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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 295

Enquanto isso, no quarto de Gael, Eloá estava deitada na cama dele, com o celular em mãos, mostrando as fotos de tudo o que comprou e escolheu para a cerimônia de casamento.

— Ainda nem acredito que tudo esteja resolvido — disse ela, com um sorriso largo e os olhos brilhando de emoção.

— Eu te disse que não precisava se preocupar tanto — respondeu ele. — Foi uma surpresa para todos, mas a sua família te ama. Nunca te abandonariam.

— Eu sei… — ela ponderou, lembrando de todas as noites de aflição que passou sozinha, segurando medos que pareciam maiores do que ela podia suportar. — Ainda bem que você apareceu no momento certo.

Deitado ao lado dela, Gael a envolveu com os braços, beijando sua barriga com carinho.

— Eu queria que isso tivesse acontecido há muito mais tempo — confessou, olhando para ela com intensidade.

Eloá sentiu a sinceridade na voz dele, e uma pontada de arrependimento misturada com saudade a atingiu. Ela pensou em quantas vezes deveria ter amado de primeira, olhado para ele com mais atenção, e desistido de Henri na primeira vez em que percebeu seu desinteresse.

— Sabe — ela começou, com a voz trêmula — às vezes a gente demora para perceber o que realmente importa. A vida nos dá caminhos tortuosos, mas agora que estamos aqui, percebo que tudo fez sentido.

— É verdade — concordou, acariciando seu rosto. — E sabe o que mais? Nos encontramos no momento certo. Isso faz toda a diferença.

Ela sorriu, com o coração aquecido pela intensidade daquele momento, e mudou de assunto, tentando aliviar a carga de introspecção.

— Ainda não acredito que o meu pai deixou eu vir até aqui, assim, só para ficarmos juntos…

— Ele deixou — respondeu Gael, com um meio sorriso, seguro e confiante. — Porque ele sabe que agora você é minha.

— Acho que nunca vou me acostumar quando você diz isso… — murmurou, mordendo o lábio inferior, encabulada, sentindo o coração acelerar.

— E não quero que se acostume — retrucou ele, aproximando-se lentamente, colando o corpo ao dela. — Porque amo ver essa sua carinha envergonhada, como se estivesse ouvindo algo proibido.

Quando a respiração dele bateu junto à sua pele, Eloá sentiu o corpo todo arrepiar, ainda mais quando sentiu os dedos dele passeando por sua pele delicada. Cada toque parecia mais intenso, e ela se encolheu levemente, sentindo-se vulnerável e, ao mesmo tempo, totalmente atraída.

— Gael… — ciciou, quase sem fôlego. — Você sabe o efeito que causa em mim?

— Sei sim — ele sussurrou rouco, em seu ouvido. — E adoro isso. Adoro ver você assim… completamente minha, sem saber como reagir.

Ele se inclinou, roçando os lábios nos dela de forma provocante, arrancando um pequeno suspiro contido. Ela fechou os olhos, sentindo o calor invadir cada espaço ao seu redor, e uma sensação de entrega tomou conta dela, misturada com timidez e desejo.

— Não começa… por favor — ela implorou, com a voz trêmula, consciente de que não conseguiria se controlar. — Estamos na casa dos seus pais.

— Relaxa, ninguém vai nos perturbar aqui. — Rapidamente, ele se levantou e caminhou até a porta. Com um movimento eficaz, trancou-a.

— Eu… — tentou falar, mas ele interrompeu, colocando uma mão em seu queixo e inclinando o rosto para encontrá-la.

— Shh… não precisa dizer nada.

Ele acariciou o braço dela, subindo lentamente até os ombros, deixando-a sem reação, encabulada e nervosa. Ela queria protestar, queria se afastar, mas cada gesto dele a prendia ali, como se fosse impossível resistir.

— Eu nunca… — começou, mas a frase morreu em sua garganta quando Gael segurou sua coxa com firmeza, aproximando o corpo ao dela de forma quase possessiva.

— Nunca o quê? — perguntou ele com um sorriso leve. — Nunca sentiu alguém te querer assim?

— O que deu em você para falar essas coisas? — gaguejou, desviando o olhar rapidamente, envergonhada.

Ele riu baixinho, sem esconder que estava amando cada reação dela.

— Se acostume, minha linda. — E deslizou as mãos pelas costas dela, deixando claro que agora ele ditava o ritmo. — Porque sou o seu homem!

O corpo dela tremeu e um calor inesperado subiu de forma avassaladora. Ela nunca havia estado tão exposta, tão vulnerável, e ainda assim se sentia estranhamente segura nos braços de Gael.

Sem perder tempo, ele arrancou o último pedaço de roupa que os separava, pronto para saciar cada centímetro da saudade que sentia dela.

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