Ao perceber o sorriso dele, Catarina ficou levemente sem jeito; suas bochechas coraram e ela se encolheu, dominada pela timidez.
Henri a observou por alguns segundos, ainda sorrindo com aquela timidez adorável que ela tentava disfarçar.
— O que você está fazendo aqui? — perguntou finalmente, apoiando-se no batente da porta, curioso.
— Vim entregar um currículo — respondeu ela, baixando o olhar, quase corando. — Vi a porta aberta e... entrei, mas não sabia que não haveria outras pessoas aqui.
— Não se preocupe — disse ele, mantendo o tom calmo e convidativo —, você veio ao lugar certo, no entanto, as pessoas só voltarão amanhã.
— Entendi — respondeu ela, com um pequeno suspiro, tentando controlar o constrangimento. — Então voltarei aqui amanhã… me desculpe por atrapalhá-lo, senhor.
Henri se apressou a interrompê-la, sem querer que ela fosse embora.
— Não, não — disse, rápido. — Entre, por favor.
Ela hesitou por um instante, observando o gesto e o sorrisinho que acompanhava suas palavras, antes de entrar finalmente.
— Pode se sentar — disse, apontando para a cadeira que ficava à frente de sua mesa.
Ela assentiu com a cabeça, caminhando devagar até a cadeira e se acomodando, ainda segurando o currículo entre as mãos como se fosse um escudo.
Henri caminhou até uma das estantes do escritório, pegou o controle do ar-condicionado e ligou o aparelho, criando um ambiente agradável. Enquanto isso, observava-a discretamente, admirando a maneira como ela se movia, tímida, mas firme na postura.
— Então… você está se candidatando para que setor? — ele começou, cruzando os braços e apoiando-se na mesa.
— Bem, estou me candidatando para serviços gerais — respondeu ela, com a voz um pouco hesitante.
Henri franziu o cenho, surpreso. Esperava que, por ser jovem, ela tivesse algum curso ou estudo que a fizesse almejar uma vaga mais específica.
— Serviços gerais? — repetiu, arqueando uma sobrancelha.
— Sim — confirmou ela, desviando o olhar. — Ouvi dizer que sempre estão contratando pessoas para a limpeza dos galpões, então pensei em tentar algo assim.
Henri estendeu a mão e solicitou:
— Me deixa dar uma olhada no seu currículo.
Catarina entregou o papel, ainda um pouco nervosa, e ele se sentou na sua poltrona, abrindo o currículo com atenção. Conforme lia, seu cenho se franziu levemente, surpreso com algumas informações. Ela tinha conhecimento de informática, algo que poderia facilitar bastante qualquer função administrativa. Notou também que havia iniciado uma faculdade de Administração, interrompida apenas no segundo ano.
Além disso, Catarina possuía alguns cursos profissionalizantes, que mostravam iniciativa e dedicação fora do ambiente acadêmico. Tudo aquilo tornava seu currículo consideravelmente mais interessante do que ele esperava.
Se inclinando levemente para frente, ele a olhou diretamente nos olhos:
— Mais do que chance… eu diria que você tem potencial para ir muito além disso, se quiser.
O coração de Catarina acelerou, mas ela tentou manter a compostura, assentindo com a cabeça. Ela sabia que aquela não era uma conversa comum, que ele estava avaliando não só seu currículo, mas sua postura, sua personalidade.
— E para provar que confio em seu potencial… vou te dar a oportunidade de começar amanhã — anunciou ele, mudando de assunto de forma prática.
— Amanhã? — repetiu Catarina, surpresa e animada ao mesmo tempo. — E o que farei? — perguntou, confusa.
— Vai trabalhar comigo, sendo minha assistente.
— Sua assistente? — seus olhos se arregalaram, numa mistura de incredulidade e expectativa estampada no rosto. — Mas… senhor…
— Pode me chamar de Henri — disse ele com um sorriso leve, ainda inclinado para frente. — Se vamos trabalhar juntos, é bom deixarmos algumas formalidades de lado.
Catarina engoliu em seco, sentindo o calor subir às bochechas, e assentiu com a cabeça, ainda sem conseguir desviar completamente o olhar dele. A empolgação e a ansiedade se misturavam em seu peito, tornando difícil pensar em outra coisa além daquele convite inesperado.
Henri recostou-se lentamente na cadeira, cruzando os braços sobre o peito, enquanto seus olhos não desgrudavam dela. Cada gesto dela, cada reação tímida e espontânea, parecia despertar algo dentro dele. Observava o leve sorriso nervoso, o brilho curioso nos olhos, e não pôde evitar sentir uma pontada de malícia ao imaginar a dinâmica que teriam nos próximos dias. A perspectiva de tê-la por perto no escritório começava a preencher sua mente com ideias que ele mesmo sabia serem provocativas, mas que não poderia negar serem atraentes.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...