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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 289

Em sinal de acordo, Gael estendeu a mão para Saulo.

— Eu prometo que nunca precisará chegar a esse ponto, sogro — falou, com confiança.

Saulo estreitou os olhos, avaliando se apertaria a mão dele ou não. Por mais que quisesse resistir, sabia que não havia escolha. Tudo já havia acontecido, e, no fundo, deveria se sentir grato: mesmo que a filha ainda fosse jovem, pelo menos se envolveu com um homem que realmente prestava.

— Mais um me chamando de sogro… eu mereço isso!

Saulo apertou a mão do mais novo genro, que sorriu satisfeito.

Ao ver a cena, todos suspiraram aliviados, percebendo que um problema a menos havia sido resolvido.

— Graças a Deus, este final de ano será de paz — comentou Oliver, acomodando-se na cadeira.

Uma funcionária trouxe o café da manhã e serviu a todos, que comeram com muito mais tranquilidade.

— Agora que já resolvemos isso, devemos tratar do casamento deles — disse Aurora, dando uma mordida no sanduíche.

— Conheço um juiz que pode celebrar o casamento, mesmo estando em clima de feriado — completou.

— Isso é ótimo! E a festa? — perguntou Denise, empolgada.

— Não queremos festa — respondeu Eloá, firme.

Todos os olhares se voltaram para ela, surpresos.

— Como assim, não querem festa? — indagou Denise, indignada.

— Só queremos oficializar nosso compromisso diante de vocês. O que queremos agora é esperar a nossa filha nascer — disse Gael, tentando acalmar os ânimos.

— Sim, eu sei disso — respondeu Saulo, olhando para Eloá. — Mas estamos falando da minha filha, é o casamento dela. Não podemos deixar que um dia como esse passe em branco.

— Podemos apenas tirar algumas fotos — Eloá disse cautelosa.

— Não — interrompeu Saulo, firme. — No mínimo, devemos preparar um jantar. Não é porque vocês estão com pressa que isso deixa de ser um dia especial.

Ele fez uma pausa, olhando cada detalhe ao redor do jardim.

— Faremos o jantar aqui, no jardim, decorado com flores. E você, Eloá, estará vestida de noiva! — ordenou, com uma autoridade que ninguém ousava contestar.

Eloá engoliu em seco, mas sentiu uma pontada de emoção. A ideia de ter seus pais participando e de marcar aquele momento, mesmo que simples, a fez perceber que não estavam sozinhos.

— Hoje mesmo podemos ir até a capital escolher o vestido — disse Denise, animada. — E já aproveitamos para passar no bufê.

— Tudo bem, mãe. — Eloá assentiu, sorrindo.

— Eu vou com vocês! — Aurora completou, empolgada. — Quero fazer parte desse momento também.

— Enquanto isso, vou marcar com meu amigo juiz — comunicou Oliver, mantendo a postura calma.

— Devíamos esperar ao menos uma semana, só para ver se o rosto do Gael melhora um pouco — comentou Eloá, encarando o rosto do noivo.

No mesmo instante, Saulo sentiu um calor de vergonha subir pelo corpo, percebendo que havia escolhido um modo errado de enfrentar as coisas.

— Me desculpe por isso — disse, soltando as palavras com sinceridade.

— Pessoal — chamou Oliver, batendo levemente a mão na mesa para atrair atenção.

— O que foi? — perguntou Aurora, curiosa.

— A ficha de vocês já caiu de que nos tornaremos avós?

— Nem me diga isso… — disse Denise, fingindo horror, mas com o brilho da diversão nos olhos — estou me sentindo mais velha agora!

— Além de ser chamado de papai novamente — acrescentou Oliver, rindo — ainda vou ter uma mini pessoinha me chamando de vovô!

— Tem razão — Denise refletiu. — Como o tempo foi passar tão depressa assim?

— Não fale isso, senão vou chorar — Aurora disse, já sentindo os olhos lacrimejarem. — Parece que foi ontem que descobri que estava grávida dos gêmeos e agora um deles está me dando um neto.

— Graças a Deus, que estamos vivendo isso, e em família — disse Oliver, com um sorriso sereno. — É bom saber que meus filhos escolheram mulheres boas e decentes.

Enquanto todos mergulhavam naquele instante de nostalgia, Eloá pediu licença e chamou Gael para se afastarem um pouco.

Quando já estavam longe dos olhares atentos, ela se apoiou no pescoço dele, abraçando-o com força, e as lágrimas começaram a descer sem controle.

— Obrigada por tudo… — começou. — Se não fosse você, jamais poderia presenciar isso.

— Ei… não chora — ele murmurou, segurando seu rosto e enxugando delicadamente suas lágrimas.

— Não precisa enxugar, meu amor — respondeu ela, entre soluços. — Essas lágrimas… são de alívio e de felicidade.

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