Um mês depois…
Em seu apartamento nos Estados Unidos, enquanto observava a esposa dormindo com o barrigão enorme, Gael sentiu o coração bater mais rápido a cada movimento dela. A pequena Amelie poderia chegar a qualquer momento, e aquela ideia misturava ansiedade com um leve medo, mas também uma alegria imensa. No entanto, aquele não era um dia comum: era o aniversário de 18 anos de Eloá, e ele queria que fosse especial.
Com todo cuidado, levantou-se e começou a preparar um café da manhã reforçado para ela. Pão fresquinho, frutas, suco natural, iogurte e até algumas flores delicadas na bandeja, para que o primeiro sorriso do dia fosse acompanhado de surpresa.
Depois de arrumar tudo, saiu de fininho do apartamento e foi até o de Brook, onde havia deixado algumas flores guardadas.
— Como ela está hoje? — perguntou Brook, enquanto ele pegava as flores.
— Está bem, sonolenta como sempre. Nem notou que acordei e saí — ele respondeu, sorrindo.
— É a reta final, ela deve estar cansada com aquele barrigão.
— É verdade. Ontem à noite, ela reclamou de dores nas pernas e inchaço nos pés. — disse ele, preocupado.
— Ainda bem que ela tem você. — Brook falou com um brilho de sinceridade nos olhos.
Mesmo tendo conhecido-a há pouco tempo, Brook criou um sentimento por Eloá que girava em torno de preocupação e cuidado. Quando descobriu sobre a gravidez dela, queria ajudá-la de todas as formas, mas sabia que sozinha não conseguiria. Agora, conhecendo Gael e sabendo que ele conseguiu convencê-la a enfrentar a família e contar toda a verdade, estava feliz pelos dois.
Gael sorriu, apertando o buquê contra o peito.
— Eu só quero vê-la feliz e confortável. É meu jeito de agradecer por ela existir.
De volta ao apartamento, ele entrou silenciosamente, segurando as flores e preparando o que seria a maior surpresa do dia. Decorou a sala com pétalas espalhadas pelo chão, pequenas velas aromáticas acesas em lugares estratégicos e uma faixa delicada com os dizeres: “Feliz 18 anos, meu amor”. Cada detalhe foi pensado para arrancar um sorriso de Eloá.
Quando ela finalmente acordou, ainda com os olhos marejados de sono, olhou em direção à sala e se deparou com o cenário encantador. Um choque de emoção tomou conta dela.
— Gael… — sussurrou, sem conseguir conter a voz de choro.
Ele se aproximou, sorrindo, e a envolveu em um abraço apertado. Ela não conseguiu conter as lágrimas de alegria, enterrando o rosto no peito dele.
— Eu… eu não esperava… é lindo! — murmurou, ainda emocionada.
— Só o melhor para você, minha linda — respondeu ele, depositando um beijo suave na cabeça dela. — Hoje o dia é todo seu.
Depois de se recomporem, Gael serviu o café da manhã na mesa da sala. Enquanto saboreava os alimentos, o celular de Eloá começou a apitar. Mensagens carinhosas de seus pais, da irmã, dos sogros e de amigos próximos enchiam a tela com votos de feliz aniversário, fotos e vídeos de pequenas homenagens. Eloá sorriu, emocionada, respondendo a cada mensagem com carinho e gratidão.
— Eu realmente me sinto abençoada — disse, segurando a mão de Gael sobre a mesa. — Ter todos comigo, mesmo à distância, faz tudo parecer ainda mais especial.
De repente, o toque do telefone quebrou seu pensamento. Ele olhou para a tela e viu o nome de Eloá piscando. Atendeu imediatamente:
— O que foi, amor? Esqueceu alguma coisa? — perguntou, com o sorriso ainda nos lábios.
— Não é isso… — respondeu ela, com a voz trêmula. — A minha bolsa acabou de romper…
Sem acreditar no que acabava de ouvir, Gael ficou estático por alguns segundos e um sorriso nervoso saiu de seus lábios.
— Espera… você está me dizendo que a Amelie irá chegar no dia de seu aniversário?
— Acho que sim — ela respondeu, tentando manter a calma. — Você pode vir logo? Está todo mundo olhando para mim com cara de espanto.
— Claro, eu só vou buscar o carro.
— Então, vá depressa, porque estou sentindo as primeiras contrações!
Sem esperar por mais nada, Gael correu para a garagem de seu apartamento, onde o veículo que havia comprado estava estacionado. As coisas que precisariam já estavam todas lá dentro, pois sabiam que a qualquer momento esse imprevisto aconteceria.
— Meu Deus, me ajude a ser corajoso e que eu não desmaie como o meu sogro. — Ele sussurrou, enquanto dirigia rumo à faculdade, que ficava praticamente ao lado de casa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...