Havia uma pequena movimentação na casa de Aurora e Oliver. Alguns funcionários cuidavam da cozinha, preparando a ceia de Natal, enquanto o casal organizava os enfeites e os detalhes da mesa de jantar.
— Tudo precisa estar perfeito, ainda mais com todos reunidos — disse Aurora, analisando cuidadosamente a caixa de guardanapos bordados com o brasão da família.
— Vai ficar perfeito, meu amor — respondeu Oliver, sorrindo, enquanto colocava algumas velas ao redor do centro da mesa.
— Além disso, este não será um Natal comum. Um de nossos filhos está prestes a se casar e se tornar pai — comentou emocionada.
— Você tem razão — disse Oliver, concordando. — E que alegria será ter toda a família reunida para celebrar este momento.
— A Alice confirmou que virá? — indagou Aurora, olhando para ele com expectativa.
— Sim, ela e o marido estarão aqui em breve.
— Ótimo — disse, ansiosa. — E os meninos, onde estão agora?
— Noah está lá fora com Elisa, e o Gael e a Eloá estão no quarto conversando sobre os preparativos do casamento — explicou, tentando soar tranquilo.
— E o Henri? — perguntou, arqueando a sobrancelha, havia uma preocupação evidente em seu olhar.
— Ele ainda não chegou — respondeu, mantendo a voz calma.
— Como assim? Já são quase quatro da tarde! — exclamou, inquieta.
— Eu sei, mas ele disse que viria para a ceia, então não devemos nos preocupar — retrucou, tentando apaziguar a ansiedade da esposa.
— Como não me preocupar com aquele menino? — Aurora franziu o cenho, nervosa. — Amor, ele sai todo fim de semana com uma garota diferente. E se acabar se envolvendo com alguma que não presta?
— Ele é esperto, querida, não se preocupe tanto — Oliver tentou soar confiante, embora uma pontada de dúvida atravessasse sua voz.
— Pelo jeito que ele anda e fala, parece que nem pensa em sossegar tão cedo.
Observando a expressão tensa da esposa, Oliver suspirou. Ele sabia que ela não exagerava; Henri tinha um charme natural, que atraia as pessoas, especialmente as mulheres, e sua rebeldia muitas vezes colocava-os em estado de alerta.
— Querida, eu sei que ele é... digamos, encantador — disse, escolhendo cuidadosamente as palavras. — Mas sei que quando encontrar a pessoa certa, aposto que sossegará.
Aurora balançou a cabeça, ainda duvidosa.
— Pessoa certa? — perguntou, preocupada. — Será que essa pessoa existe?
— Claro que existe — disse, aproximando-se dela e segurando suas mãos. — E aposto que ela vai aparecer em breve.
O silêncio pairou por alguns segundos, interrompido apenas pelo som dos preparativos na cozinha e o tilintar de talheres sendo organizados. Aurora respirou fundo, tentando acalmar-se.
— Eu sei que ele é jovem e tem todo o direito de viver sua juventude, mas não consigo evitar o receio de que algo possa dar errado nessa trajetória — murmurou, quase para si mesma, com o coração apertado.
— Eu entendo. Mas olha, hoje é véspera de natal. Vamos aproveitar este momento juntos, com a família reunida. Não é o momento para ficarmos preocupados. Aposto que daqui a pouco ele aparece.
Aurora suspirou, permitindo-se sorrir um pouco.
— Você tem razão.
Ele olhou para a expressão cismada da mãe e não conseguiu segurar o riso.
— Calma, dona Aurora, se não sabe, ontem eu estava descarregando um caminhão de mudanças — explicou ainda rindo. — E, mesmo descansando, sinto que meu corpo ainda reclama de cada movimento que fiz.
— Descarregando um caminhão de mudança? — Aurora arqueou a sobrancelha descrente.
— Sim, querida, ontem ele auxiliou na mudança dos novos moradores da vila — disse Oliver, percebendo o olhar desconfiado da esposa.
— Eu não sabia disso — retrucou Aurora, com a voz baixa, sentindo que talvez estivesse pegando pesado demais no pé do filho.
— Pois é, mamãe… seu filhinho é um anjinho! Não devia pensar coisas más a meu respeito — Henri comentou, se aproximando dela com um sorriso travesso, envolvendo-a num abraço rápido, quase apertado.
Aurora deu um passo para trás, fingindo indignação.
— Anjinho? Com esse jeito travesso, você quer me convencer de quê, Henri? Que já cresceu ou que ainda quer testar todos os limites?
— Ah, mamãe, eu só estou aproveitando a minha juventude.
— Aproveitando? — ela zombou. — Filho, sabe que morro de medo de que me apareça com alguma surpresa.
— Mãe, você está mirando no filho errado — disse ele, piscando para ela. — Quem trouxe a verdadeira surpresa de Natal foi o Gael. Agora, o que você deveria mesmo fazer é ficar de olho no Noah! — disse, piscando, antes de se afastar dos pais e seguir pelo corredor em direção ao seu quarto.
— Oh, céus… o que faço com esse menino? — retrucou ela, balançando a cabeça enquanto o via desaparecer à distância.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...