No dia seguinte…
Denise não parava de chorar enquanto via a filha mais nova e o genro colocando as malas no carro, prontos para retornar aos Estados Unidos.
— Por que não ficam por aqui, hein? — perguntou, tentando controlar a voz entre soluços. — Você ainda pode começar a faculdade este ano, filha.
— E começar tudo de novo, se lá já estou bem adiantada? — respondeu Eloá, abraçando a mãe com força.
— Mas aqui poderíamos te ajudar com a Amelie. Além disso, a veríamos sempre…
— Sei que seria mais fácil, mãe, mas quero muito concluir o que comecei lá.
Sentindo-se impotente diante da decisão da filha, Denise suspirou.
— Acho que nada do que eu diga vai te fazer mudar de ideia, não é mesmo?
— Não — disse Eloá, sorrindo mesmo diante do estado da mãe. — Eu prometo que, no próximo feriado prolongado, estaremos aqui.
— Tudo bem, meu amor — murmurou Denise, enxugando as lágrimas. — Só… cuide-se.
Gael se aproximou, colocando uma mão carinhosa sobre o ombro da sogra.
— Pode deixar, sogrinha, eu vou cuidar muito bem delas duas — disse com um sorriso reconfortante.
— Sei que é um bom rapaz e fará de tudo por elas, mas caso perceba que não dá conta, pode nos contatar no mesmo instante, tudo bem?
— Pode ter certeza de que não hesitarei em fazer isso.
Com os olhos vermelhos, Saulo também se aproximou e agarrou a filha, sem querer tirá-la de seus braços.
— Dessa vez está sendo mais difícil do que antes.
— Eu sei, pai, mas o tempo vai passar bem rápido, vocês vão ver.
— Não se esqueça de que logo estaremos por lá também. Assim que estiver quase na data de Amelie nascer, viajaremos para ficar com vocês por um tempo.
— Pode ter certeza de que sim — disse Oliver, se aproximando e abraçando o filho. — Não iremos perder o nascimento de nossa primeira neta.
— Ai, meu Deus… — Aurora começou a chorar. — Não acredito que teremos que ficar longe dela por esses anos.
— Vamos pensar positivo, tudo bem? — Gael pediu, vendo que todos estavam muito emocionados. — Em todos os feriados prolongados, estaremos aqui.
Alice e o marido também apareceram para se despedir deles.
Noah, que observava a cena silenciosamente, aproximou-se e deu um abraço apertado no irmão.
— Vou sentir sua falta — disse segurando o choro. — Cuide-se e volte logo.
— Eu também vou sentir sua falta, Noah, mas voltaremos para o seu casamento, não se preocupe.
Elisa, com os olhos marejados, segurou a mão da irmã e disse.
— Lembre-se de mim quando estiver lá! Sei que terá muitas obrigações e ficará ocupada, mas não se esqueça de que sou a sua irmã.
— Eu não vou esquecer, eu prometo.
Quando o casal estava prestes a entrar no carro, Henri surgiu.
— Desculpem o atraso — disse ele, saindo do carro meio apressado. — Tenho que trabalhar, mas não podia deixar de me despedir de vocês.
— Chegou bem na hora, já estávamos indo — respondeu Gael, sorrindo.
— Quem vai acompanhar vocês até o aeroporto? — perguntou Henri.
— Ninguém — Gael confessou.
— Como assim? — Henri arqueou uma sobrancelha, surpreso.
— Já basta de choro por aqui, não queremos prolongar o sofrimento lá — ele explicou, tentando aliviar a tensão. — Por isso optamos por ir sozinhos.
Despedindo-se de todos, Henri entrou em seu carro e seguiu em direção à vila.
Quando estava prestes a dobrar uma rua, avistou Catarina de longe. Ela usava um elegante conjuntinho social, e os cabelos ruivos longos estavam presos em um rabo de cavalo impecável.
Vê-la assim despertou nele algumas ideias maliciosas, e um sorrisinho largo surgiu em seus lábios. Sem pensar duas vezes, parou o carro ao lado da calçada onde ela caminhava, abaixou o vidro e chamou:
— Bom dia, Catarina.
Os olhos dela se arregalaram, primeiro pelo susto de ver um carro parar ao seu lado, depois pelo alívio ao reconhecer quem estava no volante. As bochechas dela coraram instantaneamente.
— Bom dia, senhor Henri — respondeu, tentando disfarçar a timidez.
— Está indo para o escritório? — perguntou ele.
— Sim.
— Então, entra aí, eu também estou indo para lá.
A moça hesitou por um instante, mas acabou aceitando a carona. Assim que entrou, ele subiu novamente o vidro do carro e travou as portas, deixando no ar uma tensão silenciosa que fazia o coração dela bater um pouco mais rápido.
Observando-a de soslaio, ele perguntou com um leve sorriso:
— Catarina, você já tomou café hoje?
— Sim — respondeu ela, um pouco nervosa, desviando o olhar.
— Que pena — disse ele, inclinando-se levemente para mais perto — porque eu adoraria tomar café com você.
As bochechas dela coraram instantaneamente. Sem graça, ela baixou a cabeça, mordendo levemente o lábio.
— Sei que ficar perto de mim te assusta um pouco — disse baixinho —, mas quero que se acostume, já que, a partir de hoje, passaremos muito tempo juntos.
Catarina engoliu em seco, sentindo um nervosismo crescente percorrer seu corpo, ainda mais ao encontrar o olhar dele e perceber o sorriso audacioso que brincava em seus lábios.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...