Entrar Via

Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 302

Os dias se passaram, e a chegada do novo ano trouxe a sensação de que tudo estava prestes a mudar. Gael e Eloá estavam mais uma vez arrumando as malas para voltarem aos Estados Unidos. Elisa aproveitava as férias da faculdade, dividindo o tempo entre auxiliar os pais a cuidar dos irmãos e pesquisar materiais e móveis para o acabamento e decoração da casa. Noah retornara ao escritório de engenharia do pai, mergulhado nos projetos e compromissos.

E Henri… bem, Henri continuava levando sua vida de forma promíscua, mas não deixava de ser responsável em casa, nem de demonstrar competência nos negócios da família.

Ele estava no quarto, concentrado em alguns papéis importantes, quando uma batida na porta interrompeu sua leitura.

— Pode entrar — disse, sem levantar os olhos.

A porta se abriu e seu pai entrou, impecável, em um terno executivo, revelando que as festividades de fim de ano já haviam ficado para trás e que o trabalho o chamava novamente.

— Te atrapalhei? — perguntou Oliver, sentando-se na beirada da cama do filho.

— Não, estava apenas lendo. O que houve? — Henri respondeu, fechando os papéis com cuidado.

— Eu estava pensando… — começou Oliver, apoiando os cotovelos nos joelhos. — Agora que o Gael vai ficar alguns anos distante de casa, vou precisar que me ajude com algumas coisas a mais.

Sabendo exatamente para onde a conversa estava indo, Henri franziu levemente a testa.

— Eu sei, pai. Estou ciente. — Ele suspirou, sem perder a naturalidade. — No que precisa de mim?

— Preciso que me ajude na administração — confessou. — Para ser mais específico, quero que cuide do setor de contratos e admissões, que faz parte do RH. Ele é responsável por contratar as pessoas certas, organizar toda a documentação, garantir que os processos legais sejam cumpridos e cuidar do bem-estar da equipe. É um departamento mais importante do que parece, e quero que tudo funcione da melhor forma possível.

Consciente da importância do que o pai dizia, Henri assentiu. Apesar de levar uma vida descomplicada, sabia que a responsabilidade familiar não podia ser ignorada, principalmente agora, com um irmão a menos.

— Tudo bem, pai — disse, levantando-se e indo até a janela, observando a vista. — Quando quer que eu comece?

— Para ser bem sincero — Oliver sorriu, um pouco nervoso —, preciso que faça isso o mais rápido possível.

— Posso fazer, sim — confessou. — Hoje à tarde já posso começar, se quiser.

Satisfeito com a resposta, Oliver se levantou e sorriu, sentindo confiança no filho.

— Sei que não me decepcionaria. Você é competente demais… e um orgulho para mim.

— Valeu, pai — respondeu Henri, com um sorriso sincero.

— Pedi que redecorassem o escritório principal e trocassem todos os móveis, então o lugar está novo. Se não gostar de algo, pode solicitar que ajustem — explicou Oliver, se aproximando do filho.

— Sabe que não ligo para essas coisas, não sabe? — Henri comentou.

— Sim, eu sei — Oliver respondeu, com um leve sorriso —, mas você é meu filho, um dos herdeiros de tudo isso. Precisa trabalhar num lugar que esteja à sua altura.

— Entendo — murmurou, acenando com a cabeça.

— Bom — continuou Oliver, estendendo a mão para o filho —, então hoje à tarde você começa com as entrevistas. Observe não só a competência delas, mas também como se encaixam na equipe. Um bom RH não é feito apenas de processos, mas de pessoas certas no lugar certo.

Sentindo a mistura de empolgação e nervosismo crescer dentro dele, Henri sorriu. Finalmente, estaria assumindo responsabilidades concretas, e a ideia de organizar tudo e escolher quem o auxiliaria parecia, de certo modo, emocionante.

— Vou fazer isso direito — disse ele, com convicção, apertando a mão do pai. — Não quero decepcionar você.

Oliver assentiu, satisfeito com a resposta.

— Sei que não vai, filho. Você tem talento para isso… e, mais do que isso, tem cabeça para lidar com tudo o que virá.

Após a saída do pai, Henri não conseguiu conter a empolgação e decidiu sair de casa em direção à vila, mais precisamente ao seu novo escritório. Ao chegar, caminhou direto até o local que agora seria seu, e imediatamente percebeu que, como o pai havia dito, tudo havia sido redecorado elegantemente, refletindo exatamente seu estilo.

— Isso vai ser maravilhoso — pensou, acomodando-se em sua poltrona e deixando-se envolver pelo ambiente.

Enquanto explorava o escritório com o olhar, imaginando como seria trabalhar ali, uma leve batida na porta chamou sua atenção. Estranhou, já que o local estava vazio naquele horário, mas se levantou e se dirigiu até a porta. Ao abri-la, deu de cara com a ruivinha que vinha dominando seus pensamentos há dias.

— B-bom dia, senhor — disse Catarina, visivelmente nervosa.

— Com certeza é um bom dia, Catarina — ele respondeu, com um sorrisinho malicioso, deixando escapar o quanto estava encantado com sua presença.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda