— Ah… Gael…
Eloá gemia de olhos fechados, afundada a cabeça no travesseiro, enquanto ele explorava seu corpo usando a língua.
O calor da respiração dele contra sua pele a fazia estremecer, e cada arrepio parecia um chamado, uma rendição inevitável.
Ela tentou conter o gemido, mas foi inútil. O coração batia descompassado, o corpo pedia mais, perdido naquela onda de sensações.
Gael levantou o rosto, a fitando com intensidade. Não disse nada, não precisava. Havia mais verdade naquele olhar do que em mil palavras. Eloá, sem forças para resistir, ergueu a mão e tocou o rosto dele, como se quisesse ancorar-se naquela certeza.
Ele sorriu de leve, e então a tomou em seus braços, puxando-a para junto de si. O beijo veio profundo, urgente. Não havia espaço para o passado, apenas para o agora e no agora, os dois eram um só.
Ela repousou a cabeça sobre o peito dele, sentindo a respiração acelerada. Gael deslizou os dedos pelos cabelos dela, em silêncio por alguns instantes, como se estivesse saboreando a simples presença dela ali.
— Nunca pensei que um dia você seria minha assim… — ele sussurrou com a voz rouca.
— Eu também não… — ela sorriu de leve, traçando círculos preguiçosos no braço dele.
— Se soubesse o quanto passei noites imaginando isso, teria vindo antes.
Ela ergueu o olhar, encontrando os olhos dele.
— Nem nos meus melhores sonhos pensei que fosse tão bom assim — ela confessou, ainda ofegante, com um sorriso tímido no rosto.
— Quando é com quem a gente ama, tudo se torna melhor, mais vivo… mais gostoso — rebateu, apertando de leve a coxa dela, fazendo-a se arrepiar de imediato.
Estar com Gael era a melhor sensação do mundo, algo que a fazia esquecer qualquer peso, qualquer preocupação. Mas, por mais que quisesse se perder ali para sempre, sabia que a vida não parava do lado de fora daquelas paredes.
— O que vamos fazer agora? — ela perguntou, quase num sussurro.
— Devemos contar para todos que estamos juntos.
Ela arregalou os olhos.
— Assim… do nada?
— Já podemos contar para Elisa, se quiser. Ela sabe o quanto gosto de você.
— Mas ela não sabe o que realmente aconteceu entre nós.
— Não, ainda não — ele admitiu, passando a mão pelo rosto.
— Eu não tenho coragem de contar agora… — suspirou, mordendo o lábio. — Ela vai me odiar.
Gael segurou o seu rosto, forçando-a a encará-lo.
— Não, Eloá. Ela não vai te odiar. Talvez se assuste, talvez demore a aceitar, mas, no fundo… ela vai entender.
Ela queria acreditar, mas a culpa latejava dentro do peito.
— Eu não acho que devo contar agora… acho que devo dizer a todos logo de uma vez. — Ela murmurou, embora houvesse dúvida no seu tom de voz.
— Então faremos juntos, no Natal. — Gael respondeu sem hesitar.
Os olhos dela se estreitaram, surpresa com a calma dele diante de algo tão arriscado.
— No Natal?
— Tem que ser, não é? — ele rebateu. — Eles estão esperando por você no feriado. O que vai fazer? Não ir?
— Eu não sei se consigo encarar tudo isso — confessou. — O Natal está tão perto, Gael.
— É justamente por isso. Quanto mais adiarmos, mais difícil será. Quero que seja de uma vez, para que ninguém pense que foi um segredo eterno. Vamos mostrar que não temos vergonha do que sentimos.
— Não se trata de vergonha… — ela rebateu. — Se trata de medo.
Gael a olhou fixamente.
— Então me deixa carregar esse medo por nós dois. Você só precisa me amar.
— Você fala tão bonito… — riu de nervoso. — Mas e quando meu pai encarar você? Será que conseguirá usar suas palavras?
— Espero que sim — riu nervoso. — Vai ser duro. Mas prefiro que ele me odeie sabendo a verdade, do que viver na sombra, escondendo nosso amor.
O rosto dela se iluminou por um instante, como se acreditasse, mas logo a sombra da realidade voltou.
— E seus pais, como será que irão reagir?
— Vão ficar tão surpresos quanto os seus.
— Meu Deus… — sussurrou, fechando os olhos e uma lágrima escapou, rolando devagar pela pele. Gael a enxugou com o polegar, antes de beijar-lhe os lábios. — No Natal, então… — ela murmurou contra a boca dele, como se ainda testasse aquela promessa.
— No Natal. — ele confirmou, firme como uma rocha.
Eloá se deitou novamente ao lado dele. Enquanto o sono não vinha, ficou imaginando a cena: ela chegando com Gael, de mãos dadas, e de combo a sua barriga de grávida evidente.
Era um pensamento assustador, mas também libertador. Pela primeira vez, se permitiu acreditar que o amor que sentia poderia ser maior do que qualquer julgamento.
E, agarrada ao peito dele, adormeceu com essa ideia ardendo dentro dela, a ideia de que, no Natal, sua vida mudaria para sempre.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...