Não dava para mensurar a alegria que irradiava a casa da família Caetano. A casa decorada, a árvore-de-natal no centro iluminada e a música ambiente demonstravam o quão festivo aquele lugar estava.
Na sala, Aurora, já toda arrumada, começava a receber os primeiros convidados. Alice e Caio foram os primeiros a chegar, cheios de presentes.
— Trouxe presentes para a Helena e para a Amelie — disse Alice animada. — Não vejo a hora de me encontrar com a Eloá e ver como ela está com o barrigão.
— Ela está linda, isso ninguém pode negar — disse Oliver, elogiando a nova nora, enquanto ajudava a acomodar os embrulhos sobre a mesa de centro.
A conversa inicial girava em torno de lembranças de Natais passados, pequenas travessuras de infância e piadas internas da família. O ambiente era leve. Aurora, observando a irmã e o cunhado interagirem, sentiu um aperto no peito de felicidade. Era o tipo de momento que ela sempre imaginara: a família reunida, cada um participando de maneira genuína, sem pressa, sem preocupações externas.
Pouco depois, Saulo chegou acompanhado da esposa e dos gêmeos nos braços, seguido das filhas.
— Demoramos um pouco, mas chegamos! — disse ele, sorrindo, enquanto atravessava a porta. — Estávamos prestes a entrar no carro quando um pequeno contratempo aconteceu: Erick, sempre imprevisível, decidiu fazer uma “surpresinha” na fralda.
Saulo soltou uma risada nervosa, enquanto a esposa suspirava, já acostumada com as aventuras diárias dos pequenos.
George Taylor e Cora também fizeram parte da comemoração, chegando em seguida. Só Joaquim e Lúcia que não estavam, pois haviam viajado para a casa de alguns parentes numa cidade distante.
A ceia foi iniciada com uma oração, conduzida por Noah, agradecendo pela união da família, pela saúde de todos e pelo amor que os cercava. Em seguida, os pratos começaram a ser servidos, e a conversa fluiu naturalmente.
Todos na mesa estavam acomodados ao lado de seus parceiros, bem… todos, exceto Henri, que comia sem qualquer preocupação, desfrutando da ceia como se o mundo fosse apenas aquele momento.
A cena, claro, não passou despercebida por sua mãe, que observava com atenção.
— Só falta o Henri arrumar uma namorada para que todos aqui estejam em casal — comentou ela, quase rindo do próprio comentário.
Henri arqueou a sobrancelha e esboçou um sorriso, decidido a levar a provocação na esportiva, sem transformar o momento familiar em um mar de cobranças.
— Não sou o único solteiro aqui — retrucou, mantendo a tranquilidade.
— Como assim? Eu estou com a sua mãe, o Noah com a Elisa, o Gael com a Eloá, a Alice com o Caio, o George com a Cora e a Denise com o Saulo. Quem mais aqui está solteiro? — Oliver perguntou, curioso.
— Os gêmeos! — brincou ele, apontando para os bebês acomodados nos bebê-confortos ao lado da mesa.
Naquele instante, uma onda de risadas explodiu pela sala.
Henri aproveitou para se servir de mais um pedaço de peru, enquanto sua mãe balançava a cabeça, divertida, imaginando como aquele filho sempre conseguia transformar qualquer cobrança em brincadeira.
— Olha só, meu filho… — disse ela, ainda rindo — Um dia você vai ter que nos apresentar alguém de verdade, hein!
— Sei que você e o papai sonham em ficar com a casa só para vocês dois, mas vou me certificar de não sair tão cedo — disse ele, piscando com o ar de quem sabia que estava aprontando.
O resto da família continuou a comer, conversar e rir. Depois da ceia, todos foram para a sala, se sentarem e conversarem mais ainda.
— Quando começaremos a troca de presentes? — perguntou Elisa, ansiosa.
— Com certeza — concordou Denise, sorrindo. — E a festividade não vai parar por aqui! Daqui a dois dias teremos o casamento da Eloá.
O rosto de Saulo se fechou por um instante, apenas alguns milésimos de segundo, antes de relaxar e concordar:
— Sim… esse será o fim de ano mais agitado de todos.
— Quando se casar, onde vai ficar até viajar? — perguntou Elisa, curiosa, virando-se para a irmã.
— Na casa de praia — respondeu Eloá. — A Aurora e o Oliver disseram que podemos ficar lá até o dia de voltarmos para Nova Iorque.
— Nada disso! — interrompeu Saulo, encarando a filha pelo retrovisor. — Você não vai passar seus dias aqui no Brasil longe de nós.
— Mas, amor… ela estará casada — protestou Denise, tentando amenizar.
— E o que tem? — rebateu ele, firme.
— E como quer que aconteça? Ela lá na casa dela e o Gael na casa dos pais dele? — Denise zombou.
— Bem… até que não seria uma má ideia — ele respondeu, quase se convencendo. — Mas sei que isso não será possível. Então, mesmo com meu orgulho à flor da pele, vou deixar que ela e o Gael fiquem lá em casa… até o dia da viagem.
— Isso não vai dar certo — murmurou Denise, já prevendo o ciúme do marido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...