Antes que a conversa se transformasse em um debate, Denise tomou as rédeas da situação.
— Que tal irmos todos para o jardim? Vou pedir que sirvam o café para todos.
— Ótima ideia, mãe — disse Eloá, um pouco nervosa.
Todos assentiram e começaram a caminhar em direção aos fundos da casa. Quando viu o pai se afastar, Eloá se aproximou de Gael e, com cuidado, tocou o rosto dele.
— Não acredito que ficou assim por minha causa — sussurrou, sentindo o coração apertar.
— Já te disse que não me importo com nada do que aconteça comigo, contanto que, no final, tudo fique bem para você — disse ele, olhando-a profundamente nos olhos.
— Gael, eu sinto muito pelo que meu pai fez.
— Não sinta, meu amor — respondeu, tocando a mão dela. — Só quero que resolvamos tudo e possamos ficar bem novamente.
A tranquilidade com que ele falava passava um pouco de segurança para o coração aflito dela.
— Como foi sua noite? Conseguiu dormir? — Ele continuou.
— Não… não consegui pregar os olhos — ela revelou.
— Eu também não — confessou, com um leve sorriso. — Acho que meu corpo já se acostumou com a sua companhia e não ter você ao meu lado na cama foi um pesadelo terrível.
Ouvi-lo dizer aquilo fez um arrepio percorrer Eloá, lembrando-a da mesma sensação de vazio por não poder dormir envolta nos braços dele.
— O meu pai parece mais calmo hoje, então vamos tentar consertar tudo isso, certo? — disse Eloá.
— Claro, eu só saio daqui hoje quando tudo estiver certo entre nós. — Discretamente, ele se curvou e lhe deu um beijo nos lábios.
Os dois caminharam juntos para os fundos da casa, onde todos já estavam acomodados à grande mesa de madeira.
Mesmo sob o olhar de reprovação do pai, Eloá fez questão de se sentar ao lado de Gael e, por debaixo da mesa, mantiveram as mãos entrelaçadas.
— Tudo bem, enquanto o café não chega, acho que já podemos iniciar a conversa. O que acha? — perguntou Oliver.
— Concordo — disse Saulo.
Embora ambos estivessem abertos ao diálogo, era perceptível o clima estranho entre os dois amigos de longa data.
— Ontem à noite conversamos bastante com o Gael e ele nos contou como tudo aconteceu — começou Aurora. — Sei que foi uma surpresa para todos, mas, diante das circunstâncias, acredito que devemos encontrar uma maneira de apoiá-los no que precisarem.
— Concordo plenamente — continuou Oliver. — Já fomos jovens e sabemos que situações assim podem acontecer.
— Nem sempre — protestou Saulo. — Se os dois tivessem avisado desde o início que se gostavam, poderíamos ter apoiado o namoro e orientado pelo caminho certo.
Denise tocou a mão do marido, pedindo com o olhar que não se excedesse.
— Tudo bem, morena. — Ele suspirou. — Só estou dizendo que, se tivessem esperado até o casamento, nada disso teria acontecido.
— Mas foi o senhor que pediu que ele falasse! — protestou Eloá, entrelaçando suas mãos nervosamente.
— Sim, e agora peço que se cale! — ordenou Saulo. — Oliver, pode continuar.
Oliver revirou os olhos, mantendo a paciência.
— O Gael tem um cargo na empresa que pode ser feito muito bem remotamente. Ele vai continuar ao lado da Eloá, e os dois morarão nos EUA até ela terminar os estudos. Quando voltarem, a casa que ele pretende construir já estará pronta, e assim viverão juntos.
— Me parece uma boa alternativa — concordou Denise, aliviada.
— Você conseguirá estudar e cuidar de um bebê, Eloá? — Saulo perguntou, ainda preocupado.
— Sei que não será fácil, mas vou aprender a lidar com a rotina — respondeu ela, com um sorriso determinado.
— Além disso, vou contratar alguém para cuidar do bebê, assim não ficaremos sobrecarregados — disse Gael, com segurança.
— Eu não disse para você ficar quieto? — cortou Saulo, impaciente.
— Não posso ficar quieto quando o assunto é a minha vida e o futuro da sua filha — retrucou Gael, com olhar decidido. — Sei que está bravo comigo, mas a partir do momento em que me casar com ela, ela será a minha responsabilidade. E é por isso que preciso assumir as rédeas agora. Saulo, o senhor me conhece desde que nasci, sabe da minha conduta, do meu caráter, do homem que sou. Sim, erramos em não contar tudo de imediato, mas eu amo a sua filha e só quero o melhor para ela. Apenas me permita ser o homem que estará ao lado dela pelo resto da vida.
— Homem, é... — disse Saulo, respirando fundo e erguendo uma sobrancelha. — Escute bem: não admito deslizes, então não me decepcione… ou vou arrancar aquilo que você guarda entre as pernas e o farei sentir o peso do que é desrespeitar a minha filha.
Gael engoliu em seco, ciente de que aquela não era uma metáfora; a ameaça era concreta e muito real.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...