Além de ajudar a carregar a mudança, Henri também auxiliou Damião a montar alguns móveis, incluindo guarda-roupas e armários. Ele fazia tudo com atenção, enquanto Andreia cuidava da limpeza da casa e Catarina preparava o almoço.
Quando terminou, não pôde deixar de notar a expressão de gratidão no rosto de Damião.
— Muito obrigado, senhor Henri. Se não fosse o senhor, acho que passaria a semana inteira tentando terminar isso.
— Não há de quê. Foi um prazer ajudá-lo.
— Eu sei que o senhor tem muita coisa para fazer agora, mas, após tanto trabalho, não quer ficar para o almoço? — perguntou Damião.
— Eu não quero incomodar.
— Não é incômodo algum. Nossa comida é bem simples, nada de especial, mas minha filha Catarina cozinha muito bem.
— Bem, se for assim, aceito — respondeu Henri, sorrindo.
Ele foi até o banheiro, lavou as mãos e depois se sentou à mesa da cozinha, que já estava praticamente toda arrumada. Catarina se aproximou e serviu o prato para ele, meio sem jeito, receosa de que fosse simples demais, pois não sabia ao certo o que “os ricos” costumavam comer.
No prato havia arroz, feijão, macarrão, salada e carne bovina frita. Além da apresentação caprichada, o cheiro delicioso chamou imediatamente a atenção de Henri.
— Obrigado — disse ele, olhando nos olhos da jovem. Ela, tímida, baixou o olhar, consciente de que estava sendo observada. — Parece delicioso.
— É simples, mas tudo foi feito com higiene e capricho, senhor — respondeu Catarina, com a voz doce e quase angelical.
Sem perder tempo, Henri começou a comer. Ao dar a primeira garfada, sentiu que estava experimentando um verdadeiro manjar dos deuses: a comida estava surpreendentemente saborosa.
Percebendo que ele gostou, Catarina sorriu discretamente, satisfeita por ter acertado no preparo. Henri ficou tão impressionado que repetiu a dose e, em seguida, recebeu alguns pedaços de melancia como sobremesa.
— Estava tudo delicioso. O senhor tinha razão quando disse que sua filha cozinha bem.
— Minha Catarina tem dezenove anos e cozinha desde os sete. Aprendeu com a avó, que Deus a tenha — explicou Damião, orgulhoso.
Depois de uma breve conversa, Henri se despediu dos novos moradores e voltou para casa. Ao chegar, encontrou o pai e o irmão gêmeo sentados na varanda.
— Demorou — disse Oliver, com uma expressão preocupada.
— Estava ajudando o Damião com a mudança — explicou.
— Você? — Gael arqueou a sobrancelha, surpreso.
— Por que a surpresa? Acham que eu não faço esse tipo de coisa? — retrucou, fingindo estar ofendido.
— Não no fim de semana — brincou Gael, rindo.
— É época de Natal, não custa nada fazer gentilezas — explicou, acomodando-se na cadeira de balanço.
— E como é o tal Damião? — perguntou Oliver, curioso.
— Um homem enorme — respondeu Henri. — Aposto que tem mais de dois metros de altura.
— Alguém comentou isso comigo também — replicou Oliver, sorrindo. — E a família dele?
— A esposa é muito educada, deve ter mais ou menos a idade dele. E a filha… — parou por um instante, lembrando-se da jovem ruiva. — A filha tem dezenove anos e é uma ruivinha linda — completou, sorrindo de leve.
Oliver e Gael trocaram um olhar rápido, percebendo as segundas intenções do filho na descrição da jovem. Antes que precisassem comentar, Oliver se adiantou:
— Sei que você aprecia pessoas bonitas, filho, mas espero que se lembre das regras que te impus.
— Vou lá para dentro tomar um banho — disse Henri, se levantando. — Estou suado e cansado. Quero descansar um pouco, porque mais tarde tenho compromisso.
— Você vai para a capital? — Oliver perguntou, curioso.
— Sim, vou me encontrar com alguns amigos.
— Amigos? Sei… — Gael comentou, desconfiado.
— Sim, amigos — repetiu Henri, num tom mais sério. — E não precisam me esperar, pois não volto para casa hoje.
— Só espero que não tenha feito planos para o Natal. Sabe que a ceia será amanhã, não é? — O pai interferiu, sério.
— Sei, não se preocupe. Estarei na ceia — respondeu, sorrindo.
— Tudo bem, tome cuidado e se divirta.
— Valeu, pai.
Henri entrou na casa, foi direto para o quarto, tomou banho e dormiu um pouco. Quando o sol começou a se pôr, se arrumou e saiu discretamente pelos fundos, evitando a movimentação da sala, onde Saulo e sua família estavam visitando.
Dirigiu até a capital e foi direto ao bar combinado. Assim que chegou, viu Taís vestida com um vestido vermelho justo e curto que o deixou boquiaberto.
— Ai, que bom que você chegou! — disse ela, abraçando-o e pressionando os seios contra ele. — Achei que me deixaria na mão.
Henri sorriu, descaradamente, percebendo as intenções maliciosas no olhar dela.
— Fica tranquila, linda. Essa noite, ninguém vai terminar na mão — disse ele, mordendo os lábios com provocação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...