Na varanda, Elisa aproveitava o clima tranquilo do feriado e se deitou ao lado do namorado na rede, apoiando a cabeça em seu peito. Entre risos e carícias, ela tirou algumas fotos dos dois e postou nas redes sociais, compartilhando a felicidade daquele instante.
— Quando nos casarmos, quero que a ceia de Natal seja em nossa casa — disse ela, enquanto olhava para o céu iluminado pelo fim de tarde.
— Como quiser, meu amor — respondeu ele, abraçando-a com mais força.
Por alguns minutos, ficaram em silêncio, deixando apenas o som da brisa e das folhas ao redor preencher o espaço entre eles.
— Como está o andamento da casa? — perguntou ela, quebrando o silêncio com interesse genuíno.
— Estão terminando a laje — ele respondeu, com um pequeno suspiro.
— Ainda? — murmurou, fazendo um bico, nitidamente frustrada.
— Amor, eu te disse que seria uma construção demorada — disse ele, sorrindo, tentando acalmar a ansiedade dela.
— Eu sei, mas é que… — ela começou, e então parou bruscamente, engolindo em seco.
— O que foi? — perguntou Noah, preocupado.
— Não é nada — respondeu, desviando o olhar, sentindo um aperto no peito.
— Pode falar, amor. Sabe que não deve esconder nada de mim — insistiu, com um tom mais atencioso.
Ela respirou fundo, encarando o horizonte antes de se decidir:
— É que, depois do que aconteceu com a Eloá e o Gael… — começou, hesitando — sinto que estamos perdendo muito tempo. Eles nem namoraram direito e já estão prestes a se casar e ter um bebê, enquanto a gente… a gente fez tudo certinho, e ainda estamos aqui, esperando o momento certo.
Noah ficou em silêncio por alguns segundos, deixando que as palavras dela caíssem entre eles. Ele passou a mão pelo cabelo dela, ajeitando alguns fios que caíam sobre o rosto, e a olhou nos olhos.
— Sei como você se sente — disse ele finalmente —, e não se engane, cada momento que passamos esperando valerá a pena. A nossa hora vai chegar, Elisa. E quando chegar, será perfeita.
Ela sorriu, um sorriso tímido. Encostou a cabeça ainda mais em seu peito, sentindo a segurança que ele transmitia.
— É difícil, às vezes — murmurou —, ver todo mundo avançando enquanto a gente continua aqui, mas… você me faz acreditar que tudo tem seu tempo.
— Sempre vai ser assim — respondeu Noah, beijando a testa dela. — E enquanto isso, podemos aproveitar cada instante que temos juntos.
Elisa suspirou, fechando os olhos por um momento, deixando o corpo relaxar completamente na presença dele.
— Você tem razão. Talvez eu precise apenas aprender a aproveitar o presente em vez de me preocupar com o que ainda não chegou.
— Isso mesmo — disse ele, apertando-a levemente. — E olha só, enquanto a casa não fica pronta, nós temos todo o tempo do mundo para sonhar e planejar cada detalhe do nosso futuro.
Ela abriu os olhos e sorriu, sentindo finalmente a leveza no peito.
— É, e talvez eu precise parar de me comparar com os outros. Eles têm a história deles, nós temos a nossa.
— Exatamente. E a nossa vai ser ainda melhor, porque está sendo construída no nosso tempo, do nosso jeito.
— Não acredito que estou ouvindo isso da minha própria irmã… — disse em voz baixa, cobrindo o rosto com as mãos, enquanto tentava afastar as imagens que sua mente insistia em formar.
Ao se recompor, respirou fundo e lembrou a si mesma que precisava apenas se concentrar na sobremesa e no passeio à vila, mas a cena mental não saía da sua cabeça.
— Elisa, está tudo bem? — A voz de Henri a fez quase pular de susto. O som da porta se abrindo aumentou a surpresa.
Ela virou o rosto, tentando disfarçar, e deu de cara com ele parado na entrada do quarto.
— Oi… — disse, sem jeito. — Está sim — respondeu, tentando controlar o rubor que subia às bochechas.
— Está procurando o Noah? — perguntou ele, arqueando uma sobrancelha.
— Ah, não. Na verdade, estamos indo para a vila agora mesmo. Eu só queria saber se alguém quer ir conosco.
— Posso ir se quiserem. Estou meio entediado… — disse, fechando a porta do quarto atrás de si. — E tenho a leve impressão de que estou ouvindo algumas coisas por aqui — completou sorrindo, deixando claro que falava sobre o que ela havia ouvido antes.
Incrédula, Elisa arregalou os olhos mais uma vez. Não acreditava na naturalidade com que ele tratava o assunto, como se nada fosse constrangedor ou proibido.
— Você… — começou, sem conseguir completar a frase, mordendo o lábio inferior.
— Relaxa — ele interrompeu, sorrindo, caminhando em direção a ela. — Eles só estão se divertindo, né? Não venha me dizer que você e o Noah nunca se pegaram por aí também.
Elisa corou profundamente, desviando o olhar, sentindo-se totalmente sem jeito. Naquele momento, percebeu que era a única ali que ainda não sabia direito como aquilo funcionava.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...