Catarina respirou fundo, tentando controlar o nervosismo, e se levantou. Com um gesto hesitante, estendeu a mão para ele, consciente de que precisava demonstrar gratidão pela oportunidade.
— Muito obrigada, senhor… — disse, com a voz levemente trêmula. — Prometo que me dedicarei para não decepcioná-lo.
— Já disse que pode me chamar de Henri — repetiu ele, com um leve sorriso, se levantando também e segurando a mão dela com firmeza, mas delicadamente.
Catarina mordeu o lábio, desviando o olhar por um instante.
— Não sei se será fácil te chamar assim — confessou, meio envergonhada, deixando os olhos encontrarem os dele por um instante antes de olhar para baixo.
Divertido com a timidez dela, Henri soltou um leve riso.
— Não se preocupe — disse, mantendo a mão dela na sua por mais alguns segundos. — Logo vai se acostumar.
O calor que sentiu ao tocar a mão dela não passou despercebido, mas ele se manteve calmo, deixando que o gesto simples carregasse toda a intensidade silenciosa do momento. Catarina, por sua vez, sentiu uma mistura de ansiedade e excitação, o coração acelerado, sem conseguir evitar um sorriso tímido enquanto soltava a mão dele lentamente.
— Então, amanhã, nos encontramos aqui cedo — continuou Henri. — Quero que esteja pronta para começar.
— Sim — respondeu ela, firme, tentando esconder o tremor na voz. — Estarei aqui.
Henri sentou-se na cadeira novamente, observando o rosto dela. Havia algo naquele sorriso, naquela expectativa nos olhos dela, que o deixava curioso e animado ao mesmo tempo. A mente dele começou a se encher de pequenas ideias, de provocações sutis e situações que poderiam surgir durante os dias de trabalho juntos.
— Ótimo — disse ele, soltando um leve suspiro. — Então, por hoje, aproveite para descansar. Amanhã será um dia longo.
Catarina assentiu, ainda um pouco tímida, e começou a se dirigir à porta. Antes de sair, virou-se rapidamente para ele, com um pequeno sorriso de gratidão.
— Obrigada novamente, Henri.
— Não precisa agradecer — respondeu ele, fixando os olhos nela por um instante mais longo do que o normal. — Só faça o seu melhor.
Enquanto ela saía, ele voltou a se recostar na cadeira, deixando escapar um pequeno sorriso, imaginando como seria tê-la ali, todos os dias, participando de sua rotina no escritório. A expectativa e a timidez dela eram como combustível para sua própria curiosidade.
O escritório silencioso parecia agora vibrar de uma maneira diferente, carregado da energia daquele encontro inesperado. Ele permaneceu alguns instantes sentado, ainda absorvendo a imagem de Catarina saindo do escritório.
— Amanhã será interessante… muito mais interessante do que eu imaginava — murmurou para si mesmo.
Após algum tempo, desligou o ar-condicionado, se levantou e decidiu sair do escritório.
Seguiu em direção à sua casa, já mentalizando a conversa que teria com o pai. Ao estacionar o carro, deu de cara com Oliver, que estava prestes a sair de casa.
— Está indo para a capital? — perguntou, curioso.
— Sim — respondeu Oliver. — Vou passar na casa do Saulo e depois seguirei com ele para lá, temos uma reunião com alguns investidores.
— Tudo bem — comentou, mas antes de continuar, lembrou-se de algo importante. — O senhor já falou para o seu assistente sobre as entrevistas desta tarde?
Num gesto rápido de quem havia esquecido algo crucial, Oliver colocou a mão na testa.
— Não, ainda não disse, mas aviso agora mesmo — falou, pegando o celular do bolso.
— Não precisa — Henri interrompeu, adiantando-se.
— Por que não? — perguntou Oliver, franzindo a testa.
— Já arranjei uma assistente — revelou, com naturalidade.
— Como assim? — O pai estreitou os olhos, surpreso.
— Tudo bem, então. De qualquer forma, havia dito que pode escolher quem quiser. Se acha que essa moça é qualificada, fique à vontade.
— Obrigado, pai.
Oliver se despediu do filho com um abraço e, em seguida, entrou no carro, dirigindo-se à casa do amigo. Ao chegar, encontrou Saulo já esperando do lado de fora.
— Demorou — comentou Saulo, entrando no carro.
— Tive uma pequena conversa com o Henri antes de sair — respondeu.
— Está tudo bem? — Saulo perguntou, preocupado.
— Está, sim, não se preocupe — garantiu, com um leve sorriso.
Oliver deu a volta com o carro, mas em vez de seguir pela estrada que levava à capital, pegou a que dava acesso à vila.
— O que foi? Tem alguma coisa para resolver na vila? — questionou Saulo, confuso.
— Só quero ver uma pessoa — confessou, mantendo o semblante sério. — Mas não se preocupe, não vamos demorar.
Saulo assentiu e permaneceu em silêncio.
Quando chegaram à vila, Oliver dirigiu-se diretamente para a rua do correio e parou em frente à casa de Damião. Desceu do carro e bateu na porta. Não demorou muito até que uma jovem de cabelos ruivos, extremamente bonita, abrisse a porta.
— Olá, senhor Caetano. Posso ajudar em algo? — perguntou ela, com um leve ar de curiosidade e educação.
Oliver não precisou dizer nada para entender quem era aquela moça. Pelo porte e pela beleza da jovem, concluiu que o filho não estava interessado apenas no currículo dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...