— Eu não acredito que fizemos isso… — disse Gael, enquanto dirigia pela estrada pouco iluminada, sem rumo certo.
— Eu… eu não consegui — murmurou Eloá, com os olhos marejados, tentando segurar o choro, mas falhando.
Gael encostou o carro no acostamento, desligando o motor. O silêncio da noite parecia amplificar cada batida do coração deles.
— Shhh… — sussurrou ele, virando-se levemente para ela. — Está tudo bem. Você ficou nervosa. É natural. Eu… eu entendo.
Inclinando a cabeça contra o ombro dele, Eloá sentiu o calor de seu corpo e a segurança que emanava.
— Mas e agora? — murmurou, quase sem voz.
— Agora — disse Gael, passando a mão suavemente pelo cabelo dela —, você só precisa se acalmar e saber que não há nada a temer. Estou aqui e não vou a lugar algum.
Ele se inclinou, envolvendo-a em um abraço, como se quisesse proteger cada parte dela. Eloá deixou escapar um suspiro, sentindo o peso do nervosismo se dissipar aos poucos.
Gael inclinou a cabeça, pousando um beijo leve na testa dela.
— Você é incrível, sabia? Eu te admiro demais.
Respirando fundo, ela deixou o corpo relaxar nos braços dele.
— Eu só… só não queria desapontar ninguém.
— Não tem como desapontar alguém quando está sendo verdadeira — disse ele, olhando-a nos olhos. — E comigo, você nunca precisará ter medo de nada.
O abraço se apertou e ele baixou ainda mais, beijando seus lábios com delicadeza e sem pressa de soltar. Ela correspondeu, hesitante no início, mas rendendo-se à segurança e ao afeto que transbordava dele.
— Eu te amo — Gael murmurou contra os lábios dela, e Eloá sentiu o mundo se acalmar por alguns instantes.
Quando seus lábios se afastaram, ela respirou fundo, sentindo o coração desacelerar um pouco.
— O que será que eles estão pensando agora? — murmurou, sem se afastar dele.
— Eu não sei… — respondeu Gael, lançando um olhar cuidadoso para a noiva. — Mas, pela expressão de todos, ninguém deve estar entendendo nada.
Ainda nervosa, Eloá mordeu o lábio.
— Tive que desligar o telefone. A Elisa, a mamãe e o papai não paravam de me ligar.
— O Noah e meu pai também me ligaram. Provavelmente, seus pais já foram até a casa deles.
— Acha que estão todos reunidos agora? — ela indagou.
— Com certeza… — ele suspirou, sentindo a ansiedade apertar o peito. — Então acho que é a melhor hora para irmos até lá. Assim, falamos de uma vez o que todo mundo precisa saber.
— E se eu não conseguir?
Acariciando o rosto dela, Gael sussurrou.
— Está tudo bem. Eles vão entender.
Eloá respirou fundo, erguendo o queixo devagar, enquanto todos ainda processavam a surpresa. Antes que qualquer um pudesse falar, Saulo avançou alguns passos em direção à filha, os olhos fixos nela tentavam compreender a cena que se desenrolava diante dele. Seu rosto estava tenso, a respiração acelerada e cada batida do coração parecia amplificar sua inquietação.
— O que significa isso? — sua voz saiu alterada, enquanto observava os dois de mãos dadas, sem entender nada.
— Pai… a gente precisa conversar com o senhor — Eloá começou, hesitante, tentando escolher as palavras certas.
— Conversar? — ele interrompeu, arqueando uma sobrancelha, num tom incrédulo. — Pela cena que estou vendo, acha mesmo que preciso ouvir alguma coisa? — sua voz tremeu de nervoso.
Ele deu um passo brusco e, num impulso, segurou o braço da filha, afastando-a de Gael.
— Você está grávida… Eloá? — Indagou nervoso, deixando que a preocupação e a raiva ficassem estampadas em cada linha de seu rosto.
A jovem estremeceu, com os olhos marejados, sem saber se começava a chorar ou se enfrentava o olhar do pai. Percebendo o nervosismo da noiva, Gael aproximou-se com cuidado, segurando suavemente a mão de Saulo.
— Saulo, por favor! Você está machucando ela. — Gael disse, tentando tirar a mão do sogro do braço da namorada. — Viemos até aqui esclarecer tudo. Esse bebê é minha responsabilidade e eu vou cuidar dele!
— Quer dizer que foi você, seu desgraçado?! — Saulo gritou, recuando alguns passos, encarando Gael. O rosto vermelho e os olhos faiscando revelavam a raiva que transbordava em cada músculo do corpo.
Antes que Gael pudesse responder, sentiu o primeiro soco acertando seu rosto.
— Eu vou te matar!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...