Então, o último dia do ano havia chegado, e com ele, a vila se transformava em um verdadeiro espetáculo. Um grande palco estava montado na praça principal para um show que duraria a noite toda. As ruas continuavam iluminadas, enquanto visitantes e moradores caminhavam de um lado para o outro, cumprimentando amigos e parentes e aproveitando o último dia do ano.
— Vamos para a vila assistir à queima de fogos? — perguntou Gael, acompanhado da esposa, enquanto se dirigia ao casal Noah e Elisa, que estavam sentados na sala.
— Vamos sim! — Elisa se levantou animada do sofá, quase esbarrando na mesinha de centro.
— Que tal chamarmos o Henri também? — sugeriu Noah, já de olhos brilhando com a perspectiva de reunir toda a família.
— Ótima ideia! — respondeu Gael, dando um tapinha nas costas do irmão. — Quanto mais gente, melhor!
— Será que ele não vai se incomodar de estar sozinho no meio de casais? — Elisa perguntou, franzindo levemente a testa.
— O Henri nunca ligou para essas coisas — respondeu Noah, já pegando o celular. — Ele vai adorar a bagunça.
Poucos minutos depois, Henri apareceu em frente à casa dos Taylor.
— Finalmente! — exclamou Noah, abrindo a porta do carro. — Estávamos começando a achar que veríamos a queima de fogos daqui.
— Vocês resolvem tudo de última hora e querem que eu faça as coisas às pressas — respondeu Henri, com o sorriso típico no canto da boca. — Vamos logo.
Como a vila estava lotada, eles decidiram ir apenas com um carro, o que facilitou bastante na hora de estacionar. O clima dentro do carro era animado, cheio de risadas, pequenas provocações e conversas paralelas.
— Não quero me gabar, mas a melhor vista para os fogos será dali — disse Noah, apontando com o dedo para a colina onde ele e Elisa estavam construindo a casa deles.
— Nem me fale, espero que no ano que vem já possamos passar lá — Elisa respondeu animada.
— Acredito que dará certo, meu amor — Noah respondeu, apertando-a contra o corpo. — Mas, por enquanto, vamos aproveitar para assistir da rua do correio, acredito que será o melhor lugar.
Ao chegarem à vila, o grupo desceu do carro e se juntou a um círculo de pessoas que já estavam ali. Crianças corriam de um lado para o outro, tentando se distrair para não dormir antes da queima de fogos.
Enquanto ouvia as conversas ao redor, Henri, sem querer, desviou o olhar para a casa de Damião e o viu sentado à porta com a esposa. A ausência de Catarina gerou um dilema em sua mente: estaria ela dormindo ou teria saído para assistir à queima de fogos?
Seus olhos percorreram silenciosamente a pequena multidão que se agitava por ali. E, de repente, em um ponto mais distante, sob a sombra de uma árvore, avistou: uma moça de cabelos ruivos, vestida de branco, sozinha.
Era ela.
Sem perceber, um arrepio percorreu seu corpo e uma pontada de expectativa o tomou, despertando uma vontade quase irresistível de se aproximar.
— Está nos escutando? — Noah chamou, quebrando seu devaneio.
— O quê? — Henri respondeu, voltando à realidade.
— Perguntei se quer tomar alguma coisa — repetiu Noah, com paciência.
— Ah… não, obrigado — disse, desviando o olhar.
— Você parece distraído — observou o irmão, arqueando a sobrancelha.
— Não é nada… estou apenas entediado — mentiu, sentindo o coração acelerar. — Acho que vou dar uma volta por aí.
— Mal posso esperar para ver como são as coisas no dia a dia, após os festejos — disse ela, deixando escapar um pequeno sorriso.
— Continua sendo um lugar agradável, você vai ver.
O silêncio caiu entre eles, interrompido apenas pelo barulho distante de conversas distantes. Henri observava cada gesto dela: o jeito como ela mexia nos cabelos, a forma como respirava profundamente, tentando se concentrar na paisagem.
— Os fogos vão começar a qualquer momento — disse ele, olhando para as horas na tela do celular.
— Eu sei — respondeu Catarina, sem se virar. — Este foi um ano bem difícil para a minha família… Tenho certeza de que ver os fogos vai nos trazer um pouco de esperança — comentou, mas logo seu rosto corou, percebendo que talvez tivesse falado demais. Então, apressadamente, completou, com um sorriso tímido: — Estou tão empolgada para isso.
Henri se inclinou levemente, sem tirar os olhos dela.
— Eu também.
Ela hesitou, apenas um instante, antes de acenar levemente com a cabeça, sem o encarar.
De repente, o céu se iluminou com fogos coloridos, explodindo em formas e cores que refletiam nos olhos de todos. Catarina não conseguiu se conter e deu um pulinho gracioso de alegria. Quando percebeu o que havia feito, corou instantaneamente e, com um sorriso tímido, murmurou apenas:
— É... tão lindo.
Seus olhos brilhavam com a luz dos fogos, e Henri não pôde deixar de admirá-la. Havia algo naquele jeitinho doce, naquela inocência espontânea, que o deixava completamente fascinado.
— Sim, é muito lindo — concordou, com a voz baixa, quase em reverência ao momento… e a ela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...