— Não acredito que vai começar com isso num dia tão especial! — Elisa protestou, cruzando os braços.
— Começar com o quê? — ele perguntou, fingindo-se desentendido, arqueando a sobrancelha.
— Não se faça de bobo, ou vou chamar a mamãe e contar que o senhor já está começando com as suas bobagens para cima de mim! — respondeu ela, rindo, já caminhando em direção à porta.
— Não precisa apelar para tanto, Elisa… — ele murmurou, com um meio sorriso — há conversas que podem muito bem ficar entre nós.
— Não quando o meu futuro está em jogo! — rebateu ela, dando uma última olhada ameaçadora antes de bater os pés no chão. — Mãe! — gritou pelo corredor.
— Ah, que pestinha… — resmungou Saulo, enquanto Eloá ria alto, se divertindo com a cena.
Não demorou muito para Denise aparecer no corredor com uma expressão confusa.
— O que houve? — perguntou, olhando de Elisa para Saulo.
— O papai está querendo estragar o dia do casamento da minha irmã com assuntos que não têm nada a ver! — respondeu séria.
— Saulo! — Denise protestou, erguendo uma das sobrancelhas, sua expressão estava ameaçadora o suficiente para fazê-lo parar.
— Não é nada, morena… — disse ele, caminhando até a esposa, tentando admirar sua beleza e, ao mesmo tempo, desviar a atenção das filhas — isso é apenas coisa da cabeça dela.
Ainda rindo, Eloá aproveitou para cutucar a irmã.
— Boa sorte, maninha.
— Obrigada, sei que vou precisar.
Percebendo estar perdendo a guerra, Saulo ergueu as mãos em rendição.
— Está bem, está bem… mas que fique registrado: eu só estava tentando manter uma de nossas filhas mais tempo nesta casa. Depois, não me venha com choro dizendo que sente que a casa está vazia demais.
— Vamos deixar esse assunto para outro dia, tudo bem? — disse Denise, respirando fundo. — Os convidados já estão lá fora e o juiz só está esperando a nossa filha para começar a cerimônia.
— Eu já estou pronta! — Eloá respondeu, aproximando-se da mãe, com o vestido impecável e a barriga realçando sua beleza maternal.
Com os olhos marejados, Denise deu mais um passo para frente, observando cada detalhe da filha vestida de noiva. Não conseguiu conter a emoção, sentindo o coração quase explodir de orgulho.
— Você está tão linda, minha menina… — murmurou, tentando conter a voz embargada.
— Obrigada, mamãe — respondeu Eloá, sorrindo.
— Do fundo do meu coração, torço para que você seja muito feliz. — Denise a abraçou, demorando-se nesse último gesto antes de soltar a filha para o grande momento.
[…]
Alguns minutos depois, Eloá caminhava pelo jardim ao lado do pai. Cada passo parecia acelerar seu coração, e ao avistar Gael ao lado do pequeno altar improvisado, seu mundo pareceu parar. Ele estava impecável, a expressão emocionada e, por um instante, as lágrimas surgiram silenciosas em seus olhos, incapaz de conter a onda de sentimentos que a situação despertava.
O juiz de paz, um homem de sorriso fácil e jeito descontraído, conduziu a cerimônia levemente, mas sem perder a solenidade que o momento exigia. Ele ressaltou a importância do casamento, falando sobre cumplicidade, respeito e o compromisso de uma vida inteira juntos, enquanto os convidados observavam, emocionados.
Enquanto eles ainda se perdiam no beijo, um som seco chamou a atenção.
— Ahem… ahem… — uma tosse interrompeu o momento.
Eles se afastaram rapidamente, ainda ofegantes, e viram Saulo parado na porta entreaberta, com os braços cruzados e um olhar estreito.
— Ah… bom… — ele começou, limpando a garganta. — Só queria… avisar que a ceia acabou e que os convidados já estão se preparando para ir embora.
Eloá corou instantaneamente, escondendo o rosto no peito de Gael, enquanto ele tentava disfarçar um sorriso sem jeito.
— Obrigado por nos avisar, sogro! — Gael agradeceu com um sorriso educado. — Nós também estamos de saída.
— Saída? Como assim? — ele retrucou, com o olhar confuso.
Soltando uma risada nervosa, Gael tentou aliviar a tensão, enquanto Eloá ainda se encolhia, segurando a mão dele com força.
— Reservei um hotel especial para nós dois esta noite. — Ele disse, com um leve sorriso.
— Mas preparei o quarto com tanto carinho para vocês… — Saulo respondeu, tentando convencer o casal.
— Sabemos, e agradecemos de coração por todo o cuidado — Gael interveio, segurando a mão da esposa. — Quando voltarmos, ficaremos muito confortáveis aqui. Mas esta é a nossa noite de núpcias e queremos aproveitá-la da melhor forma.
— Da melhor forma… — murmurou, meio contrariado. — Tudo bem, acho que não tenho muito o que fazer agora — suspirou, percebendo que, finalmente, sua filha havia amadurecido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...