O Natal estava quase chegando, e Elisa não escondia a empolgação enquanto auxiliava a mãe a colocar os bebês para dormirem.
— Eu não vejo a hora! — disse, animada.
Quando os dois finalmente pegaram no sono, mãe e filha saíram do quarto e seguiram até a varanda. Denise, com a tela da babá eletrônica ligada, não se preocupou em deixar os gêmeos sozinhos.
Na varanda, Saulo estava deitado na rede, com a cara de quem havia enfrentado uma batalha noturna. Ele havia passado horas tentando acalmar um dos bebês, que insistia em não dormir.
— Acho que precisamos contratar babás até para o fim de semana — resmungou ao ver as duas.
— Eu não discordo — Denise respondeu, rindo.
— Agora entendo o que a Aurora e o Oliver passaram quando os meninos nasceram. Um já dá trabalho, dois juntos… misericórdia.
— Conosco não foi muito diferente — Denise recordou. — Eu engravidei da Eloá quando a Elisa ainda tinha só três meses.
— Foi mesmo… — ele riu, meio incrédulo.
Elisa aproveitou o gancho.
— Vendo tudo isso, vou pensar duas vezes antes de ter um filho.
O olhar de Saulo, de repente, mudou para um quase paternal e ciumento.
— Filhos?! — ele arregalou os olhos. — Eu ainda não digeri essa história de noivado e já estão me jogando netos no colo?
— Pai! — Elisa riu. — Já disse que estar noiva não significa casar amanhã.
— Ela tem razão, amor — Denise interveio, divertida. — O Noah falou que só vai se casar depois que a casa ficar pronta.
— Ah, sei… — ele bufou, estreitando os olhos. — Mas aquele pestinha está apressando a obra! Contratou tanta gente que parece até obra do governo. Do jeito que vai, daqui a pouco inaugura um shopping em vez de uma casa!
As duas caíram na risada, enquanto Saulo continuava com seu discurso indignado.
— Olha pelo lado bom, querido, eles vão morar aqui perto — Denise tentou acalmá-lo.
— Não é isso que me preocupa! — ele rebateu, balançando a rede. — O que me tira o sono é que essa menina vai querer se casar antes de terminar a faculdade.
— Casar não vai me impedir de estudar, pai — Elisa respondeu séria, mas ainda sorrindo.
— Concordo com ela, amor. Casamento não vai atrapalhar em nada, ainda mais se eles não pensam em filhos agora.
Saulo apontou para Denise como se ela tivesse cometido uma traição.
— Não defenda a comparsa, morena! Nossa filha é espevitada demais! Essa pressa de casar vai acabar me deixando careca de preocupação!
— Para de me chamar desse nome! — Elisa protestou, ainda rindo.
— Morena, Morena… — ele provocou, já achando graça. — Vocês duas podem rir, mas eu conheço essa filha que criamos! Se eu não ficar de olho, ela e o Noah vão me passar a perna rapidinho.
Elisa balançou a cabeça, ainda rindo.
— Ai, pai… se o senhor soubesse o quanto sou tranquila, não me julgava tanto.
— Tranquila?! Você?! Só se for quando está dormindo! Porque acordada… ah, minha filha, só eu sei!
— Pergunta simples… simples nada! Você acha que vou abrir a minha vida pessoal assim, no meio da varanda, com sua mãe rindo de mim igual uma hiena?
— Hiena não, amor — Denise falou, ainda rindo. — Apenas uma esposa que conhece bem o marido e sabe que ele não tem moral nenhuma para bancar o conservador.
— Traidora! — Saulo apontou o dedo, indignado. — Primeiro defende a comparsa, agora me expõe desse jeito.
Elisa cruzou os braços, divertida:
— Então admitiu que não se casou virgem…
— Eu não admiti nada! — ele retrucou, vermelho. — Vocês estão distorcendo as minhas palavras!
Denise gargalhou de novo, quase chorando de tanto rir, e Elisa apenas sorriu vitoriosa.
— Eu só não entendo por que o senhor pega tanto no meu pé e esquece que também tem outra filha, que está morando em outro país — Elisa reclamou, arqueando a sobrancelha.
— A Eloá é diferente! — rebateu de imediato, sem nem pensar.
Elisa riu com ironia.
— Diferente? Ela é bonita, inteligente… Já pensou que pode ter diversos rapazes dando em cima dela nesse momento?
— Não duvido disso — ele respondeu sério, ajeitando-se na rede. — Mas eu sei que a minha princesinha não se importa com essas coisas. Ela só quer saber de estudar.
— O senhor confia muito nela — Elisa retrucou, cruzando os braços.
— Confio e com razão! — Saulo inflou o peito, convicto. — Para ser sincero, eu coloco a minha mão no fogo pela Eloá. Aposto que, nesse exato momento, enquanto estamos aqui falando de bobagens impróprias, ela deve estar com a cabeça afundada nos livros.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...