, mesmo querendo que Brook apenas fosse embora.

— Quer que eu te ajude a arrumar as coisas? — insistiu.

— Não precisa, estou fazendo tudo sem pressa.

Brook assentiu, percebendo que não teria utilidade ali.

— Tudo bem, vou deixar você descansar. Se precisar de algo, moro no quinto andar, apartamento 13.

— Ok, vou me lembrar disso.

— Tenha um bom dia, Eloá.

Ele sorriu de leve, mas com um brilho intenso no olhar.

— Quero que me diga que sentiu a minha falta.

Ela fechou os olhos por um instante, tentando se proteger, mas a verdade escapou em um sussurro.

— Eu senti… todos os dias.

Gael a beijou novamente, dessa vez com mais fome, como se quisesse provar cada palavra que ela acabava de confessar. Suas mãos deslizaram pela lateral do corpo dela, retirando as barreiras que ainda restavam entre eles.

— Então, não me afaste mais — disse contra os lábios dela, antes de aprofundar o beijo.

O corpo dela respondeu antes mesmo que sua mente processasse. As pernas se moveram instintivamente, envolvendo-o, e um arrepio correu por toda sua pele quando ele a puxou ainda mais para si.

Entre respirações aceleradas, ele deixou escapar:

— Quero que se lembre… que cada toque meu é único, e ninguém mais saberá te ter assim.

Ela mordeu o lábio, sentindo o peso daquelas palavras junto à forma como ele se movia.

— E se eu disser… que ainda tenho medo?

Gael a olhou nos olhos, mesmo no ápice da proximidade.

— Então, eu vou passar a vida toda te provando que pode confiar em mim.

O ritmo se intensificou, de modo que as palavras se tornaram mais escassas, substituídas por beijos urgentes e gemidos que preenchiam o quarto. No fundo, Eloá sabia que aquele momento mudaria tudo, e talvez fosse impossível voltar atrás.

Quando os movimentos desaceleraram e o silêncio pesado tomou conta, Gael encostou a testa na dela, ainda com a respiração descompassada.

— Olhe para mim — ordenou, segurando-lhe o rosto. — Você é minha e cada parte sua me pertence.

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