Em seu escritório, Henri organizava a ficha de alguns funcionários novos que estavam chegando para a colheita. Folheava folha por folha, concentrado, quando, sem perceber, seu pensamento desviou para Catarina. Já fazia um mês que ela estava trabalhando ali, e a cada dia que passava ele se convencia ainda mais de que havia feito a escolha certa ao contratá-la. Ela era dedicada, atenciosa, extremamente inteligente e não tinha vergonha de perguntar quando não entendia algo. Essa postura fazia com que eles passassem momentos de trabalho mais próximos do que ele deveria admitir.
Enquanto seus pensamentos ainda estavam nela, uma suave batida na porta, seguida do giro da maçaneta, chamou sua atenção.
— Desculpe incomodá-lo, senhor, mas estou com uma pequena dificuldade para organizar a planilha. Será que poderia me ajudar?
O jeito sincero com que ela se aproximava, os olhos atentos e curiosos, mas ainda levemente insegura, mexia com ele de um jeito inesperado.
— Claro, que sim.
Ele caminhou até a mesa dela, deixou que ela se sentasse em sua cadeira e se aproximou por trás, apoiando-se levemente na mesa, a um espaço que permitia proximidade sem invadir totalmente seu campo pessoal.
— Catarina — começou, com a voz baixa —, veja aqui, se ajustarmos esses números desta forma…
Enquanto falava, inclinou o corpo para que seus rostos ficassem próximos e os lábios próximos ao ouvido dela. Ela podia sentir a vibração de sua voz intensamente. Ao mesmo tempo, ele movia o cursor no computador, mostrando com cuidado os pontos da planilha, explicando cada detalhe.
Ela assentiu, tentando concentrar-se no que ele dizia, mas a proximidade era quase eletrizante. Sentia o calor do corpo dele por trás, a fragrância leve e masculina que agora dominava seu campo de percepção, e cada pequena inclinação dele para indicar detalhes na tela fazia o corpo dela se arrepiar.
Henri percebeu o efeito que causava. O leve movimento do ombro dela, o modo como a nuca dela parecia tensa ao mesmo tempo, em que inclinava o corpo para frente, denunciava que a proximidade não passava despercebida. Ele sorriu por dentro, sem precisar dizer nada. Cada gesto dele estava predito para ensinar, para guiar, mas também para provocar aquela reação sutil e irresistível.
— Consegue acompanhar? — perguntou ele, mantendo os lábios próximos do ouvido dela. — Ou prefere que eu explique de outra maneira?
Tentando não demonstrar o nervosismo que crescia dentro dela, Catarina engoliu em seco.
— Sim, consigo… — respondeu, tentando manter a voz firme, mas o ligeiro tremor traía seu estado emocional.
Aproveitando o momento, ele inclinou um pouco mais o corpo, mostrando um detalhe da planilha no monitor. A ponta de seus dedos quase tocou a mão dela, enquanto explicava.
— Veja, ao inserirmos este dado aqui, o cálculo se ajusta automaticamente, e você poderá validar os números sem precisar refazer nada.
Ela desviou levemente o olhar, mas a cada gesto dele, o nervosismo aumentava.
— Muito bom, Catarina — murmurou, com a voz tão baixa que poderia ser considerada quase um sussurro sensual. — Você está pegando tudo rápido, eu diria que está evoluindo mais rápido do que eu esperava.
Ela sentiu um rubor subir pelo rosto, desviou o olhar para a tela tentando se concentrar, mas não conseguiu. O calor que ele emanava a intrigava.
Percebendo a reação dela, Henri manteve o tom educado, mas seu sorriso não deixava de ser sugestivo.
— Parece difícil no começo, mas logo você pega o jeito.
Ela assentiu novamente, sem conseguir falar muito, o corpo ainda reagia involuntariamente à presença tão próxima. Cada explicação que ele dava, cada detalhe mostrado na tela, era reforçado pelo sussurro próximo ao seu ouvido, que parecia prender toda sua atenção.
Notando que não era só ele quem reagia de forma diferente quando estavam próximos, Henri percebeu que era hora de avançar um passo a mais naquela conexão.
— Acredito que agora posso dar conta, senhor — disse Catarina, tentando manter a compostura.
— Henri… me chame de Henri — ordenou ele, firme, com um brilho malicioso nos olhos.
Ela suspirou, tensa, e murmurou:
Sem entender o que o irmão estava fazendo ali, Henri franziu o cenho, confuso.
— Bom dia! Quando chegou? — perguntou, curioso.
— Há alguns minutos — Noah respondeu, sem pressa —, mas antes de ir até sua sala, decidi molhar o rosto um pouco, estava na construção.
Henri engoliu em seco, sentindo o clima entre ele e Catarina ainda palpitar no ar.
— Entendi… — murmurou. — Veio aqui só por isso?
— Claro que não — disse ele, com um sorriso nos lábios. — Não sei se chegou a olhar o grupo da família, mas a Amelie acabou de nascer.
— Sério? — A expressão de Henri mudou no mesmo instante. — Eu ainda não peguei no celular.
Sem perder tempo, ele se dirigiu à sua sala para buscar o aparelho. Enquanto isso, Noah se aproximou da mesa, onde Catarina ainda permanecia um pouco nervosa, e comentou:
— Se não estiver muito ocupada, será que pode nos trazer um café?
— Claro, senhor, — respondeu ela, tentando manter a calma. — Já vou.
Ela se levantou e se afastou dali. Ao vê-la se afastar, Noah entrou na sala do irmão, que agora encarava a tela do celular com um sorriso largo, e disparou:
— Que diabos você estava fazendo quando eu cheguei? — perguntou, sem cerimônia, cruzando os braços.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...