Entrar Via

Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 278

Os preparativos de Natal na região da Vila São Caetano estavam a todo vapor. Oliver havia contratado uma equipe especial para decorar toda a vila, além de alguns cantores para animar a grande festa de fim de ano.

Todos por ali amavam aquela época, a mais movimentada do calendário, só perdendo para a feira agropecuária. Luzes coloridas já começavam a piscar nas ruas, e o cheiro de doces típicos se espalhava pelas casas, criando um ambiente quase mágico.

— A ceia esse ano será na nossa casa ou na da Denise? — Oliver perguntou à esposa, que estava concentrada no computador, escolhendo alguns itens para a decoração.

— Esse ano faremos aqui mesmo, já que a Denise tem muito trabalho com os gêmeos — respondeu Aurora, sem desviar os olhos da tela.

— Tem razão — ele disse, se sentando ao lado dela e deixando um beijo em seu pescoço. — Não se esforce tanto, ouviu? Não faça nada que a canse.

Aurora riu baixinho, mas sem esconder o carinho que sentiu ao ouvi-lo.

— Se eu não fizer, quem fará?

— Eu, é claro — rebateu apressado. — Serei o seu escravo, Aurora. Para o que quiser.

Ela virou o rosto na direção dele, arqueando uma sobrancelha diante do tom sério que ele havia usado, embora seus olhos denunciassem a provocação.

— Escravo, é? Não sabia que estava incluído na lista de adereços natalinos.

— Pois agora sabe — ele respondeu, deslizando a mão sobre a dela. — Posso embrulhar presentes, pendurar guirlandas, acender as luzes da árvore… e, se você quiser, até vestir a roupa do Papai Noel.

Aurora gargalhou, imaginando a cena.

— Você? De Papai Noel? Eu gostaria de ver.

— Então está decidido — ele disse, com o sorriso travesso de quem já planejava a surpresa. — Mas com uma condição.

— Qual?

— Que a mamãe Noel esteja ao meu lado, usando um vestido vermelho, curto e brilhante — provocou, recebendo um empurrão divertido no ombro.

— Amor! — ela ralhou, rindo e balançando a cabeça. — Não acredito que ainda consiga pensar nessas coisas em pleno clima de Natal.

— Justamente por isso — ele respondeu, se inclinando mais perto. — O Natal me lembra o quanto você fica irresistível naquela lingerie vermelha — sussurrou, com um sorriso malicioso.

— Interessante… eu estava pensando justamente em comprar uma nova. Vermelha, rendada… mas só se você merecer.

— Não seja malvada, meu amor, você sabe que eu mereço. — murmurou, com a voz rouca.

Sentindo que o rumo da conversa estava escapando para provocações mais íntimas, Aurora se recompôs e voltou a olhar para a tela do computador. Seus dedos deslizavam pelo teclado, mas o olhar estava distante.

— Estou pensando no que dar para os meninos… — disse, mudando de assunto firmemente. — Esse ano quero escolher algo especial para a Elisa e para o Noah, já que estão noivos. Mas para o Gael e para o Henri, ainda não sei o que comprar.

Oliver inclinou a cabeça para observá-la.

— Falando no Gael, ele disse que viria?

— Sim — respondeu, sem tirar os olhos da tela. — Ele mandou uma mensagem mais cedo e disse que estaria aqui.

— Quando? — a voz dele soou atenta, quase urgente.

— Não. — Aurora respondeu rápido. — Ele não disse nada.

— Acha que os dois irão se entender? — perguntou num suspiro pesado.

— Espero que sim, porque gosto dela. — Aurora ergueu o canto da boca num meio sorriso. — A ideia de ter as filhas da Denise como nossas noras me deixa animada.

Oliver também sorriu, mas logo franziu o cenho.

— Mas o Saulo vive se gabando dizendo que a Eloá só pensa em estudos.

— Isso é verdade. — Ela se recostou no ombro dele. — E por isso temo que nada dê certo entre ela e o Gael.

Oliver pensou um instante antes de murmurar:

— Nesse ponto, você tem razão. Porque eu penso que, se fosse para acontecer alguma coisa entre eles, já teria acontecido aqui… igual à Elisa e ao Noah, não acha?

— Sim, eu acho. — Ela concordou, observando o rosto do marido.

— Só espero que meu filho não fique triste se nada der certo.

— Não importa o que aconteça — disse Aurora com os olhos marejados. — Vamos estar ao lado dele e apoiar cada passo, cada decisão, mesmo que seja difícil para nós.

— Você tem toda a razão. — murmurou. — As escolhas que ele fizer podem não ser as que imaginamos, mas não importa. Ele é nosso filho. E, aconteça o que acontecer, estaremos sempre ao lado dele.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda