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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 310

Ele estacionou o carro em frente à faculdade e desceu dele depressa, sentindo o corpo tenso. Próximo à porta de entrada, Eloá estava sentada, ao lado de Brook e outras duas coordenadoras. Alunos passavam apressados, alguns jogando olhares curiosos na cena. Ele, no entanto, só tinha olhos para a esposa, que parecia um pouco assustada.

— Amor! — chamou, avançando alguns passos até ela.

Eloá sorriu, tentando esconder a ansiedade que também sentia.

— Oi… — disse ela.

Os alunos continuavam observando, alguns cochichando, mas Gael não se importava. Segurou a mão dela, sentindo a pele quente e levemente trêmula.

— Quer que eu te carregue no colo? — perguntou, olhando para os olhos dela, que brilhavam de expectativa e medo.

— Não, eu consigo andar até o carro — ela respondeu, tentando passar calma.

Enquanto entravam no carro, Brook se dispôs a ir com eles, mas Eloá recusou com educação, dizendo que Gael daria conta de tudo.

— Vamos ficar bem, logo dou notícias — disse ele, tentando soar firme, embora o coração estivesse quase para sair pela boca.

O caminho foi curto, mas lento. Cada semáforo parecia interminável, e a ansiedade aumentava a cada curva. Ele tentava acalmar os próprios pensamentos, lembrando-se de que Eloá precisava dele calmo, presente, forte.

Ao chegar ao hospital, o cenário mudou: médicos e enfermeiras se movimentavam rapidamente, e o burburinho do ambiente parecia amplificar o nervosismo. Ele auxiliou a esposa a descer do carro e, imediatamente, ela foi encaminhada para a triagem, enquanto ele seguia logo atrás, segurando sua mão.

— Vamos cuidar de você, senhora — disse a enfermeira, guiando-a para dentro de uma sala reservada para preparo do parto.

Gael ficou parado no corredor por um instante, respirando fundo, sentindo a ansiedade crescer. Pegou o celular e, com dedos trêmulos, digitou no grupo da família:

“Pessoal, a Eloá está entrando em trabalho de parto. Assim que tiver mais notícias, aviso a vocês.”

Mal enviou a mensagem, e as notificações começaram a chegar sem parar. Pedidos de oração, emojis de coração, mensagens de incentivo e até instruções de como ele deveria agir chegavam em alta velocidade. Mas ele ignorou todas. Nada importava naquele momento, senão Eloá.

Após se organizar, Gael foi chamado para a sala onde a esposa já estava deitada, sentindo as primeiras ondas mais intensas das contrações. O suor começou a surgir em sua testa ao vê-la naquele estado. Ela respirava fundo, tentando controlar a dor, mas seu rosto denunciava cada esforço.

— Amor, podemos optar por uma cesárea — ele sugeriu, com medo de que ela sentisse dor.

Respirando fundo, Eloá fechou os olhos e começou a empurrar, com força, usando tudo que tinha. Ela apertou a mão do marido com tanta força que seus dedos ficaram dormentes, mas ele não se importou. Cada grito dela parecia ecoar dentro dele, fazendo seu coração bater em ritmo descompassado.

— Você consegue, meu amor! — disse ele. — Estou aqui, não solto sua mão por nada.

Mais uma contração, mais um grito, mais esforço. A água da banheira se agitava com os movimentos do corpo dela, mas ela continuava determinada. Gael podia sentir cada músculo tenso, cada respiração trêmula, cada gota de suor que descia pelo rosto dela. Tudo isso o deixava exausto, mas ele não se afastava, nem por um segundo.

Finalmente, após uma última força concentrada, ouviu-se o choro mais lindo que já haviam ouvido.

— Ela… ela chegou! — Gael exclamou, emocionado, enquanto a enfermeira levantava Amelie e a colocava nos braços de Eloá.

As lágrimas correram livremente pelo rosto de Gael. Ele não conseguiu segurar, e se inclinou, beijando a testa da esposa.

— Você conseguiu, meu amor… — sussurrou, ainda ofegante, olhando para a filha nos braços da mãe. — Você é incrível.

Enquanto falava, ele não parava de chorar, pois além de estar conhecendo a filha, acabava de conhecer a força que a sua esposa tinha.

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