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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 305

Mas, como não podia provar nada naquele momento, Oliver decidiu apenas observar e ver de perto para tentar entender quais eram as intenções da moça também.

— Bem, vejo que já me conhece, mas eu ainda não a conheço — disse ele, educado, mantendo o tom cortês.

— Me desculpe — respondeu Catarina, toda sem jeito. — Eu me chamo Catarina Silva, sou filha do Damião, um de seus funcionários.

— É um prazer conhecê-la, Catarina — respondeu, apertando a mão dela gentilmente. — O seu pai está em casa?

— Não, ele saiu para trabalhar bem cedo — explicou a moça, com uma pontada de timidez.

— E a sua mãe?

— Ela foi ao mercado, mas deve voltar logo. Deseja esperá-la, senhor?

— Não, não precisa — respondeu, com um leve aceno de cabeça. — Eu só passei para saber se estão bem acomodados e se precisam de algo.

— Ah, estamos muito bem — disse ela, sorrindo. — A casa é confortável e a vila é muito agradável. Estamos muito felizes pela oportunidade que o senhor nos deu.

— Eu que agradeço por estarem aqui… — murmurou, analisando a moça com atenção. Notou como ela parecia bem-educada e modesta, não achando nem um resquício de maldade ou más intenções. — Bem, eu já vou indo. Desde já, se precisarem de qualquer coisa, podem avisar.

— Muito obrigada pela atenção, senhor Caetano — disse ela, inclinando levemente a cabeça.

Oliver se despediu com um leve aceno de mão e voltou para o veículo. Antes de dar partida, viu Catarina entrar novamente em casa e fechar a porta.

— O que foi? — perguntou Saulo, desconfiado, percebendo que o amigo estava mais quieto do que o normal.

— Não é nada — murmurou Oliver, mantendo os olhos fixos à frente, mas seu cérebro trabalhava a mil.

— Ah, vai mesmo me jogar essa? — Saulo insistiu, cruzando os braços, inclinando-se ligeiramente para frente. — Sabe que te conheço há tantos anos, e sei muito bem quando alguma coisa está enfiada nesta sua cuca.

Oliver suspirou e se permitiu um leve sorriso, meio irônico.

— Não posso provar nada ainda, mas… — ele fez uma pausa, escolhendo bem as palavras — Acho que o meu filho parece ter segundas intenções com a nova moradora da vila.

Incrédulo, Saulo arqueou a sobrancelha.

— O Henri?

— Isso mesmo.

— Quando você fala em segundas intenções, quer dizer que ele está interessado na moça? — perguntou Saulo, franzindo a testa.

— Esse é o problema… — Oliver murmurou. — Ele a contratou para ser a sua assistente, então, sim, podem acontecer fofocas mal intencionadas, caso alguém perceba que a interação entre eles seja mais do que profissional.

De repente, Saulo começou a gargalhar, entendendo a preocupação genuína do amigo.

— Agora entendi — disse, ainda rindo. — Você está preocupado de que seu filho transforme tudo isso num romance de escritório cheio de… safadezas.

A cara de Oliver ficou vermelha de irritação, incomodado com a leviandade do amigo diante do assunto.

— Está mesmo achando graça disso? — questionou, sério.

— É engraçado ver a sua preocupação, não vou negar — respondeu, ainda sorrindo. — Mas não pode impedir o Henri de fazer nada. Você já foi jovem e não se faça de santo. Me lembro muito bem de que a Aurora era a sua funcionária antes de se tornar a sua esposa. Se a moça consentir, tenho certeza de que os dois farão o que quiserem, dentro do escritório ou fora dele.

— Ah, meu Deus… — Oliver resmungou, exasperado. — Nem sei por que ainda falo essas coisas para você, se não leva a sério. Quero ver se estaria rindo assim se a moça em questão fosse uma das suas filhas.

A expressão de Saulo mudou imediatamente; ele se ajeitou na cadeira, suspirou pesado e olhou para o amigo com seriedade.

— Tem razão. Isso não é caso para brincadeira. O Henri precisa respeitá-la e manter o escritório como deve ser: apenas um ambiente de trabalho. Imagina se ele não leva essa moça a sério e ela fica mal falada?

— Agora estamos falando a mesma língua — Oliver zombou, enquanto retomava a direção em direção à saída da vila.

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