Assim que viu as mulheres entrando no veículo, Henri se despediu delas e voltou para casa. Ao chegar, notou uma notificação no celular. Era de Taís, uma garota que havia pegado seu número numa festa.
“Queria te ver hoje, será que tem como?” dizia a mensagem.
Discretamente, ele sorriu, encostou as costas no carro e abriu a foto para se lembrar do rosto dela, avaliando se valeria a pena. Ela era linda: pele canelada, cabelos cacheados e o sorriso que chamava atenção. Não resistiu e sorriu de novo.
“Claro que sim. Que tal nos encontrarmos num barzinho hoje à noite?” respondeu.
Não se passaram dois segundos antes dela devolver a mensagem.
“Maravilhoso! Não vejo a hora de te ver novamente.”
Henri leu, guardou o celular no bolso e pensou mentalmente: nem eu… A lembrança do corpo dela lhe arrancou um sorriso malicioso.
— Está sorrindo por quê? — A voz de Oliver soou atrás dele, fazendo-o saltar de leve.
Tentando disfarçar, ele se virou.
— Não é nada.
— Não mesmo? — o pai insistiu, cruzando os braços. — Esse sorrisinho descarado não me engana. Estava conversando com alguma garota?
— Não.
Oliver se aproximou, franzindo levemente o cenho.
— Que pena, já estava pensando que alguém havia roubado o seu coração.
— Isso não vai acontecer tão cedo, pai.
— Tem certeza? — insistiu Oliver. — Quero muito te ver feliz, como os seus irmãos estão.
— Eu sou feliz — Henri disparou, erguendo os ombros com confiança. — Muito feliz, para ser sincero.
— Acha que ficar com uma e com outra te faz feliz? — O pai arqueou a sobrancelha, cético.
— Ah, se faz — respondeu com um sorriso malicioso. — Tenho variedade no cardápio, não preciso dar explicações e nem ser controlado.
— É assim que você imagina os relacionamentos? — Oliver provocou.
— É o que vejo… — respondeu, dando de ombros.
— Isso não é verdade. Olhe para mim e para sua mãe. Ela não me controla.
— Não é? — Henri zombou, cruzando os braços. — Se minha mãe te pedir qualquer coisa, o senhor faz que nem um cachorrinho adestrado.
— Mas faço porque quero, não porque sou controlado.
— É isso que o senhor diz… — sorriu, provocador.
— Ah, filho, eu ainda quero viver muito para te ver pagando com a língua.
— Também quero que o senhor viva muito — respondeu Henri, com um sorriso —, mas não para isso, e sim porque quero tê-lo ao meu lado por muitos anos.
Embora tivesse gostado da resposta, Oliver não se deu por vencido e ia retrucar quando o telefone tocou.
— Só um minuto — pediu ao filho, afastando-se para atender. — Sim?
— Senhor, sou eu, Damião. Desculpe incomodá-lo, mas acabamos de chegar com a mudança e não temos a chave da casa.
— Nossa, Damião! Me desculpe, esqueci de deixar a chave com o Joaquim — explicou Oliver. — Espere um pouco que vou até aí agora mesmo levar a chave.
Nesse momento, a porta do carro se abriu e uma mulher, aparentemente da mesma idade de Damião, desceu, observando Henri com curiosidade. Em seguida, outra porta se abriu, revelando uma jovem de cabelos ruivos longos.
Ao vê-la, Henri não conseguiu disfarçar o olhar. Ela aparentava uns 18 anos, e o vestido longo justo desenhava as curvas perfeitas de seu corpo. Ele engoliu em seco, imaginando o que poderia estar por baixo daqueles panos.
— Senhor Henri, esta é minha esposa, Andreia — apresentou Damião, e a mulher estendeu a mão em cumprimento. — E esta, apontando para a jovem ruiva, é minha filha, Catarina.
A jovem se aproximou, tímida, e também cumprimentou Henri com um aperto de mão.
— Olá, senhor!
— O senhor Henri é filho do senhor Caetano, então ele também é nosso patrão — acrescentou Damião.
— É um prazer conhecê-los. Espero que se sintam em casa — disse Henri, sorrindo.
— Para nós é muito bom estar aqui — respondeu Andreia, com um largo sorriso —, além de termos um lar, meu marido terá um trabalho fixo. Isso vai nos ajudar demais.
Mais uma vez, Damião agradeceu:
— Desculpe pelo transtorno, senhor. Espero que tenha um bom dia. Agora vamos começar a tirar a mudança do caminhão.
— Espera! — Henri disse, notando a quantidade de móveis na carroceria. — O senhor vai carregar tudo isso sozinho?
— Minha esposa e minha filha vão me ajudar — explicou Damião.
— Eu posso ajudar também — Henri se ofereceu, dobrando a manga da camisa social.
— Que é isso, senhor, não queremos abusar nem o incomodar — respondeu Andreia, constrangida.
— Não é incômodo algum — disse Henri, desviando discretamente o olhar para Catarina, admirando mais uma vez o corpo da jovem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...