Em sinal de acordo, Gael estendeu a mão para Saulo.
— Eu prometo que nunca precisará chegar a esse ponto, sogro — falou, com confiança.
Saulo estreitou os olhos, avaliando se apertaria a mão dele ou não. Por mais que quisesse resistir, sabia que não havia escolha. Tudo já havia acontecido, e, no fundo, deveria se sentir grato: mesmo que a filha ainda fosse jovem, pelo menos se envolveu com um homem que realmente prestava.
— Mais um me chamando de sogro… eu mereço isso!
Saulo apertou a mão do mais novo genro, que sorriu satisfeito.
Ao ver a cena, todos suspiraram aliviados, percebendo que um problema a menos havia sido resolvido.
— Graças a Deus, este final de ano será de paz — comentou Oliver, acomodando-se na cadeira.
Uma funcionária trouxe o café da manhã e serviu a todos, que comeram com muito mais tranquilidade.
— Agora que já resolvemos isso, devemos tratar do casamento deles — disse Aurora, dando uma mordida no sanduíche.
— Conheço um juiz que pode celebrar o casamento, mesmo estando em clima de feriado — completou.
— Isso é ótimo! E a festa? — perguntou Denise, empolgada.
— Não queremos festa — respondeu Eloá, firme.
Todos os olhares se voltaram para ela, surpresos.
— Como assim, não querem festa? — indagou Denise, indignada.
— Só queremos oficializar nosso compromisso diante de vocês. O que queremos agora é esperar a nossa filha nascer — disse Gael, tentando acalmar os ânimos.
— Sim, eu sei disso — respondeu Saulo, olhando para Eloá. — Mas estamos falando da minha filha, é o casamento dela. Não podemos deixar que um dia como esse passe em branco.
— Podemos apenas tirar algumas fotos — Eloá disse cautelosa.
— Não — interrompeu Saulo, firme. — No mínimo, devemos preparar um jantar. Não é porque vocês estão com pressa que isso deixa de ser um dia especial.
Ele fez uma pausa, olhando cada detalhe ao redor do jardim.
— Faremos o jantar aqui, no jardim, decorado com flores. E você, Eloá, estará vestida de noiva! — ordenou, com uma autoridade que ninguém ousava contestar.
Eloá engoliu em seco, mas sentiu uma pontada de emoção. A ideia de ter seus pais participando e de marcar aquele momento, mesmo que simples, a fez perceber que não estavam sozinhos.
— Hoje mesmo podemos ir até a capital escolher o vestido — disse Denise, animada. — E já aproveitamos para passar no bufê.
— Tudo bem, mãe. — Eloá assentiu, sorrindo.
— Eu vou com vocês! — Aurora completou, empolgada. — Quero fazer parte desse momento também.
— Enquanto isso, vou marcar com meu amigo juiz — comunicou Oliver, mantendo a postura calma.
— Devíamos esperar ao menos uma semana, só para ver se o rosto do Gael melhora um pouco — comentou Eloá, encarando o rosto do noivo.
No mesmo instante, Saulo sentiu um calor de vergonha subir pelo corpo, percebendo que havia escolhido um modo errado de enfrentar as coisas.
— Me desculpe por isso — disse, soltando as palavras com sinceridade.
— Pessoal — chamou Oliver, batendo levemente a mão na mesa para atrair atenção.
— O que foi? — perguntou Aurora, curiosa.
— A ficha de vocês já caiu de que nos tornaremos avós?
— Nem me diga isso… — disse Denise, fingindo horror, mas com o brilho da diversão nos olhos — estou me sentindo mais velha agora!
— Além de ser chamado de papai novamente — acrescentou Oliver, rindo — ainda vou ter uma mini pessoinha me chamando de vovô!
— Tem razão — Denise refletiu. — Como o tempo foi passar tão depressa assim?
— Não fale isso, senão vou chorar — Aurora disse, já sentindo os olhos lacrimejarem. — Parece que foi ontem que descobri que estava grávida dos gêmeos e agora um deles está me dando um neto.
— Graças a Deus, que estamos vivendo isso, e em família — disse Oliver, com um sorriso sereno. — É bom saber que meus filhos escolheram mulheres boas e decentes.
Enquanto todos mergulhavam naquele instante de nostalgia, Eloá pediu licença e chamou Gael para se afastarem um pouco.
Quando já estavam longe dos olhares atentos, ela se apoiou no pescoço dele, abraçando-o com força, e as lágrimas começaram a descer sem controle.
— Obrigada por tudo… — começou. — Se não fosse você, jamais poderia presenciar isso.
— Ei… não chora — ele murmurou, segurando seu rosto e enxugando delicadamente suas lágrimas.
— Não precisa enxugar, meu amor — respondeu ela, entre soluços. — Essas lágrimas… são de alívio e de felicidade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...