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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 304

Catarina respirou fundo, tentando controlar o nervosismo, e se levantou. Com um gesto hesitante, estendeu a mão para ele, consciente de que precisava demonstrar gratidão pela oportunidade.

— Muito obrigada, senhor… — disse, com a voz levemente trêmula. — Prometo que me dedicarei para não decepcioná-lo.

— Já disse que pode me chamar de Henri — repetiu ele, com um leve sorriso, se levantando também e segurando a mão dela com firmeza, mas delicadamente.

Catarina mordeu o lábio, desviando o olhar por um instante.

— Não sei se será fácil te chamar assim — confessou, meio envergonhada, deixando os olhos encontrarem os dele por um instante antes de olhar para baixo.

Divertido com a timidez dela, Henri soltou um leve riso.

— Não se preocupe — disse, mantendo a mão dela na sua por mais alguns segundos. — Logo vai se acostumar.

O calor que sentiu ao tocar a mão dela não passou despercebido, mas ele se manteve calmo, deixando que o gesto simples carregasse toda a intensidade silenciosa do momento. Catarina, por sua vez, sentiu uma mistura de ansiedade e excitação, o coração acelerado, sem conseguir evitar um sorriso tímido enquanto soltava a mão dele lentamente.

— Então, amanhã, nos encontramos aqui cedo — continuou Henri. — Quero que esteja pronta para começar.

— Sim — respondeu ela, firme, tentando esconder o tremor na voz. — Estarei aqui.

Henri sentou-se na cadeira novamente, observando o rosto dela. Havia algo naquele sorriso, naquela expectativa nos olhos dela, que o deixava curioso e animado ao mesmo tempo. A mente dele começou a se encher de pequenas ideias, de provocações sutis e situações que poderiam surgir durante os dias de trabalho juntos.

— Ótimo — disse ele, soltando um leve suspiro. — Então, por hoje, aproveite para descansar. Amanhã será um dia longo.

Catarina assentiu, ainda um pouco tímida, e começou a se dirigir à porta. Antes de sair, virou-se rapidamente para ele, com um pequeno sorriso de gratidão.

— Obrigada novamente, Henri.

— Não precisa agradecer — respondeu ele, fixando os olhos nela por um instante mais longo do que o normal. — Só faça o seu melhor.

Enquanto ela saía, ele voltou a se recostar na cadeira, deixando escapar um pequeno sorriso, imaginando como seria tê-la ali, todos os dias, participando de sua rotina no escritório. A expectativa e a timidez dela eram como combustível para sua própria curiosidade.

O escritório silencioso parecia agora vibrar de uma maneira diferente, carregado da energia daquele encontro inesperado. Ele permaneceu alguns instantes sentado, ainda absorvendo a imagem de Catarina saindo do escritório.

— Amanhã será interessante… muito mais interessante do que eu imaginava — murmurou para si mesmo.

Após algum tempo, desligou o ar-condicionado, se levantou e decidiu sair do escritório.

Seguiu em direção à sua casa, já mentalizando a conversa que teria com o pai. Ao estacionar o carro, deu de cara com Oliver, que estava prestes a sair de casa.

— Está indo para a capital? — perguntou, curioso.

— Sim — respondeu Oliver. — Vou passar na casa do Saulo e depois seguirei com ele para lá, temos uma reunião com alguns investidores.

— Tudo bem — comentou, mas antes de continuar, lembrou-se de algo importante. — O senhor já falou para o seu assistente sobre as entrevistas desta tarde?

Num gesto rápido de quem havia esquecido algo crucial, Oliver colocou a mão na testa.

— Não, ainda não disse, mas aviso agora mesmo — falou, pegando o celular do bolso.

— Não precisa — Henri interrompeu, adiantando-se.

— Por que não? — perguntou Oliver, franzindo a testa.

— Já arranjei uma assistente — revelou, com naturalidade.

— Como assim? — O pai estreitou os olhos, surpreso.

— Tudo bem, então. De qualquer forma, havia dito que pode escolher quem quiser. Se acha que essa moça é qualificada, fique à vontade.

— Obrigado, pai.

Oliver se despediu do filho com um abraço e, em seguida, entrou no carro, dirigindo-se à casa do amigo. Ao chegar, encontrou Saulo já esperando do lado de fora.

— Demorou — comentou Saulo, entrando no carro.

— Tive uma pequena conversa com o Henri antes de sair — respondeu.

— Está tudo bem? — Saulo perguntou, preocupado.

— Está, sim, não se preocupe — garantiu, com um leve sorriso.

Oliver deu a volta com o carro, mas em vez de seguir pela estrada que levava à capital, pegou a que dava acesso à vila.

— O que foi? Tem alguma coisa para resolver na vila? — questionou Saulo, confuso.

— Só quero ver uma pessoa — confessou, mantendo o semblante sério. — Mas não se preocupe, não vamos demorar.

Saulo assentiu e permaneceu em silêncio.

Quando chegaram à vila, Oliver dirigiu-se diretamente para a rua do correio e parou em frente à casa de Damião. Desceu do carro e bateu na porta. Não demorou muito até que uma jovem de cabelos ruivos, extremamente bonita, abrisse a porta.

— Olá, senhor Caetano. Posso ajudar em algo? — perguntou ela, com um leve ar de curiosidade e educação.

Oliver não precisou dizer nada para entender quem era aquela moça. Pelo porte e pela beleza da jovem, concluiu que o filho não estava interessado apenas no currículo dela.

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