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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 298

Não dava para mensurar a alegria que irradiava a casa da família Caetano. A casa decorada, a árvore-de-natal no centro iluminada e a música ambiente demonstravam o quão festivo aquele lugar estava.

Na sala, Aurora, já toda arrumada, começava a receber os primeiros convidados. Alice e Caio foram os primeiros a chegar, cheios de presentes.

— Trouxe presentes para a Helena e para a Amelie — disse Alice animada. — Não vejo a hora de me encontrar com a Eloá e ver como ela está com o barrigão.

— Ela está linda, isso ninguém pode negar — disse Oliver, elogiando a nova nora, enquanto ajudava a acomodar os embrulhos sobre a mesa de centro.

A conversa inicial girava em torno de lembranças de Natais passados, pequenas travessuras de infância e piadas internas da família. O ambiente era leve. Aurora, observando a irmã e o cunhado interagirem, sentiu um aperto no peito de felicidade. Era o tipo de momento que ela sempre imaginara: a família reunida, cada um participando de maneira genuína, sem pressa, sem preocupações externas.

Pouco depois, Saulo chegou acompanhado da esposa e dos gêmeos nos braços, seguido das filhas.

— Demoramos um pouco, mas chegamos! — disse ele, sorrindo, enquanto atravessava a porta. — Estávamos prestes a entrar no carro quando um pequeno contratempo aconteceu: Erick, sempre imprevisível, decidiu fazer uma “surpresinha” na fralda.

Saulo soltou uma risada nervosa, enquanto a esposa suspirava, já acostumada com as aventuras diárias dos pequenos.

George Taylor e Cora também fizeram parte da comemoração, chegando em seguida. Só Joaquim e Lúcia que não estavam, pois haviam viajado para a casa de alguns parentes numa cidade distante.

A ceia foi iniciada com uma oração, conduzida por Noah, agradecendo pela união da família, pela saúde de todos e pelo amor que os cercava. Em seguida, os pratos começaram a ser servidos, e a conversa fluiu naturalmente.

Todos na mesa estavam acomodados ao lado de seus parceiros, bem… todos, exceto Henri, que comia sem qualquer preocupação, desfrutando da ceia como se o mundo fosse apenas aquele momento.

A cena, claro, não passou despercebida por sua mãe, que observava com atenção.

— Só falta o Henri arrumar uma namorada para que todos aqui estejam em casal — comentou ela, quase rindo do próprio comentário.

Henri arqueou a sobrancelha e esboçou um sorriso, decidido a levar a provocação na esportiva, sem transformar o momento familiar em um mar de cobranças.

— Não sou o único solteiro aqui — retrucou, mantendo a tranquilidade.

— Como assim? Eu estou com a sua mãe, o Noah com a Elisa, o Gael com a Eloá, a Alice com o Caio, o George com a Cora e a Denise com o Saulo. Quem mais aqui está solteiro? — Oliver perguntou, curioso.

— Os gêmeos! — brincou ele, apontando para os bebês acomodados nos bebê-confortos ao lado da mesa.

Naquele instante, uma onda de risadas explodiu pela sala.

Henri aproveitou para se servir de mais um pedaço de peru, enquanto sua mãe balançava a cabeça, divertida, imaginando como aquele filho sempre conseguia transformar qualquer cobrança em brincadeira.

— Olha só, meu filho… — disse ela, ainda rindo — Um dia você vai ter que nos apresentar alguém de verdade, hein!

— Sei que você e o papai sonham em ficar com a casa só para vocês dois, mas vou me certificar de não sair tão cedo — disse ele, piscando com o ar de quem sabia que estava aprontando.

O resto da família continuou a comer, conversar e rir. Depois da ceia, todos foram para a sala, se sentarem e conversarem mais ainda.

— Quando começaremos a troca de presentes? — perguntou Elisa, ansiosa.

— Com certeza — concordou Denise, sorrindo. — E a festividade não vai parar por aqui! Daqui a dois dias teremos o casamento da Eloá.

O rosto de Saulo se fechou por um instante, apenas alguns milésimos de segundo, antes de relaxar e concordar:

— Sim… esse será o fim de ano mais agitado de todos.

— Quando se casar, onde vai ficar até viajar? — perguntou Elisa, curiosa, virando-se para a irmã.

— Na casa de praia — respondeu Eloá. — A Aurora e o Oliver disseram que podemos ficar lá até o dia de voltarmos para Nova Iorque.

— Nada disso! — interrompeu Saulo, encarando a filha pelo retrovisor. — Você não vai passar seus dias aqui no Brasil longe de nós.

— Mas, amor… ela estará casada — protestou Denise, tentando amenizar.

— E o que tem? — rebateu ele, firme.

— E como quer que aconteça? Ela lá na casa dela e o Gael na casa dos pais dele? — Denise zombou.

— Bem… até que não seria uma má ideia — ele respondeu, quase se convencendo. — Mas sei que isso não será possível. Então, mesmo com meu orgulho à flor da pele, vou deixar que ela e o Gael fiquem lá em casa… até o dia da viagem.

— Isso não vai dar certo — murmurou Denise, já prevendo o ciúme do marido.

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