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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 282

Vendo o que o pai acabava de fazer, Eloá se jogou na frente dele, tentando intervir.

— Para com isso, pai! A culpa não é dele, é minha!

— Não tente defendê-lo, Eloá, você não sabe como funciona a cabeça dos homens! — Saulo explodiu, com os punhos ainda cerrados.

— Pai, por favor, me escute — ela implorou, engolindo o choro.

— Esse safado foi para os Estados Unidos se aproveitar de você porque sabia que eu não estava por perto para protegê-la. — A voz de Saulo ecoava dura.

— Não, não foi isso — respondeu Eloá, sentindo as lágrimas escorrerem pelo rosto.

— Não foi isso? — ele repetiu, avançando mais uma vez em direção a Gael, com o peito arfando. — Sei muito bem como foi sem precisar de nenhuma explicação!

Vendo a cena se intensificar, Oliver se aproximou, colocando as mãos firmes nos ombros do amigo, tentando conter a fúria que transbordava. Noah fez o mesmo, segurando um braço do sogro.

— Pare com isso, Saulo! — Oliver disse. — Como eles vão se explicar se você continuar agindo como um louco?

— E como quer que eu aja? Me diz! — ele gritou, se debatendo contra os braços que o seguravam. — O seu filho engravidou a minha filha, Oliver! E você quer que eu aja numa boa?

— Eu entendo a sua raiva — Oliver respondeu, tentando controlar o tom da voz, olhando profundamente nos olhos de Saulo. — Mas se você continuar atacando Gael, não vai conseguir ouvir nada do que ele tem a dizer. Não o ouviu dizer que vai assumir essa responsabilidade?

— Assumir? — Saulo quase riu com amargura. — Acha mesmo que é simples assim? Meter um bebê na minha filha e apenas assumir?

— Sei que não é assim — Gael interveio, mantendo a calma. — Sei dos meus erros e estou aqui para assumir todas as responsabilidades.

— Vou matar você, seu desgraçado!

Saulo tentou mais uma vez ir para cima de Gael, mas foi contido pelos dois homens que o seguravam.

— Me soltem! — Ele gritou. — Preciso quebrar a cara desse desgraçado, que se aproveitou da minha filha só porque ela estava longe de casa.

— Ele não se aproveitou de mim! — Eloá interrompeu, com a voz ainda trêmula.

— Cale a boca! — Saulo gritou, vermelho de raiva. — Você não tem moral para falar nada, Eloá! Nos escondeu algo gravíssimo!

— Eu vim aqui para contar a verdade, pai, — respondeu ela, tentando manter a calma. — Mas tudo o que o senhor faz até agora é gritar e ameaçar.

— E o que quer que eu faça? — Ele rugiu, apontando o dedo. — Quer que eu sorria? Que eu aplauda essa sua ousadia?

— Não, papai… eu só quero que me escute.

— Eu não vou escutar nada! — ele explodiu.

— Saulo… — Gael avançou um passo, firme e decidido. — Se quiser me tratar mal, se quiser me bater, faça, mas não levante a voz para a Eloá.

A audácia do rapaz só fez o sangue de Saulo ferver ainda mais.

— Quem você pensa que é para me dizer como tratar a minha filha? — ele berrou, encarando Gael.

— Sou o noivo dela — respondeu Gael, erguendo o queixo e fixando seus olhos no sogro.

— Você só tem 17 anos! — ele praguejou, incrédulo. — Nem sabe direito o que é amor!

— Será que podemos ir para dentro? — Denise interveio, tentando acalmar os ânimos. — Essa conversa do lado de fora não vai levar a lugar nenhum.

Aliviada com a intervenção da mãe, Eloá suspirou mais calma, mas quando olhou para a mãe, percebeu que Denise não estava nada satisfeita com a situação.

Todos assentiram, entendendo que aquela era a melhor ideia.

Quando começaram a se virar para entrar na casa, Oliver e Noah soltaram Saulo, achando que ele iria junto. Mas, no instante seguinte, Saulo aproveitou a oportunidade para ir para cima de Gael mais uma vez. O rapaz foi pego de surpresa e caiu ao chão. Saulo subiu em cima dele, desferindo socos sem parar.

Oliver correu e, com força, empurrou Saulo de lado para proteger Gael.

— Está louco, Saulo? — gritou, tomado pelo choque. — Você vai matar o meu filho!

— É isso mesmo que quero fazer, Oliver! — retrucou Saulo. — Esse seu filho não presta! Abusou da minha filha, ainda menor de idade!

— Sei que está nervoso com a situação — disse Oliver, segurando Saulo pelos ombros —, mas não pode acusar o Gael sem provas.

— Vai mesmo defender esse desgraçado? — rosnou, puxando-se para frente.

— Não se esqueça de que o homem que você está atacando é o meu filho. Eu não vou permitir que fale dele assim, e muito menos sem ouvir a versão dele.

— Que se dane que ele é seu filho! — Saulo explodiu. — Se para chegar nele eu tiver que esmigalhar sua cara antes, que assim seja!

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